Mostrando postagens com marcador Família. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Família. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Felicidade que até dá medo!

Sabe quando você anseia tanto, mas tanto por uma coisa que quando ela está prestes a se realizar você até tem medo que se realize? É assim que estou me sentindo quanto a essa nossa ida de férias para o Rio daqui a exatamente 5 dias.
Vai ser a primeira vez que eu e Filipe vamos pra lá juntos, vai ser a primeira vez que vamos estar com a minha família e com os nossos amigos de lá depois de casados e vai ser a primeira vez que vou chegar no aeroporto e não vou avistar o rosto sorridente do meu pai me esperando. Um mix de sensações positivas e negativas que geram uma ansiedade em mim de me fazer perder o sono e de rezar para que esse momento chegue logo, para que eu possa enfim deixar de me preocupar com o avizinhar-se dele.
Já sei que eu vou chorar na hora que o avião aterrissar no Galeão, vou chorar de alívio porque o avião não caiu, porque não houve nuvem de poeira vulcânica e nem raio que me impedisse de viver esse momento, e principalmente porque esses pensamentos sombrios não conseguiram sabotar os meus planos de passar uns dias felizes ao lado dos meus.
Estar ao lado da minha família vivendo apenas momentos bons, conhecer os filhos das minhas amigas que andam produzindo seres humaninhos a todo vapor, reviver os mergulhos no mar, o cheiro e o sabor da comida da mamãe, conhecer a casa do meu irmão, apresentar o Filipe para a minha avó e poder brincar fisicamente (e não mais através do Skype) no quarto do meu afilhado gera tanta felicidade em mim que até tenho medo de não ser merecedora dela.
Mas no fundo, no fundo, sinto que mereço, sinto que todos nós merecemos.
Vou lidar com isso de forma simples: muita oração e um calmante natural na noite anterior pra conseguir dormir e muita oração e um calmante natural antes de embarcar; literatura da boa e música variada para as 10 horas dentro do avião e o pensamento focado nos abraços, beijos e lágrimas na hora do reencontro.
Eu nunca pensei que um dia fosse ter medo da felicidade, agora sei que ela é uma senhora que impõe respeito e tem de ser valorizada.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Resuminho 2009!

Bem-vindos a 2010!

E cumprindo a promessa que fiz a mim mesma de escrever aqui no Duas Terrinhas antes do final do ano, eis que aos 45 minutos do segundo tempo passo por aqui pra lhes dizer que por mais que eu tenha sumido por uns tempos, não foi por um motivo ruim. Foi pura e simplesmente por causa de muito trabalho, e como o meu trabalho é no computador, dá pra vocês entenderem o quanto eu queria ficar longe da tal maquininha nas horas de descanso, né?


2009 começou em grande, com a minha amada família quase completa aqui conosco, e parece que isso deu sorte e ao longo do ano recebemos umas belas visitas: A tia Yone, a minha prima Rafaella com a nossa amiga Fabíola (eu sei, ainda tenho que contar das nossas férias em Barcelona), o amigo de Belém do Pará, Hilton e os amigos de Fortaleza, Bruno, George, Saulo e Lucas, da banda de metal S.O.H. Quando a gente muda de país, todo e qualquer contato com os amigos e parentes é uma festa, imaginem ter essas pessoas aqui na nossa casa!

Como em todo ano, a gente começa desejando e esperando tudo de bom, e quando chega o fim do ano, a gente olha pra trás e vê que muita coisa boa aconteceu, mas também aconteceram coisas ruins - mas são ruins do nosso ponto de vista, porque de um ponto de vista mais universal e evolutivo, às vezes, o que parece ruim pra nós, tem consequências positivas a longo prazo, mesmo que a gente não consiga imaginar nada de positivo no momento em que elas acontecem. Dentre estas coisas que nos entristecem, este ano dissemos "adeus" à querida tia Olga e ao meu estimado ex-chefinho, seu Herbert. A vida é assim, quando a gente começa a se "anestesiar" achando que está tudo sob o nosso controle, algo acontece para nos mostrar que tem alguma coisa muito mais forte do que a nossa vontade coordenando isso tudo, e mais uma vez, estas despedidas me fazem lembrar que todos nós temos data de validade por aqui e que entra ano e sai ano, a gente tem que viver em plenitude de sentimentos e ações e deixar de lado o "quem sabe um dia...", "talvez eu crie coragem e diga...", DIGA AGORA, FAÇA HOJE e VIVA LEVE!


Uma coisa maravilhosa que aconteceu este ano foi eu ter ganho um departamento no trabalho. Durante um tempo fui só eu e a Adriana. Depois fiquei só eu dando conta do recado dos trabalhos feitos para português brasileiro, e agora temos uma verdadeira amostra do que é o nosso belo Brasil: Uma cearense, um mineiro, um carioca, um paulista, um gaúcho e eu, uma paraense. Essas pessoas ainda não têm nem 3 meses la na empresa e eu já não consigo me imaginar sem eles por perto. Eles merecem uma postagem especial e eu vou contar sobre eles em outra oportunidade.

Escrever e coçar... é só começar... hehehe. Mas tenho que parar agora porque senão me atraso pra festa da virada, que também vai merecer uma postagem com certeza.

Um grande beijo para todos e até o ano que vem! (Eu não podia deixar de me despedir com essa piadinha clichê). :-)))


quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Nas férias...

As meninas foram no tradicional passeio de barco na Ribeira do Porto.




Nós fomos à Braga...


...E adoramos!


A cidade é toda florida!


E ainda tem a Igreja do Bom Jesus e seus jardins pra deslumbrar nossos olhos e nossa alma.








Também levei as duas Paraenses ao berço de Portugal: Guimarães.








E depois de muitos qilômetros rodados no norte de Portugal, resolvemos voar algumas milhas rumo a Barcelona, mas esta parte das férias merece uma postagem todinha só pra ela.


To be continued...

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Degustação de vinho

No segundo dia da Rafa e da Fá aqui conosco fomos levá-las ao Solar do Vinho do Porto para a clássica degustação do famoso vinho. O garçom, super atencioso, sugeriu trazer um vinho diferente para cada um de nós, desta forma, poderíamos fazer um "mini-rodízio" de 4 tipos diferentes. Aceitamos a proposta e aproveitamos pra meter o pé na jaca pedindo também uma dose de queijo da serra pra acompanhar. Até aí, tudo ótimo.
A Rafa, como boa apreciadora de Toddynho que é, recomendou ao garçom que trouxesse pra ela o vinho mais doce que houvesse na casa. Pedido atendido, vejam o resultado:

O garçom simpaticíssimo.

As turistas se preparando para registrar o momento histórico da prova.

Vejam a classe, a elegância e a suavidade da...

...cara de desespero da minha cousin.

Resta contar que eu, Filipe e Fá nos demos bem porque tivemos que "dar conta" do vinho da Rafa e daquele momento em diante, ela só bebeu um vinho tinto, frisante, da safra de 1886 chamado Coca-Cola!

domingo, 4 de outubro de 2009

I'm back!

Foram ao todo 17 dias de férias e agora prometo recompensar os leitores do Duas Terrinhas com muitas histórias pra contar.
No dia 18 de setembro duas pessoinhas desembarcam no Aeroporto do Porto e como eu ainda estava trabalhando naquela tarde, o Filipe foi recebê-las assim:

A minha cousin Rafaella e a agora nossa amiga Fabíola chegavam para uma temporada de férias e muitas risadas conosco.

Antes de vir para cá elas já tinham estado em Lisboa, Évora, Sintra, Óbidos, Nazaré, Alcobaça e Funchal. As duas têm uma programação e prática de viagem que deixa qualquer agência de viagem no chinelo! A parte norte do país elas deixaram por nossa conta e eu espero que elas tenham ficado realmente satisfeitas. Tentei não decepcioná-las levando-as a tudo que estivesse ao meu alcance ou ao alcance dos comboios urbanos da CP. Além de rodar pela cidade do Porto quase toda, fomos à Braga, à Guimarães, elas foram a Aveiro (neste dia fui trocar minha carta de condução brasileira pela portuguesa e aproveitei pra dar um descanso às pernas)e fechamos com chave de ouro com uma visita de 4 dias à Barcelona!

Como a Fá consegue ser mais compulsiva do que eu com as fotos e a câmera da Rafa é mil vezes melhor que a minha, vou esperar que elas me enviem suas fotos pra eu escolher as que melhor expressem os bons momentos que passamos juntos.

Saldo da viagem:
Incontáveis fotos;
Centenas de quilômetros caminhados;
3 calos em cada pé (nos meus, é lógico);
1 par de tênis e 1 par de sapatos comprados p/ evitar mais calos;
Meus óculos Ray Ban perdidos em fração de segundos de forma rídicula, mas romântica;
A máquina fotográfica HP do Filipe perdida no parque Güell em Barcelona, não sabemos como, mas certamente de forma ridícula já que ele não foi roubado;
3.575.687 vezes que a Fá nos ofereceu tudo o que comia e bebia até à última mordida ou gole, nos fazendo ter que negar já com impaciência mais pro fim das férias;
10 tropeços e quase quedas da Rafaella pelas ruas do Porto;
1 novo par de óculos de sol comprado por mim, longe de ser Ray Ban, mas que ajuda a protelar o botox mesmo assim;
Várias tapas em Barcelona e um quase tapa na cara de uma funcionária que conseguiu bater o recorde do mal atendimento numa padaria (depois eu conto essa história);
Centenas de euros gastos, mas muito bem gastos;
Cansaço pra dar e vender, mas uma enorme vontade de fazer tudo de novo!

Ô saudade dessas "pessoas"!

quarta-feira, 3 de junho de 2009

A tua letra

Hoje eu precisei do código postal lá de casa e lembrei que o tinha num envelope que havia recebido com documentos. Fui atrás do tal envelope e dei de cara com a tua letra. Uma saudade arrebatadora tomou conta de mim e eu não consegui mais trabalhar. Não consegui mais me concentrar em nada e me deu vontade de te escrever pra te dizer que enquanto a tua letra existir naquele envelope ou em qualquer outro pedaço de papel, tu existirás de forma física pra mim. O envelope já está meio amarelado, mas a tua letra está lá, linda e forte. Parece até que me escreveste ontem.

Outro dia vi num filme uma moça dizendo que uma pessoa só existe quando alguém pensa nela e se depender de mim, vais existir pra sempre porque eu penso em ti diariamente. Converso contigo, rezo por ti e sei que me ouves porque geralmente quando eu peço apareces nos meus sonhos e me contas como estás, me dás conselhos e muitas vezes até me abraças. Acordo com a sensação da tua pele e tenho certeza que estivemos juntos.

Hoje vendo aquele envelope com a tua letra pensei que bem que poderias me escrever de novo qualquer dia desses. Lembrei de como sempre me ajudaste em tudo, como sempre soubeste o que fazer quando eu precisava de algo, fosse um documento ou um conselho para que eu tomasse uma decisão com mais segurança. Sei que agora não basta pegar o telefone e ligar ou te chamar no skype, mas sei também que temos outros meios para nos comunicar e eu tô tratando de aperfeiçoar isso, tô tentando aprender a ampliar os meus canais de recepção pra que a nossa comunicação não flua apenas em sonhos e eu possa voltar a dormir pesado. Lembra como eu gostava de dormir até tarde? Pois é, depois que você se foi eu não consigo mais aprofundar demais o sono, parece que o meu organismo não aceita "se desligar" por completo da minha consciência porque ele quer reter o que conversamos e fizemos juntos enquanto o meu corpo dormia.

Pois é, pai, eu precisava te contar essas coisas pra aliviar meu coração e liberar a minha mente. A vida por aqui está corrida, muita coisa por fazer e muita burocracia pra que estas coisas se concretizem, muita coisa pra pagar e por mais que eu me esforçe ao máximo o dinheiro que recebo em troca é sempre o mínimo. Sabes como é e deves estar aliviado de já teres te livrado disso... Mas não te preocupa, também tem muita coisa boa acontecendo por aqui. Como já deves saber, eu e o Filipe casamos! Tu estavas lá, não estavas? Ninguém tira da minha cabeça que a tranquilidade que senti na conservatória foi devido à tua presença por lá. Tu sempre me apoiaste em todas as minhas decisões e tenho certeza que não deixarias de me dar o teu apoio naquele momento. Outra notícia maravilhosa que te faria abrir uma "cerva cú de foca" pra comemorar é o emprego que o JP conseguiu. Ele vai trabalhar na Sony com carteira assinada, plano de saúde, ticket refeição e plano de carreira! Isso pra não falar que ele tá cada vez mais apaixonado pela Lud e já estão com planos de casar! A tua baixinha também "tá com a corda toda", cada brechó que ela organiza arrecada mais dinheiro, e apesar disso não ter mais valor pra ti, tu sabes o quanto é importante ter as verdinhas por aqui para se levar uma vida minimamente digna. O teu netinho de açúcar tá cada vez mais lindo e esperto, deixando a Camila e o Marquinhos de boca aberta com as coisas que ele aprende diariamente na escola...

Enfim, eu queria te dizer que vou levando a vida com seus altos e baixos e quando a saudade aperta de forma que quase me paralisa, eu choro, vejo tuas fotos, teus vídeos e lembro das tuas brincadeiras e piadas que me faziam rir, aí quando noto já me fizeste rir de novo... E é isso paião, enquanto não consegues me escrever, deixa que eu te escrevo. Como as mensagens de hoje são eletrônicas, tenta não esquecer da minha letra, tá? Eu nunca vou me esquecer da tua.

Beijos saudosos da filha que te ama muito,
Lara.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Arteropis

Arteropis, a cidade da arte!

É com grande orgulho que apresento a vocês, amigos leitores do Duas Terrinhas, o blogue de um maravilhoso artista que calhou de ser meu irmão. Desde pequenino o João Paulo vem demonstrando o talento que tem para a arte, com 10 anos de idade ele já desenhava e escrevia histórias em quadrinho incríveis, dando provas de que seu talento vem acumulado de suas vidas anteriores a esta. Fora isso, a criatividade dele é impressionante! É impossível estar ao lado dele sem dar uma gargalhada de 5 em 5 minutos e agora, para deleite de todos nós, ele resolveu colocar o seu talento à mostra na Internet através do Arteropis, o blogue que ele acabou de criar. Neste blogue, ele literalmente criou um mundo a parte, um mundo onde eu gostaria muito de viver se lá não existir o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (é gente, traumatizei).

A história ainda está no início e eu duvido que você consiga ler uma postagem só. Além do texto ser super interessante, o que eu mais amei e me enche de orgulho é que cada imagem de cada postagem são pinturas e desenhos feitos por ele. São autênticos e lindíssimos!!!

Como eu já disse pro meu irmão, o Arteropis vai levá-lo longe e eu vou acompanhá-lo pra onde ele for! Tenho certeza de que seus quadros e as histórias por detrás dos quadros vão dar o que falar e se algum dia você ouvir falar sobre o Arteropis, pode encher o peito de orgulho pra dizer que vocês são amigos da irmã do artista, ou até mesmo do próprio artista, dependendo do caso.

Meu maninho lindo, estou apaixonada por tudo que sai da sua cabeça e virei fã seguidora da tua arte. Não pare nunca! Conte comigo pro que der e vier e deixa a poeira sentar por aqui que eu vou começar a pensar numa maneira de te trazer pra expor sua arte pelas bandas de cá, onde as pessoas dão muito valor à arte. Por enquanto, continue pintando, escrevendo e colorindo o nosso dia-a-dia e a nossa imaginação. PARABÉNS MEU LOURINHO!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Fada-madrinha

Portão de desembarque do aeroporto Francisco Sá Carneiro, um dos meus lugares preferidos no Porto.

Não sei se ela é fada porque é minha madrinha ou se é minha madrinha por ser uma fada. O que importa é que ela tem todos os requisitos para ser literalmente minha fada-madrinha. É elegante, generosa, sabe aconselhar e sempre, sempre chora nas chegadas e nas partidas (e não duvido nada que vai chegar ao fim desta postagem chorando, hehehe).

A tia Yone é a única irmã do papai (além dela, ele tem dois irmãos) e por eles serem muito parecidos e eu ter nascido com a cara dele consequentemente sou parecida com ela. Cresci com as pessoas perguntando se eu era filha dela e ela dizia "não, a Larissa é filha do Sérgio, meu irmão, mas é a minha cara, não é?"

Quando meus pais decidiram ir morar em Fortaleza eu fiquei 1 ano morando na casa dela enquanto tentava transferir a faculdade para lá e naquela época ela dava aulas de inglês no CCBEU. No fim do dia, costumava trazer dois brigadeiros pra casa, um pra Rafa e outro pra mim. Quando finalmente fui morar com meus pais, ela me ligou chorando porque naquele dia só tinha um brigadeiro no prato e a partir dali seria assim, a família espalhada pelo Brasil.

Já perdi as contas de quantas vezes chorei de saudade ao abraçar a tia Yone, seja nos encontros ou nas despedidas… isso é tão certo que a gente já até chora e ri ao mesmo tempo porque é sempre a mesma coisa.

No fim de semana passado, tivemos o prazer de chorar juntas novamente. Ela aproveitou a oportunidade de ir à Paris e deu uma "esticadinha" até o Porto pra me ver. Foi maravilhoso! Eu e Filipe a recebemos com toda a honra que ela merece, com direito a bacalhau com natas na chegada e scones com geléia na saída. Tudo feito pelo Filipe!

Na sexta a tarde fomos visitar as Ribeiras de Gaia e do Porto e fizemos uma deliciosa visita à cave de vinho do porto Sandman, depois a levamos na Confeitaria Petúlia pra fechar o dia de forma bem doce. No sábado fizemos o tour pelo Porto naqueles autocarros turísticos de dois andares. O dia estava bonito e deu pra apreciar bem a cidade. Fizemos uma parada no Museu de Serralves e ela sendo a talentosa pintora e grande apreciadora de arte que é, aproveitou para ver todas as exposições em cartaz naquele belíssimo museu. Mesmo com uma chuvinha fina no fim do dia ainda conseguimos passear e fotografar o Jardim de Serralves. No domingo os pais do Filipe vieram conhecê-la e nos levaram à Fátima. Tia Yone ficou encantada com o Santuário, rezamos, acendemos vela em nome dos nossos queridos e ela ainda teve a sorte de assistir à missa de domingo por lá. Na segunda fomos resolver a parte "burocrática" da viagem (compras, compras e mais compras) e o resultado foram 3 kg a mais na bagagem.

Acho que ela gostou muito do Filipe, do Porto e de ter estado comigo. Espero que a canseira que demos nela não a tenha traumatizado e que ela volte por cá com mais calma. Ainda ficou muita coisa por ver, comer e sentir.

Muito obrigada minha tia linda por ter trazido mais um pouquinho de mim pro meu novo lugar!

Visita à Cave

Cheers!

Passeio turístico pelo Porto.

E mais passeio!

No Museu de Serralves

Nos Jardins do Museu.

No Santuário de Fátima.

domingo, 22 de março de 2009

Parabéns pra você!

Hoje tem festa no céu com certeza! Na Terra, ele faria 56 anos. Em seu mundo espiritual, não imagino quantas mil velas ele teve que soprar, mas números são o que menos importa. O melhor mesmo é imaginar que trajetória linda este ser vem percorrendo. Em sua última vida ele foi meu pai e executou sua tarefa com tal perfeição que garanto que marcou milhões de pontos positivos com o nosso Pai maior e deve estar colhendo os frutos desta missão de amor tão bem sucedida.

O papai adora festa e eu hoje tive um dia festivo em sua homenagem. O sol brilhou forte e nós, eu e Filipe, levamos uma toalha de praia, pistaches, bolachas e chá pros jardins do Palácio de Cristal, deitamos na grama, ouvindo um grupo que tocava Didgeridoo ao nosso lado e depois de uma tarde quentinha e tranquila fizemos uma oração linda pra ele e eu tenho certeza que ele ouviu. Eu senti tanta felicidade no meu coração que tenho certeza que esta felicidade era um pouco dele, estávamos compartilhando emoções e sempre que consigo enviar boas vibrações pro papai, eu fico imensamente feliz. O dia estava tão lindo que eu até achei que foi um presente dos céus. As flores nas árvores dos jardins do palácio estão lindas e abundantes, e o mais incrível é que elas exalam perfume no ar. Eu nunca tinha andado por um jardim perfumado e hoje eu tive esta experiência. Pra fechar com chave de ouro, quando estávamos indo embora encontramos um pavão com sua bela cauda aberta. Parecia que ele sabia que estava sendo observado e durante longos minutos se exibiu por ali, girando lentamente, em 360 graus, sem sair do lugar, para que todos pudessem fotografá-lo e filmá-lo a vontade. Foi o que eu fiz. Enfim, o dia 22 de março, sempre foi de alegria para mim e continuará sendo, e cada vez mais, pretendo substituir a dor no coração por causa da separação temporária, pela alegria dos momentos que já vivemos, pelos que compartilhamos atualmente em sensações e pensamentos, e pelos que futuramente iremos compartilhar.

Parabéns paião por tudo que você foi, é, e sempre será! Eu te amo muito e te admiro cada vez mais.

E a gente vai continuar apagando as velinhas juntos, sempre com muita alegria no coração.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Nova geração

Xandinho, fofo, com sua mamãe Cris.

Na postagem "Família... tão longe, tão perto", falei que na minha família (como na de todo mundo) gente partiu, gente chegou. Pois é, a nova safra já anda dando frutos há alguns aninhos.
O primeiro foi o Xandinho. Filho da Cristina (minha prima) e do Alexandre. Encantou a todos nós, fez o vovó "Séjo" e a vovó "Mone" babarem e se divertirem muito com sua inteligência e esperteza. Ele nem sabe, mas chorei de felicidade quando recebi a notícia do seu nascimento. Falar com o Xandinho pelo skype é uma diversão. Sua voz fininha dizendo "tia Lalixa, liga aí a xua câmela pla eu ver voxê?" me deixa com os quatro pneus arriados. Como vocês podem ver na foto abaixo, ele cresceu, mas continua um danadinho de primeira!
Xandinho e seu padrinho (meu irmão João Paulo), pintando o 7 e tudo que aparecesse pela frente!

Em seguida veio o Pedro, filho da minha mana Camila e do Marquinhos. Como eu já disse antes, foi através da minha irmã que eu já pude ter um gostinho do que é ser mãe e o Pedrinho além de ser meu sobrinho, é meu afilhado. Diga-se de passagem que eu e Filipe já andamos combinando que vamos pegar umas dicas com Camila e Marcus porque quando for a nossa vez de ter um bebê, queremos que ele seja como o Pedrinho. Uma criança tranquila, inteligente, com senso de humor e uma disposição pra topar tudo que mostra até uma certa maturidade, não muito comum na idade dele (2 aninhos dia 28 deste mês). Durante as férias deles aqui, fazíamos passeios longos, viagens de carro onde nem sempre conseguíamos respeitar os horários das refeições dele e ele lá, quietinho, curtindo tudo, rindo e fazendo a gente rir. Ainda vamos aprender muito com este ser que veio iluminar as nossas vidas.

Pedrinho fazendo o que adora:
Bagunça com o papai...

Bagunça com a mamãe...

Logo depois do Pedrinho veio o Leonardo. Filho do meu primo Leonardo e da Andréa. Tive pouco tempo com o Leozinho porque logo que ele nasceu vim morar em Portugal, mas o pouco que deu pra curti-lo já foi bom. Ele é aquele tipo de bebê fofinho e sorridente que dá vontade de morder! É o xodó da tia-madrinha Rafaella e eu, se fosse ela, iria pelo menos 4 vezes ao ano pro Rio de Janeiro só pra estar com ele. Pretendo conhecer o Leozinho melhor quando formos pro Rio no fim desse ano. Por enquanto, sei que ele e o priminho Pedro já são grandes amigos e vão fazer muita farra juntos.

Gente, olha como ele já nasceu fofo!

Eu não disse que eles já são amiguinhos? Que coisa mais fofa!

Depois do Leonardinho veio o João Pedro, filho da Carlinha e do Reginaldo. Ela é irmã da mamãe, mas é mais nova que eu e já saiu na frente no quesito reprodução da espécie. Também tive pouco contato com o João Pedro, mas assim como o Leozinho, ele é mais um fofo pra ajudar a arruinar minha coluna quando eu chegar ao Rio. :-)

Vejam que bochecha apetitosa!

E recentemente recebemos o Vinícius, o mais novo integrante da família. Minha prima Cris e o Alexandre não perdem tempo e como viram que sabem fazer filho lindo quando tiveram o Xandinho, resolveram trazer o Vinícius até nós. Ele nasceu em 14 de janeiro passado e neste sábado completa o primeiro mês de vida. Por isso, dedico esta postagem a ele, afinal, foi por causa do nascimento dele que me dei conta que esta nova geração está chegando com toda a força e decidi homenagear aqui os nossos bebês e seus pais-avós-tios-corujas.

Que a vida aqui na nossa Terrinha se renove cada vez mais de bons espíritos e que as reuniões da nossa família estejam cada vez mais cheias de fraldas, brinquedos, mamadeiras, chupetas e muita risada.

Este menino já nasceu sorrindo.

Vinícius ganhando toda a atenção e carinho do mano Xandinho.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Família… tão longe, tão perto

Quanto mais longe estou da minha família, mais perto parece que estou. Deve ser porque estou sempre com eles na cabeça e a saudade no coração, e também porque sou um pouco de cada um deles e cada um deles é um pouco de mim.
Quando digo família, não estou me referindo apenas ao núcleo familiar, mas a todos os parentes, incluindo os agregados. Sempre pensei em minha família como um grupo de pessoas harmoniosas, com senso de humor e amor ancestral de uns pelos outros.
Com o casamento dos meus pais, as suas famílias se fundiram e se tornaram uma só. Os títulos de acordo com os laços sanguíneos caíram por terra e todos são primos, tios, avós e cunhados de todos. Nunca existiu isso de "essa é minha prima por parte de pai e aquela é por parte de mãe", é tudo prima e pronto!
Tenho imensa saudade dos almoços de domingo na casa da vovó Léa, com a mesa dos adultos e a mesa das crianças; das nossas festas de aniversário com um balão gigante pendurado no lustre da sala, cheio de balas e bombons disputados por nós, crianças, como se fosse bola de futebol americano na hora que meu pai ou um dos meus tios estourava o balão com um garfo; morro de saudade das festas de Natal que reuniam a família toda quando o Tio Henry e a Tia Celma vinham de São Paulo com minhas primas Maíla e Luiza e a gente ensaiava números de dança para torturar, quer dizer, alegrar nossos pais; tenho saudade das rodas de violão com meus pais, os amigos, minha mãe e minhas tias cantando e fazendo coreografias pra torturar, quer dizer, animar todo mundo e o mais intrigante disso tudo chega a ser até profético. Naquela época (e acho que até hoje), nossa música preferida nas rodas de violão era "Encontros e Despedidas" do Milton Nascimento. Sempre chegava a hora do "toca Encontros e Despedidas, pai", "toca Encontros e Despedidas, tio" e às primeiras notas do violão do papai, nós não tínhamos dó dos vizinhos e cantávamos em alto e bom tom a música que diz "todos os dias é um vai e vem/a vida se repete na estação/tem gente que chega pra ficar/tem gente que vai pra nunca mais/tem gente que vem e quer voltar/tem gente que vai e quer ficar/tem gente que veio só olhar/tem gente a sorrir e a chorar/e assim chegar e partir."
Sem notarmos, foi este mesmo o rumo que nossas vidas tomou e na nossa família gente partiu, gente chegou e não importa onde eu esteja, nunca estou só, estou com todos eles dentro de mim, estou com as lembranças do que parece que vivi ontem e é muito gostoso sonhar, planejar e concretizar o próximo encontro, sem contar com todas essas histórias legais que coleciono pra contar no futuro pra essa turminha boa da nova geração que vem chegando...

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

As meninas


Da esquerda para a direita: No sofá - Carla, Adriana, mamãe, Marta, e Carolina.
No chão - Daniela, Patrícia, eu e Cláudia. Falta na foto a Ana, que teve que sair mais cedo e a Gabi, que não pôde ir ao lanche. O Filipe tirou a foto.

Antes da mamãe chegar aqui no Porto eu estava ansiosa para mostrar a minha vida. Queria que ela conhecesse a cidade, os caminhos que faço e as paisagens que vejo porque ao vivo é tudo muito mais bonito que nas fotos ou filmagens. Mas além disso, eu queria que ela conhecesse as pessoas com quem convivo. As pessoas que fazem toda a diferença no meu dia-a-dia nesta etapa da minha vida.

Quando ela chegou aqui pudemos conversar mais detalhadamente sobre minhas novas amizades. Contei que estava literalmente encantada com as pessoas com quem trabalho e que havia um grupo em especial que se tornou a minha fonte de bem-estar, bom-humor e boas amizades. Imediatamente ela disse: quero oferecer um lanche para essas moças em agradecimento a tudo de bom que elas têm feito por você, minha filha.

Lanche marcado, menu definido e o fim de tarde foi delicioso com essa galerinha especial. Tivemos direito a empadão de frango à moda brasileira, rocambole de atum à moda da mamãe, creme de kiwi com morango para a sobremesa e discurso emocionado da mamãe no final.

Em Portugal, o costume é chamar as pessoas com quem se trabalha de colegas, mesmo que já se trabalhe há muitos anos juntos, mas eu não consigo me referir à estas meninas como colegas, sempre me sai "minhas amigas do trabalho" porque elas me fazem sentir que de fato tenho amigas aqui e nada mais oportuno do que tê-las em casa nem que fosse por umas horinhas para conhecerem minha maior e melhor amiga, minha mãe.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Saudade...

Eles foram embora e a casa ficou vazia sem as brincadeiras com o Pedrinho, as conversas sobre vinhos, queijos e tecnologia com o Marquinhos, a companhia divertida da minha maninha e o amor, as comidinhas e o bom humor da mamãe (que finalmente está de volta). O Filipe resolveu usar de uma boa estratégia para diminuir a ausência deles e mudou a organização da casa para não ficar igual ao que estava enquanto a família buscapé esteve "acampada" por aqui. Ficam as lembranças dos bons momentos, as discussões em família, as risadas, as roupas e brinquedos que eles esqueceram e os planos de este ano irmos eu e Filipe passar o fim de ano com eles no Brasil.


Jantar japonês feito pelo Filipe


Fazendo charme pra dinda.


Aventuras radicais com o titio


Passeio nos Jardins do Palácio de Cristal

As máquinas falantes também choram e contagiam até o sogrinho


Tornado? Não. É apenas a arrumação das (7) malas da família Andrade Cascardo!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Notícias da família buscapé

Atendendo aos milhares de scraps no Orkut, centenas de emails e telefonemas da imprensa internacional venho lhes dar notícias das maravilhosas férias de inverno da família buscapé na Península Ibérica. Faltam 6 dias (contando com hoje porque não podemos desperdiçar nenhum minuto) para Mamãe, Marcus, Camila e Pedrinho pegarem o vôo de volta para a Cidade Maravilhosa e deixarem o meu coração e o do Filipe despedaçado de saudade, mas já estamos providenciando os anti-depressivos e umas noites de bebedeira para superar isso. Até lá, ainda há muito para ser feito por aqui. Eles chegaram ontem de Barcelona e a-do-ra-ram aquela cidade. Passearam muito, tiraram muitas fotos, se perderam muito (pra variar um pouco) pelas linhas do metrô, quase foram roubados em La Rambla, ficaram chateados porque a Sagrada Família "ainda está em construção"... enfim, a típica viagem turística à Barcelona que eu não posso fazer porque os bons samaritanos do SEF ainda não me comunicaram se meu pedido de permanência em Portugal foi ou não aceito e nessa eu vou ficando... só que exilada em Portugal.

Antes de Barcelona, Camila, Marcus e Pedro embarcaram num cruzeiro pelo Mediterrâneo, mas como alegria de pobre dura pouco, o Pedrinho contraiu gastroenterite na porcaria do navio e eles tiveram que fazer uma escala prolongada na Turquia, e como Deus escreve certo por linhas tortas, este país se tornou a grande revelação da viagem. Eles ficaram encantados com a Turquia e seu povo. O médico que cuidou do Pedrinho em Izmir, Dr. Süreyya Paksoy, foi um anjo disfarçado de gente que Deus colocou no caminho deles. O Pedrinho se recuperou rápido e eles curtiram o resto da estadia fazendo turismo em Istambul. Disseram que a Mesquita Azul é inacreditavelmente linda, até o Pedrinho ficou de boca aberta olhando a beleza do lugar (este momento foi registrado em foto, publicarei aqui nesta postagem em breve).

E como dito anteriormente, eles estão de volta e tenho que encerrar este relato por aqui porque vamos partir pras ruas do Porto. O tempo não tá ajudando muito, nublado e chuvoso, mas como vocês sabem, são férias de inverno e a gente já contava com isso. Nada que um bom casaco com capuz não resolva. Inté!

domingo, 18 de janeiro de 2009

Origem da Vaidade

Toda menina (e um ou outro menino) gosta de se vestir com a roupa da mãe, das irmãs mais velhas, das tias... é a descoberta da feminilidade, da vaidade, da elegância e a afirmação da identificação com essas mulheres-modelos da nossa infância.

Vendo umas fotos antigas, encontrei umas preciosidades que me reportaram à mulher-modelo da minha infância e me dei conta de que ela merecia um reconhecimento público, pois ela é a responsável por eu saber que não se pode misturar blusa de bolinha com saia listrada e que se besuntar de hidratante diariamente faz a gente ter a pele bonita. Vasculhando as coisas dela eu aprendi a usar rímel, blush, batom, sombra... aprendi a tomar banho de banheira com muita espuma e aprendi que um belo par de brincos faz toda a diferença num look que sem isso seria básico demais. Meu passa-tempo preferido quando estava de férias na casa dela era me vestir como se fosse ela e aparecer de surpresa na sala. Um desses momentos vocês vêem na foto abaixo. Vão desculpando a falta de jeito com os sapatos de salto alto, isso eu aprendi com o tempo e o número adequado aos meus pés. :-)

A tia de quem estou falando é a tia Sílvia, a irmã mais nova da mamãe. Quando eu era criança, ela era o meu ídolo. Ela era a tia moderna, a que morava no Rio de Janeiro, a que viajava muito, a que falava inglês e espanhol, a que tinha empregos maneiríssimos em hotéis 5 estrelas, a que conhecia os artistas que eu admirava e a que estava sempre linda e bem vestida. Outro dia, falando com minhas primas, chegamos a esta conclusão: a tia Sílvia foi a origem da nossa vaidade.

Eu decidi fazer esta postagem como forma de homenageá-la e de agradecê-la por tudo que ela inspirou e despertou em mim, pelo aprendizado que me é útil até hoje e principalmente porque vejo as suas fotos de hoje e constato (assim como vocês constatarão na foto abaixo) que ela continua sendo este modelo de feminilidade e boa forma.

Tudo nela fica lindo! As cores mais vibrantes combinam com sua vida sempre dinâmica, sim, porque não pensem que a vida da tia Sílvia são só cores e flores, ao contrário, tem sido uma vida de luta, de correr atrás do que é dela sem deixar a família e os amigos para trás e é aí que se revela toda a beleza da minha tia-modelo-guerreira-que-eu-tanto-amo e de quem tenho muitas saudades.