Tenho acompanhado este blog que se chama O Caderno de Saramago onde o próprio escreve textos, manda notícias... enfim, nos brinda com sua mente brilhante de maneira informal. Deixo aqui o endereço pra quem quiser dar uma conferida.
Beijocas e boa leitura!
Ps: No domingo fomos assistir "O Ensaio Sobre a Cegueira" e recomendo para quem ainda não foi. O filme é uma adaptação perfeita do livro e tão visceral quanto este, e para os que acham que o filme é sobre cegos, uma ressalva: O filme é sobre a natureza humana com toda a sua força e fraqueza, feiura e beleza.
Ontem fez 1 ano que cheguei no Porto morrendo de medo super ansiosa, sem saber o que seria da minha vida dali pra frente. Eu só sabia que tinha escolhido viver com o homem que amo e o pequeno grande detalhe dessa decisão era que ele vivia do outro lado do oceano. Deixei o emprego e o melhor salário que havia conquistado em minha vida profissional até então, deixei os melhores amigos do mundo, deixei a família que me faz falta dia e noite, deixei o apartamento que tinha alugado recentemente tendo que pagar uma multa pela quebra do contrato, deixei os finais de semana de baladas, bebedeiras, ressacas, sal e sol na praia de Ipanema, deixei a pouca estabilidade e a segurança que já tinha conquistado na vida para começar tudo de novo.
Logo no início entrei em depressão duvidei um pouco da minha decisão porque achava que nunca mais ia fazer amigos iguais aos que eu tinha no Brasil, que não ia me adaptar ao clima, que estava desperdiçando momentos valiosos ao lado da minha família e cheguei a pensar que o certo teria sido o Filipe ter ido morar comigo lá.
Um ano depois não me arrependo da decisão que tomei e me considero umexemplo a ser seguido feliz por ter superado a maioria dos meus medos, ou melhor, por ter aprendido a lidar com eles. Ainda não ganho o melhor salário da minha vida, mas trabalho com pessoas que se tornaram queridas; recentemente eu e Filipe nos mudamos para um apartamento que alugamos juntos e estamos adorando viver no centro do Porto; as baladas, bebedeiras e ressacas que antes curtia sozinha agora curto com o Filipe com a vantagem de que quando um mete o pé na jaca o outro se mantém firme e forte pra ajudar no dia seguinte; os melhores amigos do mundo que deixei no Brasil continuam sendo os melhores amigos do mundo mesmo à distância e quem disser que os portugueses são frios e antipáticos é um estúpido preconceituoso do cacete está completamente equivocado ou teve pouca sorte com as pessoas que conheceu por aqui porque eu fui muito bem recebida e adoro todas as pessoas com quem convivo. A saudade da família vou aliviando via Skype e orações (conversas que tenho com meu pai) e como fui uma boa menina durante este ano eles vêm passar o Natal e o Reveillon comigo e com meu “namorido” que está tão ansioso quanto eu para recebê-los.
Como bem observou ontem o Filipe, tudo o que vivo me afeta positiva ou negativamente, nada me é indiferente e eu posso lhes dizer que literalmente a vida não me passa ao lado.
Amoreco, você faz tudo isso valer a pena e quando estivermos velhinhos e você não tiver mais memória no seu disco rígido, você sempre poderá vir aqui pra se acabar de chorar lembrar que eu fiz e faria tudo isso por você de novo. Te amo.
Recebi a mensagem abaixo de uma amiga que já sentiu na pele o que é ter câncer de mama e qualquer iniciativa pública ou privada para ajudar a prevenir ou a detectar este câncer em seu estágio inicial é válida e faz a diferença vital para milhões de mulheres (e homens também). Portanto, mão no mouse galera! Basta um clique como vocês verão a seguir:
Queridos Amigos e Amigas,
O seu clique solidário não custará nada. Digam aos seus amigos ainda hoje!
O Instituto Neo Mama de Prevenção e Combate ao Câncer de Mama em conjunto com a Equipe do Site do Câncer de Mama gerenciam uma campanha que necessita de cliques para alcançar quotas que lhes permitam oferecer mamografias gratuitas a mulheres brasileiras necessitadas.
Demora menos de 5 segundos, mas fará uma grande diferença acessar o site e clicar no botão cor de rosa que diz: "Campanha da Mamografia Digital Gratuita".
Acesse diariamente o Website:www.cancerdemama.com.br Não demora e não custa nada, ajudem a detectar precocemente o câncer de mama. Ele tem cura!
Observação: Caso você ainda não saiba, 1% dos casos de câncer de mama acomete os homens.
Obrigado!
Instituto NEO MAMA de Prevenção e Combate ao Câncer de Mama
Esta é rapidinha só pra avisar que este blog está cada vez mais doidinho das idéias e acabou de inverter a ordem das duas últimas postagens que publiquei. A postagem sobre o Pedrinho foi publicada hoje, 21/11 e do jogo Brasil x Portugal foi ontem, 19/11.
Na disputa entre Cristiano Ronaldo e Kaká, meu voto vai pro Kaká, em todos os sentidos. O dia que o Cristiano Ronaldo deixar de fazer as sobrancelhas re-penso meus conceitos sobre ele. :-)
Madrugada de hoje, já ia no meu 15º sono e sonhava com os Playmobils da minha infância quando ouvi o Filipe sussurrar no meu ouvido:
- Amoreca? Sabe o teu país...?
Abruptamente retirada do meu mundo onírico de plástico pensei:
- Quê que tem? Explodiu?
Já recuperando a consciência, mas ainda sem coragem de abrir os olhos, só tive forças pra perguntar:
- Hãn?
Filipe expressando uma satisfação incongruente com a informação que me daria em seguida:
- Ganhou do meu país por 6 a 2!
E eu, tentando lembrar onde havia deixado a escadinha do meu Playmobil bombeiro e aliviada pelo meu país não ter explodido, respondi:
- Ah tá.
De manhã, levantei intrigada pensando:
- Porra, 6 a 2! Será que terminou em penalties? Jogo amistoso vai aos penalties?
Ao encontrar o colega que me dá carona pro trabalho, tudo ficou esclarecido. A seleção Canarinho desencantou mesmo e resolveu mostrar porque é penta campeã. Eu que tinha desejado um empate pra este jogo, fiquei mais do que orgulhosa e passei o dia recebendo os parabéns dos colegas no trabalho e entendi o proquê da satisfação do Filipe ao me dar a notícia, afinal, ele aprecia bom futebol e já tem metade do coração verde e amarelo.
Vocês devem imaginar a ansiedade que estou pra ter este pingo de gente saracuteando aqui por casa. Morro de saudades do meu Pedroca, quero aproveitar ao máximo todos os minutos ao lado dele pra compensar os dentinhos que não vi nascer, as primeiras palavras ditas que não ouvi, as atitudes inteligentes e surpreendentes que ele tem e não presenciei e tudo mais que a distância geográfica nos impediu de compartilhar.
Acompanho o desenvolvimento do Pedrinho pelo Skype, minha irmã me contou que quando ele ouve o som do Skype chamando, sai em direção do computador balbuciando "Dinda! Dinda!" Fico emocionada em saber que de alguma forma ele me reconhece, sabe da minha existência, por mais que ele pense que eu vivo dentro do computador, um dia ele vai entender que eu estive fisicamente longe, mas que nossos coraçõe sempre estiveram próximos e ele sempre teve e terá uma tia-madrinha-coruja presente.
Pedrinho, aqui na casa da Dinda Ladis e do Tio Filipe você vai poder fazer toda a bagunça do mundo! Vamos rolar no chão contigo e já vou começar a fazer estoque de rolos de papel higiênico, tá ok?
Este ano o outono chegou com cara de inverno e eu esperei virar outono de verdade pra escrever sobre ele. Definitivamente o outono é a minha estação preferida. O verão é ótimo por causa da animação das pessoas, dos festivais musicais, mas mesmo sendo verão temos que sair com um casaquinho a noite; a primavera é romântica com suas flores, mas aqui em Portugal há flores o ano todo nos jardins bem cuidados; o inverno... bem, ainda estou tentando criar uma relação de amizade com o inverno e no momento adequado torno a falar sobre ele.
Na minha opinião, nada se compara ao charme do outono. A cidade fica mais linda ainda com suas árvores em tons que vão do amarelo ao vermelho, as folhas caídas no chão são de uma beleza inigualável. No por do sol, a cidade fica literalmente dourada, o clima fica gostoso. O sol brilha e faz um friozinho confortável que não nos tira a coragem de sair de casa e ainda andamos bem agasalhados com apenas uma blusa de malha, um casaco e um cachecol. Fora toda essa questão climática e estética do outono, tem um lance existencial que me fascina. Vejo o outono como uma fase de renovação e de confirmação de que temos que aprender com as árvores a praticar o desapego (em todos os níveis). O que seria do outono se a cada folha que fosse cair as árvores gritassem desesperadas: "Oh, por favor, não vá! Você faz parte de mim! Você é minha! Fica comigo por favor! Eu te criei e você não pode se desprender de mim!" Soa muito egoísta, não soa? E por que não dizer até materialista?! Ah, essa feia mania que temos de achar que as coisas (e as pessoas) são nossas. Não são! Estão conosco por opção e ficam conosco o tempo que for necessário ou que lhes apetecer, e as árvores, mães sábias da natureza, nos dão uma lição de desprendimento e de que é preciso deixar partir para que haja renovação e continuidade no ciclo da vida. As árvores sabem que a cidade já usufruiu da sombra de suas folhas, dos sabores dos seus frutos e que agora precisa da beleza das suas folhas no chão.
Filipe e os cartazes do show que encontramos na rua ontem a tarde.
Brant Bjork está para o Filipe como a Madonna está para mim em termos de admiração por um artista. E como se não bastasse termos ido ver Madonna em setembro, fomos ontem ver o Brant e a banda que o acompanha, o The Bros. O show foi maravilhoso! O Brant Bjork é um músico completo, toca todos os instrumentos e arrasa nas composições de um estilo de rock pouco conhecido do grande público chamado Stoner Rock, também conhecido como Desert Rock (Roque do deserto). O som é daquele tipo que faz o ouvinte viajar com ou sem a ajuda de ervinhas verdes, no nosso caso sem! Apenas na cervejinha. É simplesmente impossível ficar parado ouvindo os riffs das guitarras e todo mundo saiu do show com cara de feliz. O Filipe saiu nas nuvens e eu felicíssima de ter estado com ele na primeira fila do show que ele mais esperava ver acho que desde que a gente se conhece. É muito bom ver quem a gente ama realizando seus sonhos e poder compartilhar estes momentos é melhor ainda.
O show foi neste barco, que é uma casa de shows com endereço no Rio Douro.
Detalhe do nome do barco. Adorei o sub-título: "O Barco do Rock'n'Roll e da Eletrônica Underground". Vamos ficar de olho na programação de lá que é sempre de boa qualidade, super alternativa e tem preços mais do que justos.
O Brant Bjork é aquele tipo de artista mais humano do que artista, hehehe. Ele próprio foi ao palco conectar os pedais e a guitarra dele antes do show começar. Vejam como eu e Filipe assistimos o show quase de cima do palco.
Nesta foto, o Brant estava no meio de um solo e posou pra mim, hihihi. O baixista, Dylan Roche, é uma figura! Permaneceu nesta posição do início ao fim do show. Só fazia balançar a cabeça devagarzinho pra frente e pra trás enquanto tocava e eu e Filipe o apelidamos de tartaruga.
O guitarrista, Maximo Radings, é um fofo e uma fera na guitarra. Ficou bem na minha frente e às vezes, eu tinha que desviar a cabeça do braço da guitarra dele de tão perto que estávamos. Ele distribuiu simpatia, levou bule e xícara pro palco e o Filipe advinhou que ele estava bebendo chá verde e ele confirmou rindo e fazendo sinal de positivo pro Filipe, enquanto um cara atrás da gente perguntava se ele bebia chocolate quente ou cerveja gelada. O garoto toca pra cacete! Arrasou nos solos!
O baterista, Giampaolo Farnedi, toca muito bem também, mas é mais compenetrado. Quase não sorriu, mas também não precisava, afinal fomos lá pra ouvir boa música e isso ele fez.
No final, encontramos com o guitarrista lá fora, demos os parabéns e eu na maior cara de pau perguntei se ele se importava de tirar um foto conosco, o que ele topou sem a menor cerimônia. Quase que eu o chamo pra ir tomar caipirinha lá em casa. Só não chamei porque achei que tinha uma grande chance dele aceitar o convite e ia querer levar os outros músicos e eu lembrei que tínhamos deixado a casa de pernas pro ar e mesmo depois de quase ter levado umas raquetadas dele com sua guitarra não estávamos tão ínitimos assim pra eu abrir a porta dizendo "não reparem a bagunça, tá?". Fica pra próxima.
No dia 11 de novembro comemora-se o dia de São Martinho e aqui em Portugal esta data é celebrada com uma festa popular chamada Magusto. Não me perguntem a origem do nome "Magusto" porque eu ainda não sei, melhor ainda, se alguém souber, conta aqui pra todo mundo fazendo um comentário nesta postagem, combinado?
O que sei é que o Magusto é mais tipicamente comemorado nas cidades menores e aldeias (o que seria das tradições e festas populares se não fossem as cidades do interior, hein?), mas nós tivemos a nossa dose de tradição na última sexta-feira. O Sr. Joaquim e a Sra. Manuela nos ofereceram as castanhas assadas, cerveja e um vinho do porto maravilhoso. Tradicionalmente, as famílias, vizinhos e amigos fazem uma fogueira na rua onde assam as castanhas, pulam a fogueira, fazem brincadeiras, cantam cantigas típicas e comem as castanhas acompanhadas de Vinho Novo ou Jeropiga. Lá no trabalho tivemos uma versão moderna do Magusto com as castanhas assadas num braseiro improvisado e apesar da fartura de cerveja e de vinho do porto eu não vi ninguém tentando pular o braseiro. A sexta-feira, que normalmente já é animada pelo simples fato de ser sexta, ficou muito mais gostosa.
Sr. Joaquim & Sra. Manuela posando especialmente pro Duas Terrinhas.
Pedro's tomando conta das castanhas enquanto o Sandro nos abastecia de cervejas.
Enfim, a segunda-feira chegou e o meu aniversário também. Passei o dia preocupada com medo do bolo estar uma porcaria e passar vergonha no trabalho. No domingo, mamãe foi dormir sem saber o resultado do segundo bolo e deixou um recado pros meus colegas: "Minha filha, se não der certo, leve assim mesmo pra não chegar lá de mãos abanando, peça desculpas aos seus colegas e diga que em dezembro quando eu estiver aí, eu mando um bolo 'decente' pra eles (sempre amei o fato de minha mãe ser muito realista, hehehe)". E eu, doida do jeito que sou, dei o recado a todos, em tom de discurso quando eles se preparavam pra cantar os parabéns. Eu tava tão tensa com a história do bolo que a tal musiquinha que eu temia tanto ouvir, não me afetou em nada. Parabéns cantado, presente (lindo!) ofertado em nome de todos, bolo desaparecido da 'bela' bandeja em fração de segundos e eu fiquei com a constatação de que fazer 34 anos é bem mais tenso do que fazer 24. Resoluções para o ano que vem: Não farei jantar em casa, combinarei jantar num restaurante como é costume aqui em Portugal (Conta? Cada um paga a sua e a amizade continua); e não farei bolo, comprarei feito.
Mãe, o pessoal pediu pra te dizer que o bolo tava horrível!!!!
Sandra e Gabi. O pratinho vazio virou o tema principal das fotos.
Xana, Lilia, Carlinha, Marta e Carla. Será que elas gostaram mesmo do bolo?
No domingo, conseguimos tirar os esqueletos da cama às 4:00 da tarde. Conseqüência da movimentação e do vinho no sábado. Como no trabalho é tradição comemorarmos os aniversários e o aniversariante é quem leva o bolo, resolvi que ia fazer algo especial pros meus colegas. Uma receita de bolo da vovó Léa e que a mamãe faz "de olhos fechados", como ela diz. Mamãe passou a receita pelo Skype, eu e Filipe fomos pro supermercado comprar os ingredientes e por volta das 19:30 comecei a fazer o tal bolo. Tudo certinho, bolo no forno e 3 minutos depois começa a cheirar a queimado. Pra meu desespero, o bolo queimou por cima e tava cru embaixo. Quem mandou eu assar bolo sem conhecer o meu forno? Consegui regular o tal aparelho e deixei terminar de assar, mesmo sabendo que ia ficar solado. Depois de jantarmos, comecei a derradeira tentaiva de fazer outro bolo com os ingredientes que ainda restavam. Bolo posto no forno benzido, rezado e encomendado a todos os santos protetores dos assadores de bolo de primeira viagem. Já passava da meia-noite quando ficou pronto. Ufa! Tava douradinho e cheiroso como um bolo normal deve ser. Mais um tempo esperando até esfriar e na hora de desenformá-lo me dei conta de que não tinha onde fazê-lo. Estava oculto em algum lugar do meu disco-rígido o fato de que bolo não pode ser levado no tabuleiro porque é brega e muito menos nas mãos. Sem ter mais o que fazer já quase 1:00 da manhã, despejei o bolo numa bandeja grande de servir bebidas às visitas (mas antes a lavei muito bem e forrei com papel laminado, ok?) e confeitei o bolo ali mesmo. O resultado final ficou agradável e acho que foi bom sinal o fato de só ter sobrado farelo misturado com papel laminado após os parabéns no trabalho. Confiram vocês mesmos:
Amo comemorar o meu aniversário e o dos outros, ou melhor, amo qualquer tipo de comemoração, acho que vocês já perceberam isso, né? Mas este ano (vocês devem entender o porquê) eu não quis fazer festa, e pra falar a verdade não queria ouvir "os parabéns pra você, nesta data querida...", nada contra somar mais um ano na bagagem da vida, mas simplesmente pelo fato de ano passado ter recebido a bênção de Deus de estar com meu pai (e minha família amada) e vê-lo cantar esta musiquinha fazendo aquela farra característica dele, cantando alto, assobiando forte com os dedos na boca e assoprando as velas junto comigo. Eu temia ouvir esta musiquinha este ano e me reportar a uma saudade dolorosa, portanto evitei grandes festejos... mas como o próprio Serjão deve ter comemorado lá em cima, eu não pude fugir 100% disso e o lado festeiro e alegre da família falou mais alto.
No sábado, chamei um grupinho de amigos queridos pra jantar aqui em casa. Eu e Filipe passamos o dia tensos, cozinhando e achando que a comida não ia dar pra todos, achando que as pessoas não iam caber em casa. Seríamos 11 pessoas para nos revezarmos em um sofá de 3 lugares e quatro bancos, não dava pra contar com a varanda por causa do frio e o esquema do jantar seria "quem for ao banheiro perde o lugar". No final das contas a comida deu que sobrou, a maioria era de fumantes acostumados a enfrentar o frio das ruas já que aqui não se pode fumar em locais públicos e a varanda acabou sendo muito utilizada. A noite foi muito divertida e acabou às 5:00 da matina quando os últimos convidados se foram. Meus vizinhos, mais uma vez, se comportaram muito bem e não se manifestaram e verdade seja dita, os convidados também se comportaram muito bem.
Pedro (empolgado pelo vinho, fez até discurso), Luís (derrubado pelo vinho, não tinha forças pra se levantar do sofá e foi obrigado a ouvir o discurso do Pedro), eu e Tiago.
Além de querida amiga, a Jack é leitora assídua do Duas Terrinhas e será assunto de uma postagem em breve. Aguardem pra ver.
Leca e Ricardo. Queridos novos amigos de boas risadas e estudo no curso da doutrina espírita.Ela é brasileira, de BH e ele daqui do Porto. Ela veio parar aqui por amor... acho que já vi esse filme...
Eu, João e Sara. Se não fosse o João, eu não teria conhecido e hospedado o Tó (foto abaixo) no Rio.
Eu e Tó. Se não tivesse conhecido o Tó, eu não teria conhecido o homem da minha vida, pelo menos não tão rápido.
Ultimamente tenho observado que tenho vários amigos que estão por aí ralando pra manter as contas em dia e paralelamente dedicam-se às suas paixões artísticas, desenvolvem seus talentos mesmo que seja por puro prazer, e eu que já sou tão famosa que saio até na capa da Vogue (essa edição ia ser com a Madonna, mas eles acharam que ela já é assunto muito batido por causa da turnê e resolveram apostar em mim), resolvi dar uma forçinha pra eles. A partir de hoje, de vez em quando vou contar aqui um pouco do que estes amigos talentosos andam aprontando. Tenho certeza de que após a divulgação feita no Duas Terrinhas suas carreiras vão bombar, vão ficar todos ricos, famosos, indicados à prêmios... e eu não quero nada em troca (só se insistirem muito em 'doar' 20% do que faturarem pra minha conta bancária anoréxica é que vou aceitar), apenas o sucesso dos que me cercam.
Na sexta passada iniciei o ciclo de boas-vindas aos amigos à nossa casa nova. Comecei pelas colegas do departamento de alemão no trabalho. A Gabi leu aqui no Duas Terrinhas que a temporada de "open house" ia começar e que ia haver caipirinhas, veio logo cobrar "e quando vamos ter as caipirinhas?". Nada melhor do que reunir a mulherada na noite de Halloween. Foi maravilhoso recebê-las em casa e sentir que mesmo ainda sem a estrutura de louças, cadeiras e decoração completa, nossa casinha tem um ótimo ambiente e o melhor de tudo: ótimos vizinhos! Ninguém reclamou das gargalhadas e da tagarelice de 9 mulheres juntas. Colegas dos demais departamentos e amigos em geral, não se sintam preteridos. Por uma questão de logística não dava pra convidar todos de uma só vez, mas isso é até bom, porque teremos motivo pra receber pessoas queridas em casa ao longo do ano (deste e do próximo).
A noite era pra ser de bebedeira, mas com tanta mulher junta, só podia acabar em comilança.
Carla, Carlinha (do inglês) e Gabi.
Patrícia, Ana e Carolina.
Dani, Marta e eu.
Ainda falta a Cláudia. A única foto que tirei do grupo todo não ficou legal, assim que eu consegui-la com a Dani, publico aqui.
Para nos deixar a vontade, nesta noite o Filipe foi jantar com o Pedro. Antes disso, me ajudou fazendo a limpeza da casa e cortou algumas frutas pra caipirinha. Antes de sair, me disse que estava muito feliz de ver que eu já estou formando o meu círculo de amizades. Se depender de mim, não terei um círculo de amizades, mas sim uma espiral, porque pra mim, fazer novos amigos e cultivar os amigos já feitos é um movimento sem fim.