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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Un délice!


Numa fria noite de dezembro, cheguei em casa após um dia estressante e cansativo no trabalho, jantei me sentindo um pouco triste porque não acho justo desprender toda a minha energia no trabalho e trazer pra casa apenas os "caquinhos" que sobraram de mim para passar poucas horas ao lado do meu marido antes de desabar na cama.

Eis que no auge do meu desânimo, o Filipe traz para a mesa a sobremesa. Surge na minha frente, quentinha e crocante, a tão falada Galette de Rois. Há 3 anos escuto o Filipe sonhar acordado com esta torta, que é típica da França na época do Natal, mais precisamente no Dia de Reis. Como só é feita na França durante esta época, fica difícil encontrá-la, ainda mais quando não se vive na França! Mas este ano, graças à Boulangerie de Paris que alegra o nosso paladar aqui no Porto há 1 ano, pudemos encomendar a tal Galette.

E meus amigos... eu lhes digo uma coisa, a partir do momento que senti o sabor da primeira garfada, toda a tristeza se foi, todo o desânimo desapareceu e todas as sensações ruins que eu estava sentindo foram substituídas por alegria, satisfação, cheiro de festa e de celebração. Só faltava o champagne. A cada garfada... hummm, hummm, hummm!

A Galette de Rois é basicamente uma massa folhada fina recheada com um creme de amêndoas. Eu não sou assim tão fã de massa folhada e doces com recheio de amêndoas são muito comuns aqui em Portugal, mas eu lhes garanto que eu nunca tinha provado algo assim.

Na França, ela é vendida com uma coroa de papel e também traz o que aqui em Portugal se chama fava. A fava é um pequeno brinde em forma de boneco (que representa o bebê Jesus) e é colocada debaixo da torta ou presa debaixo da mesa e quem acha a fava é o rei/rainha da noite, usa a coroa durante a celebração e fica responsável por trazer a Galette do ano seguinte.

Recomendo vivamente que ao visitar a França na época do Natal, provem a Galette de Rois (ou se estiverem no Porto, encomendem na Boulangerie de Paris). Ela existe também com outros tipos de recheio, e eu pretendo provar todas que aparecerem na minha frente a partir de agora.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Pastel!!!


Ontem foi dia de matar a saudade de um típico pastel brasileiro. É claro que os meus dotes culinários ainda não chegaram ao ponto de eu fazer a massa, mas graças ao Santo dos Imigrantes Glutões, dei de cara com um mercadinho de produtos brasileiros aqui em Matosinhos e não tive dúvidas, paguei 5,50 euros por 3 metros de massa pronta de pastel de feira. Tudo o que eu tinha que fazer era chegar em casa, caprichar no recheio, fritar e chamar uns bons amigos pra compartilhar porque felicidade compartilhada é felicidade multiplicada!!!! Vixe Maria, até viro filósofa quando liquido meus desejos de comidas brasileiras. :-)


Fiz pastel com sabor de pizza (mozzarela, tomate e orégano) e o típico pastel de carne moída. Ficaram uma "diliça"! A noite, eu e Filipe não resistimos e foi a vez do Filipe fazer mais dois mega-pastéis de carne pra gente. Como desta vez, eu estava só observando, aproveitei pra tirar fotinhos e registrar esse dia gastronomicamente memorável.
Pra quem quiser se esbaldar nas comidinhas brasileiras aqui no Porto, o mercadinho se chama Delícias do Brasil e o seu site é www.deliciasbrasil.com

domingo, 1 de março de 2009

Shawarma!

Ontem eu, as meninas do trabalho e nossos respectivos nos reunimos na casa da Adriana pra fazer o que a gente mais gosta: comer e beber; beber e comer; comer e comer; beber e beber (não necessariamente nesta ordem). A Adriana fez um Shawarma luso-brasileiro delicioso e demos graças a Deus por não sermos top models e podermos cair de boca no sanduíche originário do meio-oriente árabe. Pena que no meu estômago só couberam dois (ainda tinha que guardar espaço pras sobremesas, fora o que já tinha preenchido com as entradas). Abaixo, as fotos da farra gastronômica vivida em Mindelo.

Foto Bíblica: pão e vinho.

As comilonas.

Comportados? Não, tristes de tanto comer.

O casal anfitrião: Pedro e Adriana.

Os respectivos.

Após umas taças de vinho, as experiências fotográficas começam.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Larissa x Bolo. 2 a 1 pro Bolo.


No domingo, conseguimos tirar os esqueletos da cama às 4:00 da tarde. Conseqüência da movimentação e do vinho no sábado. Como no trabalho é tradição comemorarmos os aniversários e o aniversariante é quem leva o bolo, resolvi que ia fazer algo especial pros meus colegas. Uma receita de bolo da vovó Léa e que a mamãe faz "de olhos fechados", como ela diz. Mamãe passou a receita pelo Skype, eu e Filipe fomos pro supermercado comprar os ingredientes e por volta das 19:30 comecei a fazer o tal bolo. Tudo certinho, bolo no forno e 3 minutos depois começa a cheirar a queimado. Pra meu desespero, o bolo queimou por cima e tava cru embaixo. Quem mandou eu assar bolo sem conhecer o meu forno? Consegui regular o tal aparelho e deixei terminar de assar, mesmo sabendo que ia ficar solado. Depois de jantarmos, comecei a derradeira tentaiva de fazer outro bolo com os ingredientes que ainda restavam. Bolo posto no forno benzido, rezado e encomendado a todos os santos protetores dos assadores de bolo de primeira viagem. Já passava da meia-noite quando ficou pronto. Ufa! Tava douradinho e cheiroso como um bolo normal deve ser. Mais um tempo esperando até esfriar e na hora de desenformá-lo me dei conta de que não tinha onde fazê-lo. Estava oculto em algum lugar do meu disco-rígido o fato de que bolo não pode ser levado no tabuleiro porque é brega e muito menos nas mãos. Sem ter mais o que fazer já quase 1:00 da manhã, despejei o bolo numa bandeja grande de servir bebidas às visitas (mas antes a lavei muito bem e forrei com papel laminado, ok?) e confeitei o bolo ali mesmo. O resultado final ficou agradável e acho que foi bom sinal o fato de só ter sobrado farelo misturado com papel laminado após os parabéns no trabalho. Confiram vocês mesmos:

domingo, 12 de outubro de 2008

O Natal dos Paraenses

Ano passado fiz uma postagem sobre o Círio de Nazaré ("Viva Nossa Senhora de Nazaré", na categoria Cultura), uma das maiores festas religiosas brasileiras. O Círio se realiza em Belém do Pará sempre no segundo domingo de outubro, ou seja, hoje; e todos os paraenses devem estar agora refastelados no sofá tentando fazer a digestão das guloseimas maravilhosas que são tipicamente apreciadas neste dia (quer dizer, eles se esbaldam dessas delícias o ano todo, mas no dia do Círio é tudo na mesa ao mesmo tempo!).
Atenção leitores! Esta postagem é desaconselhada à quem está de dieta e dedicada aos bons de garfo.


Maniçoba (ou Feijoada Paraense). São todas as carnes defumadas e os embutidos da feijoada, mas ao invés de ser feita com feijão preto, é feita com folha de maniva (mandioca) moída. Deve ser cozida por no mínimo 7 dias para eliminar todo o ácido cianídrico que há na folha e é venenoso. Este prato é de origem indígena. Servido com arroz branco, farinha e pimenta.


Pato no Tucupí. São pedaços de pato previamente assados e depois cozidos no Tucupí, que é um caldo extraído da mandioca brava (o caldo amarelo na foto) e com jambú (a folha verde). O jambú possui propriedades anestésicas e gera uma leve sensação de tremor ou dormência na língua, mas não se assustem, é magniífico! Também é um prato de origem indígena e é servido com os mesmos acompanhamentos da maniçoba.


Patinha de Caranguejo. É mais comum as comermos nos bares e restaurantes, mas o bom de morar fora é que os tios fazem esta maravilha em casa pra matarmos a saudade quando vamos visitá-los. São só as patas maiores do caranguejo cozido, já descascadas e regadas com molho vinagrete. Há também a versão empanada. Servidas com farofa e arroz branco. Um sonho!


Caranguejo refogado. Só a carne desfiada do caranguejo cozido refogada com muito tempero. É servido com arroz branco, farofa e pimenta. Eu amo! (E esse da tia Yone é especialíssimo!).


Bolo de doce de leite cozido com castanha-do-pará e ameixas. Esse não é tão típico assim, mas faz o maior sucesso sempre que é servido. As sobremesas mais típicas são torta de cupuaçú, creme de bacuri, docinhos sortidos e mousses (de chocolate e de maracujá, geralmente). Mas esse, feito pela Betânia especialmente pra mamãe, é pra fechar a sessão com chave de ouro.



E pra quem achava que o turismo na região norte do Brasil era apenas ecológico, fica aqui o convite: Façam turismo gastronômico lá também. Os sabores são inigualáveis, exóticos e inesquecíveis! Pera aí que vou bem ali pegar um babador e já volto. :-)




sábado, 11 de outubro de 2008

Cabeça de Bacalhau!

No Brasil, cabeça de bacalhau é mito. Todos sabem que existe, mas ninguém vê, e é claro que morando em Portugal, não demoraria muito para que eu visse uma. Ontem, quase pulei de alegria quando vi no menu do restaurante onde fomos almoçar o prato "Cara de Bacalhau ao Grão de Bico". Não fui corajosa o suficiente para pedir, mas felizmente uma colega minha pediu e outra colega registrou o momento para que eu compartilhasse com vocês. Pode deixar que eu faço as honras da casa:
- Amigos do Brasil, cara de bacalhau.
- Cara de bacalhau, amigos do Brasil.

Reparem no detalhe dos dentes.

Parece um dinossauro em miniatura.

Se vocês acharam feio, esperem até eu publicar o peixe inteiro, aí sim, vocês verão o que é feiura, mas não importa, desfiado, com natas e batatas fica lindooooo!


quarta-feira, 2 de julho de 2008

Francesinha

Não aconselho os que estão de dieta a lerem esta postagem. Trata-se da Francesinha, um prato típico do norte de Portugal, mais precisamente aqui do Porto. Foi inventada por um francês que imigrou para cá e por isto tem este nome (foi o que me contaram).
A Francesinha tradicional consiste em camadas de pão de forma recheadas de salsicha, linguiça, bife de carne bovina (que se não for fininha e macia, fica o "ó"), fiambre e é coberta com queijo e o molho, que é o segredo da Francesinha.
O aspecto é muito bom, mas confesso que tive que comer umas 3 vezes para começar a gostar porque este molho é muito forte, leva várias bebidas alcólicas e se não for bem feito fica quase amargo. Além disso, é bem apimentado, mas você pode pedir "sem picante" caso não aprecie o formigamento na boca.
A versão especial é acompanhada de batata frita e vem com um ovo frito por cima de tudo. Dá pra imaginar?
Acho que o tal francês decidiu pegar tudo que havia de "engordiet" na geladeira dele, enfiou no pão, fez uma mistureba do que sobrou de álcool da noitada anterior e deu nisso.
Finalmente gostei desta fracesinha da foto, que devorei num café de Vila Real. Ingredientes de primeira e pão especial.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Siga a receita, ou melhor, a música!


Ainda falando em meus pais, como bons boêmios que são, a primeira feijoada que fizeram foi seguindo esta música do grande e incomparável Chico Buarque de Holanda. Está lançado o desafio...
Feijoada Completa
Mulher
Você vai gostar
Tô levando uns amigos pra conversar
Eles vão com uma fome que nem me contem
Eles vão com uma sede de anteontem
Salta cerveja estupidamente gelada prum batalhão
E vamos botar água no feijão
Mulher
Não vá se afobar
Não tem que pôr a mesa, nem dá lugar
Ponha os pratos no chão, e o chão tá posto
E prepare as lingüiças pro tiragosto
Uca, açúcar, cumbuca de gelo, limão
E vamos botar água no feijão
Mulher
Você vai fritar
Um montão de torresmo pra acompanhar
Arroz branco, farofa e a malagueta
A laranja-bahia ou da seleta
Joga o paio, carne seca, toucinho no caldeirão
E vamos botar água no feijão
Mulher
Depois de salgar
Faça um bom refogado, que é pra engrossar
Aproveite a gordura da frigideira
Pra melhor temperar a couve mineira
Diz que tá dura, pendura a fatura no nosso irmão
E vamos botar água no feijão