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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Mensagem de Fim de Ano


E para os que pensavam que eu havia desistido deste blog, aviso que apenas dei um tempo. A vontade de escrever bateu de novo e eis-me aqui, para mandar-lhes uma mensagem que não caberia em um cartão de Natal convencional.

Esse ano foi intenso! No primeiro semestre de 2010 tivemos a despedida de três pessoas queridas que agora tenho certeza que olham por nós, tia Olga, seu Herbert e Júlio. E como o ciclo da vida não para, em agosto demos as boas vindas à pequena Eva, que chegou trazendo na bagagem muita alegria para dar à família. Fora isso, mais amigas queridas engravidaram e tiveram filhos e todo esse vai e vem me faz pensar que a vida é mesmo um estágio pelas bandas de cá, e que passa num piscar de olhos, se não soubermos aproveitar e valorizar o que realmente importa, levamos deste mundo uma sensação de tempo e oportunidade desperdiçados que deve dar um trabalhão pra explicar pro Chefão lá em cima.

Na minha vida pessoal, o acontecimento mais marcante deste ano foi sem dúvida a nossa viagem de férias pro Rio. Foi maravilhoso estar com o Filipe e a minha família toda reunida. Foi indescritível a sensação de estar em família, na cidade que chamo de minha, com o meu marido. Sentimos que não importa a distância, somos um único núcleo de amor e de apoio mútuo e o Filipe faz parte disso.

Este ano também foi de muito cultivo. Cultivamos planos que vão render frutos no ano que vem. O Filipe escreveu a sua tese de mestrado com uma dedicação e um empenho tão grande que sei que vai ter um ótimo resultado quando for defendê-la no início de 2011. Estou muito orgulhosa dele. :-) Planejamos viagens e experiências que queremos ter no próximo ano, mas eu lhes conto melhor os planos no momento oportuno, vamos primeiro ver com as coisas se encaminham.

Cultivamos também a amizade de pessoas que se revelaram grandes amigos. É reconfortante saber que há pessoas que vão te fazer rir independentemente da tristeza que você pode trazer por dentro, e é melhor ainda quando você percebe que mesmo não estando 100% você é capaz de dar força e fazer um amigo sorrir quando ele precisa. E assim vamos seguindo, a cada risada, a cada lágrima e a cada franzir de testa conhecendo um pouco melhor aqueles que por empatia já chamávamos de amigos, e então vemos que a colheita está sendo linda! Isso pra não falar naqueles velhos amigos que já têm lugar cativo em nossos corações... esses me trazem as lágrimas aos olhos quando penso neles com mais força e lembro da distância que separa o nosso dia a dia, mas saber que eles existem e estão lá por mim me faz seguir em frente.

E agora o ano está no finalzinho, paro pra pensar no que passou e isso me ajuda a tomar decisões pro futuro. Ano que vem, vou definitivamente me sacrificar menos pelo trabalho (semana passada tive pela primeira vez na vida um esgotamento físico); Vou aproveitar melhor o meu (pouco) tempo livre; Vou de fato marcar os copos (e/ou pratos) com os amigos em vez de só ficar dizendo "temos de marcar algo"; Vou passar mais tempo de qualidade com o Filipe; Vou comprar os bilhetes pros concertos que eu quero ver mesmo que eu tenha de ir sozinha; Vou escrever com mais frequência aqui no Duas Terrinhas; Vou receber novamente a minha mãe e vou levá-la em todos os lugares que planejei ao longo desses dois anos; Vou à academia com mais frequência; e vou fazer aula de canto. Fora tudo isso, vou tentar levar a vida menos a sério, porque atualmente sinto um peso nos meus ombros que é difícil de carregar, mas fui eu quem o colocou lá, sei que depende de mim retirá-lo.

Que vocês todos que leem esta mensagem tirem um tempinho pra pensar na vida que querem pro ano que vem e que saibam fazê-la, afinal a vida é de cada um de nós e é fruto das nossas escolhas. Portanto, um bom cultivo e uma excelente colheita para todos vocês em 2011 e para aqueles que gostam do Natal, um excelente Natal, e para os que não curtem tanto essa data, que arranjem uma baita festa pra se esbaldar!!! :-D

segunda-feira, 14 de junho de 2010

E que venha a Copa do Mundo 2010


E amanhã o grupo de Portugal e do Brasil entra em campo na Copa do Mundo de 2010. É a primeira vez que assisto o campeonato fora do Brasil e sinto falta das ruas pintadas, dos enfeites que cruzam as ruas fazendo túneis cheios de verde e amarelo e do planejamento dos almoços e jantares nas casas dos amigos (ou melhor ainda, na nossa casa) para ver os jogos. É a primeira vez que tenho dois países para torcer e será a primeira vez que a rua toda não vai explodir em festa quando o Brasil fizer um gol. Acima de tudo, será a minha primeira Copa sem o meu paizão. Foi ele quem me ensinou a torcer pelo Brasil. Foi com a vibração dele que eu ganhei esse gostinho de ficar grudada na frente da TV, fazendo figa ou uma corrente de energia pra nossa seleção marcar um gol ou pro adversário perder o dele. O que me conforta é saber que esse gostinho de Copa do Mundo com o papai ficou, e eu vou seguir vibrando e torcendo como ele me ensinou. Além do mais, onde ele está há coisas muito mais importantes e empolgantes para se ver, e ele já não deve estar mais tão ligado nas coisas materiais do nosso mundinho. Deve estar muito mais interessado em saber das estrelas.
Vou logo avisando aos amigos portugueses que por acaso venham a assistir um jogo do Brasil comigo, que eu torço mesmo! E encho os olhos de lágrimas quando vejo a seleção entrar em campo, e principalmente quando o Hino Nacional começa a tocar. Não é só pelo jogo que está ali começando, é por todos os jogos da seleção nas Copas que já assisti antes e a saudade das pessoas com quem eu estava naqueles momentos bate mais forte nestes breves instantes de flashback mental. Amanhã tudo volta a se repetir, com pessoas novas, num país novo, numa Copa todinha nova pra entrar pro arquivo da minha memória quando acabar, e ganhe quem ganhar, quem ganha mesmo no final somos todos nós que torcemos juntos.
Boa sorte Brasil! Boa sorte Portugal! (Afinal, como dizia nosso amigo Zagallo, o empate é um bom resultado, hehehe)

sábado, 15 de maio de 2010

365 dias!

Aqui em casa, a gente tenta tornar os dias comuns em dias especiais de vez em quando, então sem que seja nenhuma data especial, a gente faz um jantar especial ou um chega com uma rosa e eferece ao outro... e assim tentamos fugir da rotina cansativa de casa-trabalho-casa-preparar-as-coisas-pro-dia-seguinte.
Deve ser por isso que eu nem senti esses 365 dias passarem. Há exatamente um ano atrás, nesta mesma hora em que escrevo, estávamos vivendo um momento que tornou a data de hoje mais do que especial, sentados à frente de uma notária, nós trocávamos olhares e sorrisos afirmando que sim, queríamos nos casar perante à lei do país dele, do meu país e do mundo todo!
Hoje estamos comemorando, aliás já desde ontem à meia noite já começamos a nos parabenizar e a renovar as nossas intenções de que esta data seja eterna. O nosso aniversário de casamento será especial em todas as pequenas coisas do dia, porque é assim que a gente vem levando a vida e a gente sabe que são essas palavras, esses olhares, esses sorrisos, essas lágrimas, a lembrança desses cheiros e desses paladares que a gente leva sempre conosco pra onde quer que a gente vá, inclusive e principalmente pro lado de lá da vida, onde brincos, anéis, carros, roupas e outros presentes materiais são brutos demais para levarmos.
Ficamos com o leve, o suave e o prazeroso parceria que compartilhamos. Ficamos com o AMOR!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Páscoa Branca

Este ano resolvemos aproveitar o feriado prolongado de Páscoa e fomos nos aventurar em algo diferente. As regras eram: Tínhamos que ir fazer algo que ambos nunca tivéssemos feito. E lá fomos nós, atendendo ao convite dos amigos João e Sara, para a imensidão branca da Serra da Estrela.

Eu amei! Apesar dessas imagens gélidas que até dão medo, a gente chega a sentir calor com a roupa de neve, isto é, se você for esquiar ou fazer snowboard sente um calor danado, mas se ficar parado por muito tempo... não sente nada... não sente os dedos dos pés, não sente os dedos das mãos e por aí vai...

Depois de cavar muito conseguimos entrar neste mercadinho e fazer umas comprinhas. Just kidding! Não tivemos que cavar nada, mas a altura da neve no chão é impressionante. Lá dentro é bem aquecido e a gente esquenta mais ainda quando começa a mastigar as provas de queijo e embutidos típicos da Serra da Estrela. Nada como umas comidinhas calóricas para aquecer o corpo, não é mesmo?

Na foto abaixo estamos os quatro radicais do gelo: o João e o Filipe esnobando com os seus snowboards, e eu e a Sara pagando mico com os nossos trenós "deixa-eu-ganhar-intimidade-com-a-neve". No primeiro dia a minha diversão foi só essa, deslizar montanha abaixo sentada nesse trenó. Nem precisa dizer que acabei de vez com o que restava da minha coluna e que o meu maior desafio nem era descer a montanha no trenó, mas sim conseguir andar sem patinar no gelo e me estabacar no chão a cada dois passos.

Vencidos esses "pequenos" desafios e depois de muita gargalhada, no segundo dia eu me enchi de pose e resolvi alugar o equipamento de esqui completo (botas, esquis e bastões por €25,00 para usar o dia todo). Eu não tive dificuldade para me equilibrar no esqui e saí esquiando logo de primeira, só não contava com uma coisa: eu não sabia frear. Qual foi a solução que encontrei? Me jogar pro chão pra não atropelar os inocentes na minha frente. O detalhe é que esta solução foi paliativa, porque gerou um outro problema: eu não conseguia levantar com os esquis. Parece simples, mas se você não tirar as botas, só levanta se alguém te ajudar. E como eu estava no meio da pista, ninguém parava pra me ajudar, e eu fiquei lá, que nem uma tartaruga com o casco pra baixo, girando de um lado pro outro... em vão. Felizmente, eis que surge como um oásis no deserto, o meu maridão. Já havia me procurado por todos os lados e quando avistou "um ponto preto" estático no meio da imensidão branca, chegou perto pra ver o que era, e era eu.

Foi tudo muito divertido e cheio de adrenalina. Andar na neve, esquiar, usar aquelas roupas... foi tudo muito diferente do que eu já havia feito e eu adorei a sensação de não ter medo e de me deliciar com o vento gelado enquanto descia montanha abaixo. Logo eu que não atravesso a rua fora da faixa e não ando em montanha russa porque tenho medo de cair... foi uma experiência reveladora para mim e diga-se de passagem, o Filipe também ficou admirado de me ver esquiar com tanta segurança.
Uma coisa ficou decidida, enquanto morarmos por perto de uma pista de neve, todos os anos vamos esquiar, ou melhor, eu esquio e o Filipe pratica snowboard. Ele realizou um de seus sonhos praticando este esporte e confirmou o que eu já sabia, que ele leva jeito pra todos os esportes radicais. Vejam abaixo as fotos que não me deixam mentir:

Eu, firme e forte nos esquis.

O Filipe, arrasando no snowboard.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

A Virada

Este ano o nosso Reveillon foi decidido em cima da hora. O Filipe entupido de trabalhos pra entregar na faculdade e eu tendo que trabalhar até às 12:30 no dia 31 não nos deixou com muitas opções a não ser ficar aqui pelo Porto mesmo.
Acabou que o nossa virada para 2010 aqui em Portugal foi com os amigos brasileiros na casa das amigas espanholas. A noite foi tranquila e muito divertida. Tínhamos planos de jantar e depois ir ver os fogos na Avenida dos Aliados e em seguida cair em alguma festa pela baixa do Porto, mas a chuva torrencial com direito a ventania e relâmpagos nos fez mudar de ideia e ficar em casa mesmo.
O momento mais engraçado foi o da contagem regressiva. Na Espanha a tradição é nos doze últimos segundos da contagem cada pessoa comer uma uva, reparem bem, são doze uvas comidas em segundos. Eles dizem que cada uva corresponde a um mês do ano e assim, teremos sorte todos os meses.
Quando a Carmem trouxe a tigela de uvas verdes e grandes pra sala, eu rapidamente pensei numa maneira de não fazer desfeita às tradições da dona da casa e também de não passar o ano engasgada. Alguns minutos antes, separei minhas doze uvas, parti-as ao meio, tirei todas as sementes (porque eu não consigo comer nada com sementes) e decidi que meia sorte por mês pra mim era suficiente.
Enfim os tais doze últimos segundos começaram, fez-se um silêncio total na sala, a não ser pela contagem regressiva da apresentadora de TV espanhola que assistíamos via internet, estávamos todos mandando uvas goela abaixo e a Thalyta começou a ter uma crise de risos que contagiou a todos. A gente ria e tentava mastigar as uvas, quando chegou a meia-noite, ninguém gritou, ninguém pulou, as pessoas começaram a se abraçar e se beijar em silêncio porque não sabiam o que fazer com tanta uva na boca. Foi a virada mais silenciosa e ao mesmo tempo mais engraçada da minha vida. Ah! E isto sem contar que as champanhes resolveram abrir as rolhas sozinhas, antes da meia-noite!
Fora isso, a noite foi de muita conversa boa, muitas risadas e muita, mas muuuuita comida deliciosa!


O casal anfitrião: Jacob e Carmen.

Sandro e Vinícius.

O Rodrigo e a sua mãe, Marily.

Nós com a Thalyta e o Rodrigo.

A Gabi, amiga paulista dos meninos com seu namorado Alécio, que é italiano e cada vez que abre a boca me faz morrer de saudades do Nicola.

O Vini todo orgulhoso dos petiscos que ele e o Sandro fizeram.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Resuminho 2009!

Bem-vindos a 2010!

E cumprindo a promessa que fiz a mim mesma de escrever aqui no Duas Terrinhas antes do final do ano, eis que aos 45 minutos do segundo tempo passo por aqui pra lhes dizer que por mais que eu tenha sumido por uns tempos, não foi por um motivo ruim. Foi pura e simplesmente por causa de muito trabalho, e como o meu trabalho é no computador, dá pra vocês entenderem o quanto eu queria ficar longe da tal maquininha nas horas de descanso, né?


2009 começou em grande, com a minha amada família quase completa aqui conosco, e parece que isso deu sorte e ao longo do ano recebemos umas belas visitas: A tia Yone, a minha prima Rafaella com a nossa amiga Fabíola (eu sei, ainda tenho que contar das nossas férias em Barcelona), o amigo de Belém do Pará, Hilton e os amigos de Fortaleza, Bruno, George, Saulo e Lucas, da banda de metal S.O.H. Quando a gente muda de país, todo e qualquer contato com os amigos e parentes é uma festa, imaginem ter essas pessoas aqui na nossa casa!

Como em todo ano, a gente começa desejando e esperando tudo de bom, e quando chega o fim do ano, a gente olha pra trás e vê que muita coisa boa aconteceu, mas também aconteceram coisas ruins - mas são ruins do nosso ponto de vista, porque de um ponto de vista mais universal e evolutivo, às vezes, o que parece ruim pra nós, tem consequências positivas a longo prazo, mesmo que a gente não consiga imaginar nada de positivo no momento em que elas acontecem. Dentre estas coisas que nos entristecem, este ano dissemos "adeus" à querida tia Olga e ao meu estimado ex-chefinho, seu Herbert. A vida é assim, quando a gente começa a se "anestesiar" achando que está tudo sob o nosso controle, algo acontece para nos mostrar que tem alguma coisa muito mais forte do que a nossa vontade coordenando isso tudo, e mais uma vez, estas despedidas me fazem lembrar que todos nós temos data de validade por aqui e que entra ano e sai ano, a gente tem que viver em plenitude de sentimentos e ações e deixar de lado o "quem sabe um dia...", "talvez eu crie coragem e diga...", DIGA AGORA, FAÇA HOJE e VIVA LEVE!


Uma coisa maravilhosa que aconteceu este ano foi eu ter ganho um departamento no trabalho. Durante um tempo fui só eu e a Adriana. Depois fiquei só eu dando conta do recado dos trabalhos feitos para português brasileiro, e agora temos uma verdadeira amostra do que é o nosso belo Brasil: Uma cearense, um mineiro, um carioca, um paulista, um gaúcho e eu, uma paraense. Essas pessoas ainda não têm nem 3 meses la na empresa e eu já não consigo me imaginar sem eles por perto. Eles merecem uma postagem especial e eu vou contar sobre eles em outra oportunidade.

Escrever e coçar... é só começar... hehehe. Mas tenho que parar agora porque senão me atraso pra festa da virada, que também vai merecer uma postagem com certeza.

Um grande beijo para todos e até o ano que vem! (Eu não podia deixar de me despedir com essa piadinha clichê). :-)))


quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Parabéns pro Filipe!


Ontem o Filipe completou 28 aninhos. Mesmo sem muito dinheiro eu tentei tornar o dia dele especial e acho que consegui, mas entre nós, manifestações de carinho e de quanto o outro é especial fazem parte do nosso dia-a-dia, o que foi especial mesmo foram os e-mails e mensagens carinhosas que ele recebeu da família brasileira, da família portuguesa e dos amigos que lembraram. Ainda é tempo de alegrá-lo caso você não tenha lembrado, é perfeitamente compreensível já que ele não tem página no Hi5 e nem no Orkut, e geralmente quem lembra de cabeça são os amigos mais próximos e a família. :-)
Obrigada a todos pelo carinho dispensado à ele.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

São João 2009

Como no ano passado eu já falei sobre a festa de São João, este ano deixo aqui um relato em imagens e reforço o convite para quem possa estar no Porto na noite do dia 23/06 para o dia 24/06 que não deixe de vir para curtir esta que é a festa popular mais importante da cidade.
Uma das ruas da baixa do Porto enfeitadas para o São João. Esta é a Rua da Galeria de Paris.


A noite tem que começar com sardinhas e pimentões assados na brasa, batatas cozidas e muito vinho, é claro.

Tem quem martele a si mesma...

...e tem quem tente tocar flauta com o seu martelo.

A simpatia do povo portuense. Este senhor era tão fofo que fiquei com mais vontade de levá-lo pra casa do que o manjerico que ele estava vendendo.

Xixi em paredes milenares...


Família que solta balão unida, permanece unida! (Aqui não é crime soltar balões)

Este ano vimos os fogos de um lugar especial, por trás desta bela muralha e de frente para a ponte Dom Luís.

E mais marteladas...

Teve DJ's tocando de tudo um pouco no meio da rua...



...do Minimal ao Pimba! Viva a diversidade dessa cidade!

Ano que vem tem mais!!!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Alianças de sobremesa

O Brinde "Viva os Noivos!"

Eu não poderia deixar de contar que no meio de todo o corre-corre pra resolver o casamento em duas semanas, minhas amigas do trabalho não se conformando com o casamento que não poderia passar em branco, fizeram um almoço em nossa homenagem no domingo anterior ao casório.

A esta altura dos acontecimentos já nem me sinto a vontade para chamá-las de "minhas amigas do trabalho" e tenho pelo menos três grandes motivos pra isso. Primeiro, elas não são só minhas amigas, já são amigas do Filipe também; Segundo, os seus namorados/maridos já são nossos amigos, então não posso mais chamar o grupo apenas de "minhas amigas"; Terceiro, este grupo já deu mais do que provas que é de amigos para a vida e não se restringe apenas ao ambiente de trabalho.

Como estamos em tempos de crise, o almoço ficou combinado naquele estilo "cada um leva alguma coisa" e o resultado foi uma mesa farta com direito a vinho e champagne para o brinde. Após o almoço eles todos se reuniram em volta da mesa e a Dani começou a falar em nome do grupo, dizendo que eles queriam nos presentear com algo especial, mas que os presentes de casamento dariam mesmo quando resolvêssemos fazer a cerimônia com toda a pompa. Eu já tinha comentado com o Filipe que eles iriam aprontar alguma coisa, mas minha imaginação passou longe da criatividade deles. Eu esperava um enfeite para a casa ou um jogo de panelas, mas eles nos deixaram boquiabertos quando nos ofereceram um envelopinho com um cartão assinado por todos e o valor em espécie para pagarmos as despesas com o casamento na conservatória e comprarmos as alianças. Eu senti um calor de emoção e surpresa subir dos pés à cabeça e levou uns minutos pra eu conseguir por as ideias no lugar e fazer o discurso de agradecimento. O Filipe mal conseguia falar, mas depois até que conseguiu agradecer de forma muito carinhosa.
Desde o dia em que o Filipe colocou esta aliança no meu dedo, cada vez que olho pra ela, lembro da nossa felicidade na conservatória e lembro da carinha de felicidade da Dani, da Pati, da Gabi, da Martíssima, da Dri, da Aninha, da Cláudia, da Carolina, da Carla, do Pedro, do Luís, do Rui, do Hugo, do Filipe da Marta e do Pedro da Dri quando nos deram este presente inesquecível naquele almoço que estará para sempre em nossas histórias e nossas lembranças.

Os noivos e as meninas.

Os noivos e os meninos.

Ensaiando pro dia da cerimônia.

A Dani fazendo o discurso de entrega do presente que nos deixou sem palavras por uns minutos.

terça-feira, 19 de maio de 2009

SIMMMM!

Eu e meu MARIDO!


Costumo dizer que a minha vida tem sido uma volta na montanha-russa e no dia 15/05 ela deu mais um loop daqueles que nos deixa de cabeça pra baixo fazendo o mundo revirar.

Às 11:45 da manhã de sexta-feira estávamos sentados perante a Sra. Olga Pacheco, conservadora que muito amavelmente nos conduziu a condição de casados pela lei dos homens. Digo isso porque pela lei de Deus, eu já estava unida ao Filipe por um amor incondicional já há algum tempo. Foi tudo simples e bonito. Por incrível que pareça, eu não chorei. Senti uma felicidade imensa o tempo todo e não conseguia tirar o sorriso do rosto. Senti muita paz e me senti segura assumindo o compromisso de amar, respeitar, ser fiel e acompanhar o Filipe pela vida afora.

Nossas testemunhas foram a minha sogra e a minha cunhada e um casal de amigos que amamos, a Leca e o Ricardo. Uma grande surpresa foi a presença do querido amigo Pedro. Ele trabalhava comigo na Jaba e mesmo tendo saído de lá, não deixou afrouxarem os laços de amizade que tem conosco e nos presenteou com sua presença.

Decidimos não mudar nossos nomes de solteiros para evitar mais burocracia na nossa vida e se no futuro mudarmos de ideia, podemos alterar isso.

Após o casamento fomos almoçar no Tendinha, um restaurante típico e aconchegante da Baixa do Porto. Vinho do bom, o sogrinho levou champagne e a sogrinha levou flores pra mesa e um bolo de-li-ci-o-so!

Estávamos muito felizes e eu fiquei com a sensação de que deveríamos ter feito isso mais cedo, pelo menos deveríamos ter aproveitado a presença da minha família aqui no início do ano, mas Deus escreve certo por linhas tortas e Ele sabe o que nos reserva pela frente. Se depender de nós, ainda faremos muita festa pra comemorar a nossa união. Muitos dos nossos amigos ainda nem sabem que casamos, mas se são nossos amigos merecem compartilhar conosco dessa nossa felicidade e a gente vai arranjar tempo e ocasião pra estar com todos eles (em Portugal e no Brasil).

Queremos agradecer do fundo do coração a todos aqueles que vibraram por nós, que se assustaram conosco e que se alegraram com a nossa alegria, aos que nos presentearam e a todos que de alguma forma fazem parte da nossa história e nos ajudaram a chegar aonde estamos. Saibam que cada um de vocês tem um lugar especial em nossos corações.

Com os sogrinhos e a cunhadinha.

Com a Leca e o Ricardo.

Com o Pedro.

No almoço, eu e Leca felizes da vida.

Brinde com a cunhadinha.

As alianças.

Após o almoço e algumas taças de vinho.

Aproveitando o cenário bonito da cidade na saída do restaurante.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

O Evento

Agora esqueçam todos os perrengues que passamos para estarmos no casamento da Bárbara e do Diogo e curtam um pouquinho da festa maravilhosa que compensou todo o esforço que fizemos. O esforço foi feito porque a Bárbara e o Diogo são pessoas muito queridas e quando eu ainda morava no Rio e eles já estavam de volta ao Porto, já falavam em casar, em consolidar a união que já existia há 10 anos. Eu torcia por eles e dizia que eles tinham que me avisar a data com muita antecedência pra dar tempo de eu pagar as passagens Rio-Porto-Rio em pelo menos "10 suaves prestações". O tempo passou, eu vim morar no Porto e nossas vidas corridas em áreas diferentes da cidade não nos permitem estar tão juntos quanto costumávamos estar no Rio, mas o grande carinho que tenho por eles e as boas lembranças do que vivemos no Brasil me impulsionaram a estar lá no dia 2 de maio para presenciar mais esta página virada na história deles. Valeu muito a pena! Espero que a perfeição da festa se reflita no dia-a-dia da vida de casados deles e quero que eles saibam que esta linda celebração não sairá da nossa memória, minha e do Filipe. Parabéns Dioooooooogo e querida amiga Bárbara! Perpetuem "the love generation".

Nós e os noivos.

"O charme e a elegância de Filipe Santos (27), no enlace matrimonial de Diogo Melo (31) e Bárbara Koch (29), figuras carimbadas em nossas páginas."

Querida Dona Assunção, vó da Bárbara que me hospedou na minha primeira vinda a Portugal, de férias em 2006.

Um recanto que adoramos.

O bolo. Simplicidade e elegância andam de mãos dadas.

Mesa de queijos, frios e doces.

Querem ver os doces mais de perto, né?

Filipe e Diogo.

Bárbara e eu.

Sim, eu peguei o buquê, aliás, peguei não, aparei o buquê, caiu no meu ombro, só tive que segurá-lo pra não cair no chão. ;-)

No final da festa, tinha chinelos pras moçoilas que não aguentavam mais os saltos altos, eu era uma delas, é claro.

Visão noturna do Parque da Penha, onde foi a festa.

O Filipe, como bom trasmontano que é, tendo dito "vinho" antes de dizer "mamãe", manteve a classe até o fim!