sábado, 15 de maio de 2010
365 dias!
Deve ser por isso que eu nem senti esses 365 dias passarem. Há exatamente um ano atrás, nesta mesma hora em que escrevo, estávamos vivendo um momento que tornou a data de hoje mais do que especial, sentados à frente de uma notária, nós trocávamos olhares e sorrisos afirmando que sim, queríamos nos casar perante à lei do país dele, do meu país e do mundo todo!
Hoje estamos comemorando, aliás já desde ontem à meia noite já começamos a nos parabenizar e a renovar as nossas intenções de que esta data seja eterna. O nosso aniversário de casamento será especial em todas as pequenas coisas do dia, porque é assim que a gente vem levando a vida e a gente sabe que são essas palavras, esses olhares, esses sorrisos, essas lágrimas, a lembrança desses cheiros e desses paladares que a gente leva sempre conosco pra onde quer que a gente vá, inclusive e principalmente pro lado de lá da vida, onde brincos, anéis, carros, roupas e outros presentes materiais são brutos demais para levarmos.
Ficamos com o leve, o suave e o prazeroso parceria que compartilhamos. Ficamos com o AMOR!
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Parabéns pro Filipe!
Ontem o Filipe completou 28 aninhos. Mesmo sem muito dinheiro eu tentei tornar o dia dele especial e acho que consegui, mas entre nós, manifestações de carinho e de quanto o outro é especial fazem parte do nosso dia-a-dia, o que foi especial mesmo foram os e-mails e mensagens carinhosas que ele recebeu da família brasileira, da família portuguesa e dos amigos que lembraram. Ainda é tempo de alegrá-lo caso você não tenha lembrado, é perfeitamente compreensível já que ele não tem página no Hi5 e nem no Orkut, e geralmente quem lembra de cabeça são os amigos mais próximos e a família. :-)
Obrigada a todos pelo carinho dispensado à ele.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Alianças de sobremesa
terça-feira, 19 de maio de 2009
SIMMMM!
Costumo dizer que a minha vida tem sido uma volta na montanha-russa e no dia 15/05 ela deu mais um loop daqueles que nos deixa de cabeça pra baixo fazendo o mundo revirar.
Às 11:45 da manhã de sexta-feira estávamos sentados perante a Sra. Olga Pacheco, conservadora que muito amavelmente nos conduziu a condição de casados pela lei dos homens. Digo isso porque pela lei de Deus, eu já estava unida ao Filipe por um amor incondicional já há algum tempo. Foi tudo simples e bonito. Por incrível que pareça, eu não chorei. Senti uma felicidade imensa o tempo todo e não conseguia tirar o sorriso do rosto. Senti muita paz e me senti segura assumindo o compromisso de amar, respeitar, ser fiel e acompanhar o Filipe pela vida afora.
Nossas testemunhas foram a minha sogra e a minha cunhada e um casal de amigos que amamos, a Leca e o Ricardo. Uma grande surpresa foi a presença do querido amigo Pedro. Ele trabalhava comigo na Jaba e mesmo tendo saído de lá, não deixou afrouxarem os laços de amizade que tem conosco e nos presenteou com sua presença.
Decidimos não mudar nossos nomes de solteiros para evitar mais burocracia na nossa vida e se no futuro mudarmos de ideia, podemos alterar isso.
Após o casamento fomos almoçar no Tendinha, um restaurante típico e aconchegante da Baixa do Porto. Vinho do bom, o sogrinho levou champagne e a sogrinha levou flores pra mesa e um bolo de-li-ci-o-so!
Estávamos muito felizes e eu fiquei com a sensação de que deveríamos ter feito isso mais cedo, pelo menos deveríamos ter aproveitado a presença da minha família aqui no início do ano, mas Deus escreve certo por linhas tortas e Ele sabe o que nos reserva pela frente. Se depender de nós, ainda faremos muita festa pra comemorar a nossa união. Muitos dos nossos amigos ainda nem sabem que casamos, mas se são nossos amigos merecem compartilhar conosco dessa nossa felicidade e a gente vai arranjar tempo e ocasião pra estar com todos eles (em Portugal e no Brasil).
Queremos agradecer do fundo do coração a todos aqueles que vibraram por nós, que se assustaram conosco e que se alegraram com a nossa alegria, aos que nos presentearam e a todos que de alguma forma fazem parte da nossa história e nos ajudaram a chegar aonde estamos. Saibam que cada um de vocês tem um lugar especial em nossos corações.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Bye-bye solteirice!
Quem disse que essa história de pegar o bouquet no casamento das amigas não dá certo? Peguei o bouquet no casamento da Bárbara com o Diogo e olha lá, já estou na minha última noite como solteira. Na verdade, essa coisa de despedida de solteira não faz muito sentido quando o seu coração já não está mais disponível para outros há muito tempo e principalmente se você já mora junto e leva uma vida de casada, por isso, não estou "nervosa" por casar amanhã, estou ansiosa, mas nervosa não. Estou muito feliz e queria registrar isso. Amanhã a partir das 11:30AM, estaremos perante uma autoridade oficializando um compromisso que já assumimos há quase três anos atrás, o de nos cuidarmos, nos respeitarmos e de nos amarmos.
Desde que entrou na minha vida, o Filipe tem sido meu melhor amigo, meu grande companheiro e cúmplice, amanhã ele se torna meu aliado, passaremos a usar até uma aliança para simbolizar isso. A partir de amanhã eu deixo de apresentá-lo aos outros como "meu namorado" e passo a pronunciar a imponente frase "este é meu marido". Tudo ganha um peso maior e um sabor especial. Um sabor que pretendo manter para sempre.
Quero aproveitar para agradecer em meu nome e em nome do Filipe todas as lindas mensagens e os inesperados (e maravilhosos) presentes que os nossos amados amigos e família têm nos enviado. Seremos eternamente gratos.
Um grande beijo para todos que lêem o Duas Terrinhas, que a nossa felicidade possa chegar até vocês através dessas letrinhas.
sábado, 9 de maio de 2009
Grandes novidades
Ano passado, quando fui ao balcão do SEF na Loja do Cidadão perguntar como poderia fazer para ter autorização de residência e trabalhar aqui, já que eu era turista e tinha assinado um contrato de trabalho, eles me instruíram a fazer a Manifestação de Interesse no site deles ANTES do meu prazo como turista expirar, pois um dos requisitos para poder se candidatar à Manifestação é ter entrado de forma legal no país (o que eu fiz), ter assinado contrato de trabalho (o que eu assinei) e estar inscrito e em dia com a Segurança Social (o que eu estou). A funcionária que me atendeu ainda disse que o meu prazo estava em cima da hora e que eu devia correr para me inscrever antes do dia 26 de julho, caso contrário, minha permanência como turista expirava e além de ficar ilegal, ainda teria que pagar multa. Corri que nem louca pra ter o número de inscrição na Segurança Social a tempo e finalmente me inscrevi em 21 de julho. Quase um ano depois, eles vêm me dizer que a minha Manifestação de Interesse foi negada porque eu fiz pedido DURANTE o meu prazo como turista, que eu tinha que ter deixado isso expirar para depois solicitar regularização. Dá pra entender???
Resumo da Ópera, recebi uma multa por ter permanecido aqui mais tempo do que deveria (à espera deles), mas pelo menos essa multa eles tiveram o bom senso de perdoar e ainda afirmaram que eu só iria receber o perdão da multa porque não recebi a autorização de residência. Fora isso, me deram uma notificação de 20 dias para sair do país “voluntariamente”. Eu fiquei atônita, sem saber o que dizer e só consegui chorar… a funcionária que me atendia se sensibilizou com a minha trsiteza e disse pra eu procurar o setor jurídico do CNAI (Centro Nacional de Apoio ao Imigrante) para receber orientação gratuita. No dia seguinte eu e Filipe estávamos com a advogada do CNAI, que aliás, foi muito compreensiva e prestativa. Após redigir o pedido de reapreciação e de prorrogação do meu prazo de permanência aqui para aguardar o resultado, nos disse que não custava nada tentar, mas que era muito difícil o SEF voltar atrás de uma decisão tomada, mas que pelo menos enquanto eu esperava a nova decisão, poderia permanecer aqui.
Saímos de lá com um misto de esperança e medo, passamos uns dias com a sensação bombástica da notícia de que teríamos que nos separar sem nos deixar dormir. Por isso, decidimos que está na hora de tomarmos as rédeas da situação e resolvermos as coisas do nosso jeito: casando. Já devíamos ter feito isso há muito tempo para nos poupar de toda essa dor de cabeça burocrática, só que achávamos que com contrato de trabalho e todos os outros números que eu deveria ter seria mais válido porque eu teria autorização para trabalhar e poderíamos continuar guardando este evento para o momento apropriado em nossas vidas, mas devido às circunstâncias vamos ter que antecipá-lo. Agora, a nossa necessidade de estarmos juntos está ameaçada e eu que sempre tentei fazer tudo certinho não me vejo saindo do país às pressas, como se fosse uma criminosa.
Na sexta-feira (15/05) nos casamos no civil. Os pais do Filipe e um casal amigo serão nossas testemunhas. Não vai ter festa, não vai ter bolo e nem vestido de noiva, mas vai ter a prova de que o nosso amor fala muito mais forte do que todas essas leis inventadas pelos homens. A celebração com tudo que a gente tem direito acontecerá assim que possível, planejada com calma pra sair do nosso jeitinho (com muito champagne e rock n’ roll) e com certeza terá duas versões: a portuguesa com amigos e família daqui e a brasileira com amigos e família daí. Aguardem.
domingo, 8 de março de 2009
Dia Internacional da Mulher!
domingo, 15 de fevereiro de 2009
São Valentim e o direito ao amor
Após tomar conhecimento disso, fiquei pensando em quanta atrocidade já foi cometida neste mundo em nome da santa ignorância dos humanos e imediatamente me reportei ao tema atual de grande destaque na mídia portuguesa: a aprovação ou não do casamento civil homossexual. PELAMORDEDEUS! Será que ainda vivemos aqui na terra no mesmo estágio evolucional da era do império de Cláudio II? Qual o direito que uns homens têm de impedir e proibir a felicidade de outros? O sentimento é o mesmo: AMOR. E não é porque o objeto do amor é um ser do mesmo gênero que seja menos AMOR, menos sentido ou menos sofrido. E não é porque a lei do casamento civil heterossexual existe que garante que todos os heterossexuais se casem e sejam felizes, mas eles têm a opção de tentar, portanto a lei do casamento civil homossexual também não garantirá que todos os homossexuais se casem e sejam felizes em seus casamentos, mas eles TÊM QUE TER O DIREITO DE TENTAR, se assim quiserem. Diga-se de passagem, que concordo em gênero, número e grau com o que ouvi de um comentarista na TV (desculpem, mas não lembro o nome dele). Ele disse que a opinião da Igreja Católica deveria estar fora dessa discussão, já que a mesma não reconhece inclusive o casamento civil heterossexual, pois para ela apenas o matrimônio religioso como sacramento é o que vale. Então, shhhhhh Vaticano!
Pelo menos o fato da sociedade portuguesa estar discutindo isso já significa um grande avanço. Aplaudo de pé a iniciativa do Primeiro Ministro José Sócrates, pois foi ele quem levantou esta discussão por achar que está mais do que na hora de Portugal autorizar de vez a união legal entre homossexuais. Por enquanto, aqui em Portugal, desde 2001 que já se reconhece os direitos fiscais de casais que vivem juntos há mais de 2 anos (independentemente do sexo), mas ainda não há o direito à adoção e aos direitos plenos da união civil registrada em cartório com direito a testemunhas, champanhe, bolo e chuva de arroz na saída.
Espero que este avanço não tarde a chegar às leis brasileiras e unindo-se aos países que já legalizaram esta união (Espanha, Holanda, França, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Noruega, Suécia, Islândia, Finlândia, Alemanha, Grã-Bretanha, Croácia, Suíça, Argentina, Nova Zelândia e um estado americano, Massachusetts), em breve possamos viver num mundo um pouco mais justo, onde as pessoas tenham o direito de se amar livremente e espero ainda um dia, que ao celebrar o dia de São Valentin eu possa ver nas mesas ao lado casais de mulheres, casais de homens e casais de homens e mulheres, todos com motivos para comemorar, sem medo de deixar transparecer o brilho no olhar.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Família… tão longe, tão perto
Quando digo família, não estou me referindo apenas ao núcleo familiar, mas a todos os parentes, incluindo os agregados. Sempre pensei em minha família como um grupo de pessoas harmoniosas, com senso de humor e amor ancestral de uns pelos outros.
Com o casamento dos meus pais, as suas famílias se fundiram e se tornaram uma só. Os títulos de acordo com os laços sanguíneos caíram por terra e todos são primos, tios, avós e cunhados de todos. Nunca existiu isso de "essa é minha prima por parte de pai e aquela é por parte de mãe", é tudo prima e pronto!
Tenho imensa saudade dos almoços de domingo na casa da vovó Léa, com a mesa dos adultos e a mesa das crianças; das nossas festas de aniversário com um balão gigante pendurado no lustre da sala, cheio de balas e bombons disputados por nós, crianças, como se fosse bola de futebol americano na hora que meu pai ou um dos meus tios estourava o balão com um garfo; morro de saudade das festas de Natal que reuniam a família toda quando o Tio Henry e a Tia Celma vinham de São Paulo com minhas primas Maíla e Luiza e a gente ensaiava números de dança para torturar, quer dizer, alegrar nossos pais; tenho saudade das rodas de violão com meus pais, os amigos, minha mãe e minhas tias cantando e fazendo coreografias pra torturar, quer dizer, animar todo mundo e o mais intrigante disso tudo chega a ser até profético. Naquela época (e acho que até hoje), nossa música preferida nas rodas de violão era "Encontros e Despedidas" do Milton Nascimento. Sempre chegava a hora do "toca Encontros e Despedidas, pai", "toca Encontros e Despedidas, tio" e às primeiras notas do violão do papai, nós não tínhamos dó dos vizinhos e cantávamos em alto e bom tom a música que diz "todos os dias é um vai e vem/a vida se repete na estação/tem gente que chega pra ficar/tem gente que vai pra nunca mais/tem gente que vem e quer voltar/tem gente que vai e quer ficar/tem gente que veio só olhar/tem gente a sorrir e a chorar/e assim chegar e partir."
Sem notarmos, foi este mesmo o rumo que nossas vidas tomou e na nossa família gente partiu, gente chegou e não importa onde eu esteja, nunca estou só, estou com todos eles dentro de mim, estou com as lembranças do que parece que vivi ontem e é muito gostoso sonhar, planejar e concretizar o próximo encontro, sem contar com todas essas histórias legais que coleciono pra contar no futuro pra essa turminha boa da nova geração que vem chegando...
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Mãe de blogueira...

Mês passado a mamãe chegou com este texto lindo que ela escreveu e pediu pra eu publicá-lo pra que ele chegue mais rápido às pessoas queridas que ela cita e que leem este blog. E com vocês... a estreia de Simone Andrade no Duas Terrinhas!
Novas Folhas
Deus me emprestou por 40 (velozes) anos uma jóia rara e há 9 meses Deus veio buscá-la de volta. Perdi meu chão porque eu não imaginava que havia vida sem esta preciosidade. Fiquei sem entender nem aceitar e confesso que ainda estou muito desolada. Mas quando cheguei aqui em Portugal com a recepção tão amorosa de minha filha Lara, meu genro Filipe e de seus pais, Clotilde e seu Manoel, de madrugada acordada, fiquei imaginando no quanto seria perfeito se estivesse com o meu Serginho. Daí me lembrei que quando eu era menina e via no quintal uma árvore feia com folhas caídas no chão eu pensava com peninha: “Deixa estar que logo, logo, vão nascer outras folhas”. A minha folha-maior caiu, insubstituível. Porém, com toda a minha saudade doída não posso deixar de reconhecer que há outras folhas em minha vida.
A primeira aquisição foi o Marquinhos, que gostei logo de cara, desde o primeiro bate papo que tivemos em Niterói. Seu jeito discreto e quieto me conquistou, afinal pra Mila ia ser ótimo alguém mais tranqüilo pra contrabalançar com o agito dela. Na verdade, ele agora não está mais tão quietinho assim, pois com a chegada do nosso Pedro ele se tranformou. Que super pai maravilhoso tem se revelado! Todo mundo precisa ver quando o Pedrinho chega dando susto nele com o seu “Pumba!” O que ele espera do pai com esse susto “pavoroso”? Que o Marquinhos dê pulos e gente, pasmem, ele pula como uma criança feliz! De braços e pernas abertas enquanto o Pedrinho se contorce de tanto rir. E não é só um “pumba”, são 3, 5,10 e o Marquinhos pulando… Eu amo o Marquinhos, não esqueço que quando voltei de Belém (fui levar meu Serginho) e desci do carro vindo do aeroporto, ele me disse: “Simone não quero que você se sinta só, a nossa casa também é sua, venha ficar com a gente quanto tempo você quiser”. Agradeci emocionada, mas preferi meu cantinho, é lógico. Marquinhos, seja muito feliz com sua Milinha e seu pequenino.Ah, ia esquecendo, sempre ouvi falar que genro “paga” pra ver a sogra longe, he, he, he, mas comigo é o contrário! Genrinho, obrigada pelo passeio à Espanha. Que maravilha! Viu como sou uma pessoa de sorte? Não foi só a Mila que nasceu com estrelas, não é?
Depois veio o Filipe, também tranquilo, quieto, o par perfeito pra minha Lara, de paz! O que mais me deixou feliz no Filipe foi ver que ele tem muito do Sérgio, cuidadoso, amoroso, dedicado. As comidinhas que ele prepara de noite pra minha neném levar pro trabalho e não comer direto em restaurante é uma maneira de dizer todo dia pra Lara: “Amoreca, eu te amo.” Não é mesmo? Com tanto homem folgado por aí… a Lara é uma sortuda, mas botando na balança da vida, o negócio tá bem equilibrado, pois a minha filhota está amando como nunca!!! E cá entre nós, antes de ser mãe, eu sou mulher e tem coisa melhor na vida que amar e ser amada plenamente? Claro que não! Porque daí vem tudo de bom pra se curtir a dois, como por exemplo, ter um filho, e isto quando vem como conseqüência de um grande amor é perfeito! Filipe, Lara, não estou apressando nada, viu? Uma coisa de cada vez, continuem se curtindo assim com muita intensidade que é isto o que vale nesta vida! AMO VOCÊS!
E o que dizer da minha folhinha Lud? Sempre fui muito agitada, elétrica mesmo. Então o que dizer de uma nora tão diferente de mim e que conheci no pior dia da minha vida? No dia-a-dia Lud, convivendo com você, descobri que Deus lhe colocou no meu caminho com seu jeito manso, meigo e esse sorriso lindo só pra me fazer bem. Você chegou pra somar em minha vida, minha lindinha! Pode até ser que você não saiba cozinhar tudo, mas o peitinho de frango à milanesa que você faz pra mim, tenho certeza que não vou encontrar igual nem aqui na Europa, viu? He, he, he. E o meu loirinho sempre tão “grudento” comigo? É o homem mais feliz do mundo com você. Sinto um orgulho enorme quando o vejo porre de sono levantar pra fazer sua vitamina de fruta antes de você sair pro trabalho, e fico pensando: “Filho de peixe… peixinho é”.
Agora vamos à minha folhinha-fonte-de-vida, o meu Pedrinho. Ele simplesmente se tornou meu “porto-seguro”, foi nele que me “atraquei” pra não naufragar... meu Pedroca é o grande responsável por eu criar forças e encarar minha tão diferente (não quero usar a palavra triste) vida. É só com ele que libero a Simone alegre, alto astral e brincalhona de antes. E quando ele corre pra mim, me abraça, me beija e diz “vovó”, eu me derreto toda e chego a conclusão de que ainda vale a pena viver. Meus queridos, por favor, não pensem que estou sendo piegas, mas é compreensível que uma pessoa que amou e foi amada uma vida inteira da noite pro dia fique sem esse amor, aceite isso passivamente, não é?
Prometo pra mim e minha família que não vou mais questionar a Deus por quê ele levou o primeiro, único e grande amor da minha vida, porque sinceramente é só o que tenho feito nestes últimos 9 meses. Vou fazer uma força sobre-humana pra não pensar assim. Acabo de descobrir que sou uma árvore frondosa com muitas folhas preenchendo minha vida e que valem muito pra mim: Uma quantidade enorme de amigas e amigos queridíssimos de todo canto (Belém, Capanema, Fortaleza, Manaus, Vitória, Minas, Curitiba, Rio de Janeiro, São Paulo, Buenos Aires e San Antônio). Meus filhos adorados que me mimam de todas as maneiras possíveis e impossíveis, meus genros e nora que se tornaram meus amigos, minha cunhadinha Yone que já virou minha irmãzinha de coração, um cunhado muito amigo que está sempre disposto a me dar “uma mãozinha”, não é Giovani? Minhas sobrinhas lindinhas que são como filhas pra mim, minha ex (para sempre cunhada no meu coração) Celminha, minhas irmãs, Mercedes e Silvia que sentem na pele o que sinto, minha meia-irmã Carlinha que super carinhosa, não desgruda do meu pé, meu compadre Vilmer sempre por perto querendo me fazer rir, meus pequeninos: Xandinho, que a vovó “Mome” tanto ama, Leonardinho que toda vez que me vê, abre um sorriso lindo, o fofinho do João Pedro, o pequenino Vinícius que está a caminho, meu único irmão Henry, que quase vira meu pai de tanto carinho e finalmente, minha “folhinha mais frágil”, minha linda e amada mãezinha que conta comigo pra sua velhice tranquila. Assim, cheguei a conclusão de que sou uma árvore repleta de folhas-mais-que-perfeitas à minha volta, e esta árvore ainda me dará mais frutos, não é Lara e Lud? Então, mesmo sem minha FOLHA–MAIOR, vou deixar a vida me levar, pois como diz a música do Lulu Santos, “Como uma Onda”, “a vida vem em ondas como o mar… tudo passa, tudo sempre passará…” Só não passará o meu amor pelo meu grande homem, que hoje tenho certeza, é literalmente um anjo… o meu anjo… e que continua cantando pra mim com seu violão divino: “Eu sei que vou te amar… por toda a minha vida eu vou te amar…”
Simone.
Porto, 18 de dezembro de 2008.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Um Ano de Vida Portuense
Ontem fez 1 ano que cheguei no Porto
Logo no início entrei em depressão duvidei um pouco da minha decisão porque achava que nunca mais ia fazer amigos iguais aos que eu tinha no Brasil, que não ia me adaptar ao clima, que estava desperdiçando momentos valiosos ao lado da minha família e cheguei a pensar que o certo teria sido o Filipe ter ido morar comigo lá.
Um ano depois não me arrependo da decisão que tomei e me considero um exemplo a ser seguido feliz por ter superado a maioria dos meus medos, ou melhor, por ter aprendido a lidar com eles. Ainda não ganho o melhor salário da minha vida, mas trabalho com pessoas que se tornaram queridas; recentemente eu e Filipe nos mudamos para um apartamento que alugamos juntos e estamos adorando viver no centro do Porto; as baladas, bebedeiras e ressacas que antes curtia sozinha agora curto com o Filipe com a vantagem de que quando um mete o pé na jaca o outro se mantém firme e forte pra ajudar no dia seguinte; os melhores amigos do mundo que deixei no Brasil continuam sendo os melhores amigos do mundo mesmo à distância e quem disser que os portugueses são frios e antipáticos é um estúpido preconceituoso do cacete está completamente equivocado ou teve pouca sorte com as pessoas que conheceu por aqui porque eu fui muito bem recebida e adoro todas as pessoas com quem convivo. A saudade da família vou aliviando via Skype e orações (conversas que tenho com meu pai) e como fui uma boa menina durante este ano eles vêm passar o Natal e o Reveillon comigo e com meu “namorido” que está tão ansioso quanto eu para recebê-los.
Como bem observou ontem o Filipe, tudo o que vivo me afeta positiva ou negativamente, nada me é indiferente e eu posso lhes dizer que literalmente a vida não me passa ao lado.
Amoreco, você faz tudo isso valer a pena e quando estivermos velhinhos e você não tiver mais memória no seu disco rígido, você sempre poderá vir aqui pra se acabar de chorar lembrar que eu fiz e faria tudo isso por você de novo. Te amo.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
Tudo numa pessoa só.
Ele antes era meu namorado e melhor amigo, mas hoje representa além disso: meu pai, minha mãe, meus irmãos, meu conselheiro, meu protetor, meu porto seguro nesta cidade onde tudo é porto.
Sinto-me segura pra enfrentar qualquer tempestade porque ele me traz a calmaria e o chão firme pra pisar. Rezo apenas pra que eu consiga retribuir na mesma moeda o que não tem preço.
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
Amor que me inspira

quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Por Amor



