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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Atualização em breve

Deu tudo certo. A viagem pro Brasil foi perfeita e amanhã a noite iniciamos a viagem de regresso para o Porto. Volto com o coração renovado para mais um período de muita saudade e disposta a aproveitar o melhor de Portugal e da Europa para compensar.
Quando tiver um tempinho venho aqui contar as nossas maravilhosas férias no Rio e lhes atualizar sobre o que anda acontecendo na minha vida dividida entre essas duas terrinhas.

Um grande beijo e paz para todos.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Felicidade que até dá medo!

Sabe quando você anseia tanto, mas tanto por uma coisa que quando ela está prestes a se realizar você até tem medo que se realize? É assim que estou me sentindo quanto a essa nossa ida de férias para o Rio daqui a exatamente 5 dias.
Vai ser a primeira vez que eu e Filipe vamos pra lá juntos, vai ser a primeira vez que vamos estar com a minha família e com os nossos amigos de lá depois de casados e vai ser a primeira vez que vou chegar no aeroporto e não vou avistar o rosto sorridente do meu pai me esperando. Um mix de sensações positivas e negativas que geram uma ansiedade em mim de me fazer perder o sono e de rezar para que esse momento chegue logo, para que eu possa enfim deixar de me preocupar com o avizinhar-se dele.
Já sei que eu vou chorar na hora que o avião aterrissar no Galeão, vou chorar de alívio porque o avião não caiu, porque não houve nuvem de poeira vulcânica e nem raio que me impedisse de viver esse momento, e principalmente porque esses pensamentos sombrios não conseguiram sabotar os meus planos de passar uns dias felizes ao lado dos meus.
Estar ao lado da minha família vivendo apenas momentos bons, conhecer os filhos das minhas amigas que andam produzindo seres humaninhos a todo vapor, reviver os mergulhos no mar, o cheiro e o sabor da comida da mamãe, conhecer a casa do meu irmão, apresentar o Filipe para a minha avó e poder brincar fisicamente (e não mais através do Skype) no quarto do meu afilhado gera tanta felicidade em mim que até tenho medo de não ser merecedora dela.
Mas no fundo, no fundo, sinto que mereço, sinto que todos nós merecemos.
Vou lidar com isso de forma simples: muita oração e um calmante natural na noite anterior pra conseguir dormir e muita oração e um calmante natural antes de embarcar; literatura da boa e música variada para as 10 horas dentro do avião e o pensamento focado nos abraços, beijos e lágrimas na hora do reencontro.
Eu nunca pensei que um dia fosse ter medo da felicidade, agora sei que ela é uma senhora que impõe respeito e tem de ser valorizada.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Na contagem regressiva... de novo

Desde que essa relação Brasil-Portugal se estabeleceu, já perdi as contas de quantas vezes vivi em contagem regressiva. Entre idas e vindas minhas, de familiares e amigos, esperar pelo dia da viagem se tornou algo como esperar pelo dia de festa.

Agora, para a minha felicidade, estou em contagem regressiva para as tão desejadas férias no Rio de Janeiro. Dessa vez vou com o Filipe, então da parte do coração vou curtir as férias com este completo. Vamos estar com a minha família e os nossos amigos queridos, então da parte do coração este vai estar repleto.

A data para a qual apontam todos os dias do calendário é 23 de agosto. É interessante ter algo pelo que esperar, parece que nos dá um gás pra sair da cama naqueles dias em que seus olhos teimam em não querer abrir enquanto o despertador se desespera com a sua indiferença. E ao final de um dia chato ou cheio de estresse, pensamos: "um dia a menos no calendário".

Eu ando assim agora, cortando os dias no calendário. E sem nem um pouquinho de peso na consciência. Convenci a minha consciência de que não vale a pena sentir culpa por estar torcendo para a vida passar rápido porque na verdade, estou torcendo para a vida que tanto anseio chegue logo: comidinha e colinho da mamãe, carinho da vovó, brincadeiras com o sobrinho, pilequinhos e comidinhas de boteco com os irmãos, cunhados e amigos, muitas risadas com as primas que vêm de outros estados pra estar comigo, tias, tios, mesa grande, casa barulhenta, muitos mergulhos no mar, rodízios de tudo e mais um pouco, e uns quilinhos a mais pra trazer de lembrança pra Portugal. Essa é a vida que eu quero que chegue logo e ela vai chegar.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Páscoa Branca

Este ano resolvemos aproveitar o feriado prolongado de Páscoa e fomos nos aventurar em algo diferente. As regras eram: Tínhamos que ir fazer algo que ambos nunca tivéssemos feito. E lá fomos nós, atendendo ao convite dos amigos João e Sara, para a imensidão branca da Serra da Estrela.

Eu amei! Apesar dessas imagens gélidas que até dão medo, a gente chega a sentir calor com a roupa de neve, isto é, se você for esquiar ou fazer snowboard sente um calor danado, mas se ficar parado por muito tempo... não sente nada... não sente os dedos dos pés, não sente os dedos das mãos e por aí vai...

Depois de cavar muito conseguimos entrar neste mercadinho e fazer umas comprinhas. Just kidding! Não tivemos que cavar nada, mas a altura da neve no chão é impressionante. Lá dentro é bem aquecido e a gente esquenta mais ainda quando começa a mastigar as provas de queijo e embutidos típicos da Serra da Estrela. Nada como umas comidinhas calóricas para aquecer o corpo, não é mesmo?

Na foto abaixo estamos os quatro radicais do gelo: o João e o Filipe esnobando com os seus snowboards, e eu e a Sara pagando mico com os nossos trenós "deixa-eu-ganhar-intimidade-com-a-neve". No primeiro dia a minha diversão foi só essa, deslizar montanha abaixo sentada nesse trenó. Nem precisa dizer que acabei de vez com o que restava da minha coluna e que o meu maior desafio nem era descer a montanha no trenó, mas sim conseguir andar sem patinar no gelo e me estabacar no chão a cada dois passos.

Vencidos esses "pequenos" desafios e depois de muita gargalhada, no segundo dia eu me enchi de pose e resolvi alugar o equipamento de esqui completo (botas, esquis e bastões por €25,00 para usar o dia todo). Eu não tive dificuldade para me equilibrar no esqui e saí esquiando logo de primeira, só não contava com uma coisa: eu não sabia frear. Qual foi a solução que encontrei? Me jogar pro chão pra não atropelar os inocentes na minha frente. O detalhe é que esta solução foi paliativa, porque gerou um outro problema: eu não conseguia levantar com os esquis. Parece simples, mas se você não tirar as botas, só levanta se alguém te ajudar. E como eu estava no meio da pista, ninguém parava pra me ajudar, e eu fiquei lá, que nem uma tartaruga com o casco pra baixo, girando de um lado pro outro... em vão. Felizmente, eis que surge como um oásis no deserto, o meu maridão. Já havia me procurado por todos os lados e quando avistou "um ponto preto" estático no meio da imensidão branca, chegou perto pra ver o que era, e era eu.

Foi tudo muito divertido e cheio de adrenalina. Andar na neve, esquiar, usar aquelas roupas... foi tudo muito diferente do que eu já havia feito e eu adorei a sensação de não ter medo e de me deliciar com o vento gelado enquanto descia montanha abaixo. Logo eu que não atravesso a rua fora da faixa e não ando em montanha russa porque tenho medo de cair... foi uma experiência reveladora para mim e diga-se de passagem, o Filipe também ficou admirado de me ver esquiar com tanta segurança.
Uma coisa ficou decidida, enquanto morarmos por perto de uma pista de neve, todos os anos vamos esquiar, ou melhor, eu esquio e o Filipe pratica snowboard. Ele realizou um de seus sonhos praticando este esporte e confirmou o que eu já sabia, que ele leva jeito pra todos os esportes radicais. Vejam abaixo as fotos que não me deixam mentir:

Eu, firme e forte nos esquis.

O Filipe, arrasando no snowboard.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Mais pra Cascais do que pra Lisboa

Após o show do Cranberries eu e Filipe ficamos uns dias em Lisboa, mas para dizer a verdade, passamos mais tempo em Cascais do que em Lisboa. Foi a segunda vez que visitei Cascais, mas dessa vez, posso dizer que comecei a descobrir esta cidade.


Além da bela marina, Cascais tem mansões, lojas elegantes, restaurantes de várias nacionalidades e muitos bares. A praçinha na foto abaixo é um encanto. Os bares e restaurantes têm preços salgados, mas dá para tomar um chope ou uma "pint" se você for a um pub do tipo inglês.


Andando por lá descobrimos este palacete (foto abaixo) que é um museu, e estava com visita gratuita naqueles dias. De lá fizemos uma caminhada por uma estrada que vai beirando o mar e onde podemos ver mansões inacreditáveis que dividem a área com resorts/spas chiquérrimos.

Depois fomos visitar o Museu do Farol e lá lemos sobre a história de todos os faróis de Portugal. O Museu é pequeninho e também tem entrada gratuita. A parte exterior do museu é super charmosa, toda branca, contrastando com o azul do céu e o azul do mar. Eu achei parecido com aqueles cenários de propaganda do leite Molico, tudo branco e azul, não resisti, e pedi ao Filipe para tirar "só mais esta foto, por favorzinho?"

Como em toda cidade portuguesa que eu já tenha visitado, Cascais não foge à regra e também tem as suas ruelas românticas, onde o tempo parece passar com toda a calma do mundo e a gente fica imaginando que as pessoas que vivem nestas casas lindinhas são simples e felizes (espero mesmo que sejam).

sábado, 10 de abril de 2010

The Cranberries

O Concerto do Cranberries começou para mim muito antes do show em si. Saí do Porto sozinha, de trem, rumo à Lisboa. Achava que ia assistir ao concerto sozinha, mas já na fila de entrada encontrei a Xana, uma colega do trabalho que estava com o namorado e mais uma amiga. Entrei com eles no Campo Pequeno (foto acima), uma praça de touradas que várias vezes se transforma para atividades mais dignas como neste caso do concerto.
Sentamos e vimos o local começar a lotar gradativamente. Ficamos numa boa localização e tínhamos a visão perfeita do palco. O melhor de tudo foi que quando o show começou o que eu temia não aconteceu, as pessoas permaneceram sentadas em suas cadeiras e nós não perdermos a visão panorâmica do palco.

Às 21:30 em ponto a banda de abertura, Outside Royalty, entrou em palco e fez um bom aquecimento para o show, pois tratava-se de uma banda com um som indie bem animado e melodias que pegavam bem. Às 22:00 as luzes se apagaram para aquele friozinho na barriga começar e a espectativa da entrada do Cranberries em palco aumentar. Eles surgiram e a felicidade geral começou. O show foi lindo! O set list muito bem selecionado, só com os grandes sucessos da carreira deles e que todo mundo sabia de cor.

AS pesssoas cantavam tudo do início ao fim, aplaudiam, faziam coreografias com os braços e assendiam isqueiros nas baladas, como nos velhos tempos. As luzes coloridas do palco contribuíam para o estado de alegria geral e a Dolores, como porta-voz do grupo foi simpaticíssima! Contava histórias entre uma música e outra, chegava perto do público e dava a mão pras pessoas enquanto cantava e chegou a dizer que o público de Portugal era o melhor da Europa. Não me interessa saber se ela disse isso em todos os concertos europeus para agradar ao público, o que importa é que a simpatia dela era genuína e ela parecia mesmo feliz de estar ali e nós estávamos realmente felizes de estar ali também.
A cada música passava em minha mente um filminho de momentos da minha adolescência, dos showzinhos e ensaios com a Endorfina (banda que eu tive em Fortaleza), dos momentos com os amigos cantando as músicas quando tocavam no rádio... memórias gostosas de momentos que deixaram saudades, e parecia que isso estava se passando com todos que estavam ali. As pessoas cantavam juntas e se olhavam como se já se conhecessem e nessas horas é que eu me dou conta de que somos todos diferentes e ao mesmo tempo iguais.

Além de ter encontrado a Xana, que eu já sabia que ia mas não esperava encontrar, encontrei o Fred, namorado da minha amiga Gabi, e esta foi outra surpresa legal porque eu não imaginava que o Fred (foto abaixo) ia e que ia sentar bem atrás de mim. E assim, o que eu achava que seria o primeiro show que assistiria sozinha acabou se tornando um onde eu vi que estou mesmo bem adaptada aqui em Portugal porque onde quer que eu vá, já encontro caras conhecidas.
No final, o Filipe foi me encontrar e eu estava rouca e super feliz! Voltamos de carona com o Fred e o amigo dele e ainda passamos uns dias bem agradáveis em Lisboa. Esse tipo de evento tem que acontecer mais vezes. :-)

domingo, 7 de março de 2010

Frutinha Boa


Esta semana começa com a minha cabeça voltada para a viagem que farei à Lisboa na quarta-feira para assistir o show da banda que faz parte da trilha sonora da minha adolescência: The Cranberries. Depois de trocentos anos sem tocar juntos, resolveram sair em turnê mundial para quem sabe, superar a crise que bateu à porta de todos, ou simplesmente, voltar à ativa em grande estilo... não interessa muito o porquê da turnê, o que interessa é que as composições da Dolores O'Riordan embalaram minhas fossas, me fizeram sentir como uma rock star em palco quando as cantava nos bons e velhos tempos da Endorfina e são músicas que fazem parte da lista de canções que me fizeram escrever aquela postagem cujo título é "Música é o meu lar".
Tem gente que se lembra de mim quando ouve Cranberries e eu me lembro de muita gente quando os ouço também. E desta vez, e pela primeiríssima vez, eu vou completamente só a um concerto. O Filipe tem aulas importantes aqui no Porto e só vai me encontrar em Lisboa na hora da saída do show, portanto, vai ser uma experiência bem diferente para mim, porque eu vou chegar lá, vou escolher o lugar que eu mais gostar, vou cantar todas as músicas do início ao fim e vou deixar o pensamento voar... vai ser bom, com certeza vai ser bom.
Prometo que depois eu passo por aqui para contar como foi. Enquanto isso, sigo ensaiando: "In your heeeeaaaad, in your heeeeaaaad, zombie, zombie, zombie, eh eh eh..."

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Barcelona! Parte III

Enfim, inicio o a última parte do relato das nossas mini-férias em Barcelona ano passado.

Atrações imperdíveis (Continuação):

Parc Güell: Este parque é mais uma obra de arte de Antoni Gaudí e não pode deixar de ser visitado. Lá você também pode visitar a casa-museu de Gaudí e descansar um pouco da subida comprida que temos que fazer pela rua que dá acesso ao parque (a não ser que você vá de táxi).
Diga-se de passagem que o descanso resume-se apenas a estar sentado (ou deitado) nos bancos decorados com mosaicos de azulejo ou na grama, porque o Parc Güell não é um daqueles parques tranquilos que você pode levar um livro e esquecer do mundo por umas horas, como todos os locais lindos de Barcelona, é uma atração turística super concorrida, com gente pra todo lado e filas (ou algo que se pareça com uma fila) para se fotografar algum monumento ou algum recanto mais famoso do parque.

A entrada principal do Parc Güell.

Na entrada do Parc Güell, uma casinha que parece feita de chocolate e chantilly.

O descanso nos famosos bancos do Parc Güell

Parc Montjuïc: É outro parque onde vale a pena passar uma tarde. São 250 hectares de atrações como castelos, mirantes (com vista para o porto de Barcelona e para quase toda a cidade), jardins, centros culturais, quadras de esporte, lagos e um teleférico através do qual você tem acesso ao cume do morro onde fica o parque. Para chegar ao parque nós fomos para a estação de metrô Paralel e lá pegamos o funicular que nos leva até a estação do teleférico de Montjuïc. Como eu não sou muito chegada em alturas e a cabine do teleférico balança um pouco com o vento, posso dizer que pra mim, a subida e a descida foram uma aventura. Acho que vocês vão notar no meu sorriso-meio-tenso nas fotos abaixo. Mas vale a pena! O trajeto é curto e as belezas que você vai apreciar no parque lhe fazem esquecer o nervosismo rapidinho.

Deu pra notar o sorriso nervoso no teleférico do Parc Montjuïc?

O Filipe estava com este sorriso aberto porque estava rindo de mim. Ô mulher frouxa!

A Rafa e a vista do Porto de Barcelona que se tem do Parc Montjuïc.

Nós, a cervejinha e a Fá em frente a um dos belos jardins do Parc Montjuïc.

A Rafa e o Filipe se divertindo no Parc Montjuïc.

Palau de la Musica Catalana: Lindo! Lindo! Lindo! No nosso último dia em Barcelona, eu, Rafa e Fá fomos fazer a visita guiada a este palácio. O Filipe não foi porque tinha que terminar e enviar um trabalho pra faculdade e o fato dele não ter ido conosco faz com que eu tenha na minha lista de "sonhos a realizar com o meu amor" (não riam, mas eu às vezes sou piegas assim) assistir a um concerto musical naquele monumento em forma de teatro. O Palácio da Música Catalã foi uma das poucas atrações que visitamos que não foi obra do Gaudí, mas sim de um arquiteto chamado Lluís Domènech i Montaner. Lá dentro eu me senti num conto de fadas e não sei bem como descrever a riqueza e o romantismo da arquitetura do lugar. É proibido tirar fotos no interior do palácio, mas pra lhes dar uma ideia, busquei uma foto na Internet.

Toda a imponência do Palau de La Musica Catalana.

A frente moderna que conserva a faixada tradicional do Palau de la Música Catalana.

Foto do interior do Palau copiada da Internet para o deslumbre de todos nós.

Outra foto copiada da Internet para lhes dar uma melhor ideia das cores e da beleza deste local que é um verdadeiro encanto.

Como eu já mencionei nas postagens anteriores, foram apenas 4 dias e muitas filas na nossa visita a Barcelona e isso nos impediu de ver tudo o que esta cidade tem a oferecer. Além disso, muitos museus e espaços culturais não abrem às segundas-feiras, portanto lembre-se disso na hora de planejar a sua viagem (nós, pra variar, não lembramos). Muita coisa ficou pra uma próxima oprtunidade, e é sempre bom ficar com um gostinho de "quero mais!"

sábado, 23 de janeiro de 2010

Barcelona! Parte II

Como eu ia dizendo, Barcelona tem muita coisa para se ver, e por falar em ver, achei as fotos da praia pra vocês darem uma olhadinha. Para quem já vislumbrou as belas praias do nordeste
brasileiro, não enche muito os olhos, mas para quem vive a maior parte do ano sem poder usar blusa de alçinha aqui na Europa, é um praião e tanto!

Praia de Barceloneta.

Nós na praia com o "Burj-al-Arab" catalão ao fundo.

Como vocês podem notar, na praia não existe ambiente de praia, mesmo com sol e calor, só se vê pessoas de roupa de banho na areia mesmo, mas afinal, com uma cidade tão rica em cultura e em arquitetura urbana, a última coisa que você vai pensar em fazer em Barcelona é ir à praia, entretanto se bater a vontade ela está lá, com água azulzinha esperando por você.

Atrações imperdíveis:

Bairro Gótico/Catedral de Barcelona: Além das Ramblas, você não pode deixar de andar pelo bairro Gótico, lá fica também a Catedral de Barcelona e lhes dou aqui uma dica: Na Catedral a entrada é gratuita a partir das 17:00 h, não me lembro quanto custa a entrada, mas em viagem qualquer euro economizado vale a pena. A Catedral é belíssima por dentro e pra completar, há um coral que é a coisa mais linda, no dia da nossa visita, eles estavam se apresentando ao longo do dia, não sei se é sempre assim, ou se era só durante aquele período de festa da Mercè.
O coral da Catedral de Barcelona.

A beleza da Catedral.

Desculpem as fotos fora de foco, mas as fotos sem flash da minha máquina são geralmente uma tristeza. Não fotografei a Catedral por fora porque estava em obras, mal dava para ver a faixada da igreja. Saindo da Catedral fomos andar pelas ruelas do bairro Gótico, eu adorei esse passeio, além da beleza da arquitetura, há também várias lojinhas de souvenirs que vale a pena visitar.

Quem lembra deste local? Ele aparece no filme "O Albergue Espanhol".

Detalhes de um prédio a caminho do Bairro Gótico.

Eu não sei porquê, mas às vezes me sentia nas ruas de "Gotham City" e imaginava que ia dar de cara com o Batman tomando uma sangria na próxima esquina.


A Sagrada Família: Antoni Gaudí assumiu o projeto da construção desta imponente igreja em 1883, durante os últimos 40 anos da sua vida trabalhou neste projeto e nos últimos 15 anos dedicou-se exclusivamente a ele. Quando ele faleceu, vítima de um atropelamento em 1926, só uma torre estava construída, no projeto final constam 18 torres. A conclusão da construção da Sagrada Família está prevista para 2025 e a obra vem sendo financiada por doações e pelo bilhete de entrada que as pessoas pagam para visitá-la. Atualmente o bilhete custa € 11,00 e lá dentro, se você quiser subir até o topo das torres, tem de pagar mais € 2,50 pelo elavador. Eu me dei por satisfeita em ver a obra por dentro e desisti de subir quando já estava na metade da fila do elevador, sim porque como em todas as atrações de Barcelona, há fila para entrar na igreja e fila de uma hora e meia para pegar o elevador. As minhas costas já não aguentavam mais, as minha pernas pediam socorro e o meu estômago já estava de mal à morte comigo, portanto eles venceram e eu fiquei num barzinho lá em frente da igreja enquanto a Rafa e a Fá, bravamente venciam a fila.

Detalhe da entrada principal da Sagrada Família, não lembra um castelo de areia?

Tiramos esta foto com o intuito de voltar lá quando a obra etsiver concluída e tirar outra foto igual, quer dizer, com umas rugas a mais e umas papadas mais caídas, mas nada que o photoshop não dê jeito, né cousin?


Dentro da igreja é literalmente um canteiro de obras.

A Rafa e algumas das torres que Gaudí só viu no papel.

Casa Milà ou La Pedrera: Esta é mais uma das obras de arte de Gaudí. Nós estamos habituados a apreciar obra de arte com os olhos, sem tocar, não foi assim que nos ensinaram? Pois as obras do Gaudí põem por terra todo este conceito, como ele era um arquiteto, nas obras dele as pessoas rezam, andam, comem e vivem. A Pedreira é um prédio residencial. Imaginem o que é viver num prédio que é uma obra de arte visitada por milhares de turistas o ano todo? Para visitar a Pedreira, é preciso chegar lá antes das 10:00 h pra não pegar uma fila monstruosa. Paga-se € 11,00 para a visita simples, sem áudio.


La Pedrera, vista de fora.

A pintura do teto no hall de entrada do prédio.

Dentro do prédio.

No Espaço Gaudí há maquetes da Pedrera, mobília projetada pelo Gaudí e outras obras de arte dele, tudo no "sótão" do prédio.

Naquela época não havia Internet, então as fofocas tinham de ser facilitadas de alguma forma.

Não, você não está tendo alucinações, isto é o telhado da Pedrera.

Ô ópio bom era o daquele tempo!

Nós, no hall de entrada da Casa Milà, um apartamento da Pedrera que é visitado.

Pessoal, vou ficando por aqui, senão não faço mais nada nesta tarde de sábado. Na próxima postagem mostrarei as outras atrações que visitamos, ok? "Não perdam!".