segunda-feira, 25 de maio de 2009

Alianças de sobremesa

O Brinde "Viva os Noivos!"

Eu não poderia deixar de contar que no meio de todo o corre-corre pra resolver o casamento em duas semanas, minhas amigas do trabalho não se conformando com o casamento que não poderia passar em branco, fizeram um almoço em nossa homenagem no domingo anterior ao casório.

A esta altura dos acontecimentos já nem me sinto a vontade para chamá-las de "minhas amigas do trabalho" e tenho pelo menos três grandes motivos pra isso. Primeiro, elas não são só minhas amigas, já são amigas do Filipe também; Segundo, os seus namorados/maridos já são nossos amigos, então não posso mais chamar o grupo apenas de "minhas amigas"; Terceiro, este grupo já deu mais do que provas que é de amigos para a vida e não se restringe apenas ao ambiente de trabalho.

Como estamos em tempos de crise, o almoço ficou combinado naquele estilo "cada um leva alguma coisa" e o resultado foi uma mesa farta com direito a vinho e champagne para o brinde. Após o almoço eles todos se reuniram em volta da mesa e a Dani começou a falar em nome do grupo, dizendo que eles queriam nos presentear com algo especial, mas que os presentes de casamento dariam mesmo quando resolvêssemos fazer a cerimônia com toda a pompa. Eu já tinha comentado com o Filipe que eles iriam aprontar alguma coisa, mas minha imaginação passou longe da criatividade deles. Eu esperava um enfeite para a casa ou um jogo de panelas, mas eles nos deixaram boquiabertos quando nos ofereceram um envelopinho com um cartão assinado por todos e o valor em espécie para pagarmos as despesas com o casamento na conservatória e comprarmos as alianças. Eu senti um calor de emoção e surpresa subir dos pés à cabeça e levou uns minutos pra eu conseguir por as ideias no lugar e fazer o discurso de agradecimento. O Filipe mal conseguia falar, mas depois até que conseguiu agradecer de forma muito carinhosa.
Desde o dia em que o Filipe colocou esta aliança no meu dedo, cada vez que olho pra ela, lembro da nossa felicidade na conservatória e lembro da carinha de felicidade da Dani, da Pati, da Gabi, da Martíssima, da Dri, da Aninha, da Cláudia, da Carolina, da Carla, do Pedro, do Luís, do Rui, do Hugo, do Filipe da Marta e do Pedro da Dri quando nos deram este presente inesquecível naquele almoço que estará para sempre em nossas histórias e nossas lembranças.

Os noivos e as meninas.

Os noivos e os meninos.

Ensaiando pro dia da cerimônia.

A Dani fazendo o discurso de entrega do presente que nos deixou sem palavras por uns minutos.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Arteropis

Arteropis, a cidade da arte!

É com grande orgulho que apresento a vocês, amigos leitores do Duas Terrinhas, o blogue de um maravilhoso artista que calhou de ser meu irmão. Desde pequenino o João Paulo vem demonstrando o talento que tem para a arte, com 10 anos de idade ele já desenhava e escrevia histórias em quadrinho incríveis, dando provas de que seu talento vem acumulado de suas vidas anteriores a esta. Fora isso, a criatividade dele é impressionante! É impossível estar ao lado dele sem dar uma gargalhada de 5 em 5 minutos e agora, para deleite de todos nós, ele resolveu colocar o seu talento à mostra na Internet através do Arteropis, o blogue que ele acabou de criar. Neste blogue, ele literalmente criou um mundo a parte, um mundo onde eu gostaria muito de viver se lá não existir o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (é gente, traumatizei).

A história ainda está no início e eu duvido que você consiga ler uma postagem só. Além do texto ser super interessante, o que eu mais amei e me enche de orgulho é que cada imagem de cada postagem são pinturas e desenhos feitos por ele. São autênticos e lindíssimos!!!

Como eu já disse pro meu irmão, o Arteropis vai levá-lo longe e eu vou acompanhá-lo pra onde ele for! Tenho certeza de que seus quadros e as histórias por detrás dos quadros vão dar o que falar e se algum dia você ouvir falar sobre o Arteropis, pode encher o peito de orgulho pra dizer que vocês são amigos da irmã do artista, ou até mesmo do próprio artista, dependendo do caso.

Meu maninho lindo, estou apaixonada por tudo que sai da sua cabeça e virei fã seguidora da tua arte. Não pare nunca! Conte comigo pro que der e vier e deixa a poeira sentar por aqui que eu vou começar a pensar numa maneira de te trazer pra expor sua arte pelas bandas de cá, onde as pessoas dão muito valor à arte. Por enquanto, continue pintando, escrevendo e colorindo o nosso dia-a-dia e a nossa imaginação. PARABÉNS MEU LOURINHO!

Sra. Dona Larissa

Hoje aconteceu um fato muito engraçado. Estamos mudando de casa (de novo) e começamos a pedir cancelamento de contas de consumo e transferência de endereço de Internet e TV Cabo. Eis que liga o técnico da TV Cabo pro meu telemóvel a procura do Filipe. A conversa iniciou assim:

Ele: Bom dia, aqui é da TV Cabo para confirmar a transferência do serviço para a nova morada, eu poderia falar com o senhor Filipe Santos?
Eu (toda orgulhosa): Este número não é o dele, mas eu sou a ESPOSA dele. O senhor quer tratar comigo ou quer o nº dele?
Ele: Posso tratar com a senhora. Como é seu nome?
Eu (mais orgulhosa ainda): É Larissa.
Ele: Pois bem, SENHORA DONA LARISSA, blá, blá, blá...

Não dá muito mais moral dizer "sou a esposa dele" do que "sou a namorada dele..."? Pois é, foi assim que me senti, cheia de moral, hehehe. E o "SENHORA DONA LARISSA, obrigada por aguardar", "SENHORA DONA LARISSA, obrigada pela confirmação dos dados" não sai da minha cabeça. Fiquei com a leve sensação que os técnicos da TV Cabo são os mais educados do mundo! :-)

terça-feira, 19 de maio de 2009

SIMMMM!

Eu e meu MARIDO!


Costumo dizer que a minha vida tem sido uma volta na montanha-russa e no dia 15/05 ela deu mais um loop daqueles que nos deixa de cabeça pra baixo fazendo o mundo revirar.

Às 11:45 da manhã de sexta-feira estávamos sentados perante a Sra. Olga Pacheco, conservadora que muito amavelmente nos conduziu a condição de casados pela lei dos homens. Digo isso porque pela lei de Deus, eu já estava unida ao Filipe por um amor incondicional já há algum tempo. Foi tudo simples e bonito. Por incrível que pareça, eu não chorei. Senti uma felicidade imensa o tempo todo e não conseguia tirar o sorriso do rosto. Senti muita paz e me senti segura assumindo o compromisso de amar, respeitar, ser fiel e acompanhar o Filipe pela vida afora.

Nossas testemunhas foram a minha sogra e a minha cunhada e um casal de amigos que amamos, a Leca e o Ricardo. Uma grande surpresa foi a presença do querido amigo Pedro. Ele trabalhava comigo na Jaba e mesmo tendo saído de lá, não deixou afrouxarem os laços de amizade que tem conosco e nos presenteou com sua presença.

Decidimos não mudar nossos nomes de solteiros para evitar mais burocracia na nossa vida e se no futuro mudarmos de ideia, podemos alterar isso.

Após o casamento fomos almoçar no Tendinha, um restaurante típico e aconchegante da Baixa do Porto. Vinho do bom, o sogrinho levou champagne e a sogrinha levou flores pra mesa e um bolo de-li-ci-o-so!

Estávamos muito felizes e eu fiquei com a sensação de que deveríamos ter feito isso mais cedo, pelo menos deveríamos ter aproveitado a presença da minha família aqui no início do ano, mas Deus escreve certo por linhas tortas e Ele sabe o que nos reserva pela frente. Se depender de nós, ainda faremos muita festa pra comemorar a nossa união. Muitos dos nossos amigos ainda nem sabem que casamos, mas se são nossos amigos merecem compartilhar conosco dessa nossa felicidade e a gente vai arranjar tempo e ocasião pra estar com todos eles (em Portugal e no Brasil).

Queremos agradecer do fundo do coração a todos aqueles que vibraram por nós, que se assustaram conosco e que se alegraram com a nossa alegria, aos que nos presentearam e a todos que de alguma forma fazem parte da nossa história e nos ajudaram a chegar aonde estamos. Saibam que cada um de vocês tem um lugar especial em nossos corações.

Com os sogrinhos e a cunhadinha.

Com a Leca e o Ricardo.

Com o Pedro.

No almoço, eu e Leca felizes da vida.

Brinde com a cunhadinha.

As alianças.

Após o almoço e algumas taças de vinho.

Aproveitando o cenário bonito da cidade na saída do restaurante.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Bye-bye solteirice!



Quem disse que essa história de pegar o bouquet no casamento das amigas não dá certo? Peguei o bouquet no casamento da Bárbara com o Diogo e olha lá, já estou na minha última noite como solteira. Na verdade, essa coisa de despedida de solteira não faz muito sentido quando o seu coração já não está mais disponível para outros há muito tempo e principalmente se você já mora junto e leva uma vida de casada, por isso, não estou "nervosa" por casar amanhã, estou ansiosa, mas nervosa não. Estou muito feliz e queria registrar isso. Amanhã a partir das 11:30AM, estaremos perante uma autoridade oficializando um compromisso que já assumimos há quase três anos atrás, o de nos cuidarmos, nos respeitarmos e de nos amarmos.

Desde que entrou na minha vida, o Filipe tem sido meu melhor amigo, meu grande companheiro e cúmplice, amanhã ele se torna meu aliado, passaremos a usar até uma aliança para simbolizar isso. A partir de amanhã eu deixo de apresentá-lo aos outros como "meu namorado" e passo a pronunciar a imponente frase "este é meu marido". Tudo ganha um peso maior e um sabor especial. Um sabor que pretendo manter para sempre.

Quero aproveitar para agradecer em meu nome e em nome do Filipe todas as lindas mensagens e os inesperados (e maravilhosos) presentes que os nossos amados amigos e família têm nos enviado. Seremos eternamente gratos.

Um grande beijo para todos que lêem o Duas Terrinhas, que a nossa felicidade possa chegar até vocês através dessas letrinhas.

sábado, 9 de maio de 2009

Grandes novidades

Fiquei de dar notícias sobre a minha audiência com o SEF e sumi. Vocês devem estar imaginando o porquê. Se o resultado fosse bom, eu já teria feito festa pra comemorar e já teria compartilhado com vocês aqui no Duas Terrinhas. Acontece que as coisas tomaram um caminho que eu não esperava. Parece que o SEF entrou numa onda de vetar a legalização de novos imigrantes a torto e a direito, custe o que custar, nem que para isso tenha que contradizer suas próprias leis. Foi o que eles fizeram comigo.

Ano passado, quando fui ao balcão do SEF na Loja do Cidadão perguntar como poderia fazer para ter autorização de residência e trabalhar aqui, já que eu era turista e tinha assinado um contrato de trabalho, eles me instruíram a fazer a Manifestação de Interesse no site deles ANTES do meu prazo como turista expirar, pois um dos requisitos para poder se candidatar à Manifestação é ter entrado de forma legal no país (o que eu fiz), ter assinado contrato de trabalho (o que eu assinei) e estar inscrito e em dia com a Segurança Social (o que eu estou). A funcionária que me atendeu ainda disse que o meu prazo estava em cima da hora e que eu devia correr para me inscrever antes do dia 26 de julho, caso contrário, minha permanência como turista expirava e além de ficar ilegal, ainda teria que pagar multa. Corri que nem louca pra ter o número de inscrição na Segurança Social a tempo e finalmente me inscrevi em 21 de julho. Quase um ano depois, eles vêm me dizer que a minha Manifestação de Interesse foi negada porque eu fiz pedido DURANTE o meu prazo como turista, que eu tinha que ter deixado isso expirar para depois solicitar regularização. Dá pra entender???

Resumo da Ópera, recebi uma multa por ter permanecido aqui mais tempo do que deveria (à espera deles), mas pelo menos essa multa eles tiveram o bom senso de perdoar e ainda afirmaram que eu só iria receber o perdão da multa porque não recebi a autorização de residência. Fora isso, me deram uma notificação de 20 dias para sair do país “voluntariamente”. Eu fiquei atônita, sem saber o que dizer e só consegui chorar… a funcionária que me atendia se sensibilizou com a minha trsiteza e disse pra eu procurar o setor jurídico do CNAI (Centro Nacional de Apoio ao Imigrante) para receber orientação gratuita. No dia seguinte eu e Filipe estávamos com a advogada do CNAI, que aliás, foi muito compreensiva e prestativa. Após redigir o pedido de reapreciação e de prorrogação do meu prazo de permanência aqui para aguardar o resultado, nos disse que não custava nada tentar, mas que era muito difícil o SEF voltar atrás de uma decisão tomada, mas que pelo menos enquanto eu esperava a nova decisão, poderia permanecer aqui.

Saímos de lá com um misto de esperança e medo, passamos uns dias com a sensação bombástica da notícia de que teríamos que nos separar sem nos deixar dormir. Por isso, decidimos que está na hora de tomarmos as rédeas da situação e resolvermos as coisas do nosso jeito: casando. Já devíamos ter feito isso há muito tempo para nos poupar de toda essa dor de cabeça burocrática, só que achávamos que com contrato de trabalho e todos os outros números que eu deveria ter seria mais válido porque eu teria autorização para trabalhar e poderíamos continuar guardando este evento para o momento apropriado em nossas vidas, mas devido às circunstâncias vamos ter que antecipá-lo. Agora, a nossa necessidade de estarmos juntos está ameaçada e eu que sempre tentei fazer tudo certinho não me vejo saindo do país às pressas, como se fosse uma criminosa.

Na sexta-feira (15/05) nos casamos no civil. Os pais do Filipe e um casal amigo serão nossas testemunhas. Não vai ter festa, não vai ter bolo e nem vestido de noiva, mas vai ter a prova de que o nosso amor fala muito mais forte do que todas essas leis inventadas pelos homens. A celebração com tudo que a gente tem direito acontecerá assim que possível, planejada com calma pra sair do nosso jeitinho (com muito champagne e rock n’ roll) e com certeza terá duas versões: a portuguesa com amigos e família daqui e a brasileira com amigos e família daí. Aguardem.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

O Evento

Agora esqueçam todos os perrengues que passamos para estarmos no casamento da Bárbara e do Diogo e curtam um pouquinho da festa maravilhosa que compensou todo o esforço que fizemos. O esforço foi feito porque a Bárbara e o Diogo são pessoas muito queridas e quando eu ainda morava no Rio e eles já estavam de volta ao Porto, já falavam em casar, em consolidar a união que já existia há 10 anos. Eu torcia por eles e dizia que eles tinham que me avisar a data com muita antecedência pra dar tempo de eu pagar as passagens Rio-Porto-Rio em pelo menos "10 suaves prestações". O tempo passou, eu vim morar no Porto e nossas vidas corridas em áreas diferentes da cidade não nos permitem estar tão juntos quanto costumávamos estar no Rio, mas o grande carinho que tenho por eles e as boas lembranças do que vivemos no Brasil me impulsionaram a estar lá no dia 2 de maio para presenciar mais esta página virada na história deles. Valeu muito a pena! Espero que a perfeição da festa se reflita no dia-a-dia da vida de casados deles e quero que eles saibam que esta linda celebração não sairá da nossa memória, minha e do Filipe. Parabéns Dioooooooogo e querida amiga Bárbara! Perpetuem "the love generation".

Nós e os noivos.

"O charme e a elegância de Filipe Santos (27), no enlace matrimonial de Diogo Melo (31) e Bárbara Koch (29), figuras carimbadas em nossas páginas."

Querida Dona Assunção, vó da Bárbara que me hospedou na minha primeira vinda a Portugal, de férias em 2006.

Um recanto que adoramos.

O bolo. Simplicidade e elegância andam de mãos dadas.

Mesa de queijos, frios e doces.

Querem ver os doces mais de perto, né?

Filipe e Diogo.

Bárbara e eu.

Sim, eu peguei o buquê, aliás, peguei não, aparei o buquê, caiu no meu ombro, só tive que segurá-lo pra não cair no chão. ;-)

No final da festa, tinha chinelos pras moçoilas que não aguentavam mais os saltos altos, eu era uma delas, é claro.

Visão noturna do Parque da Penha, onde foi a festa.

O Filipe, como bom trasmontano que é, tendo dito "vinho" antes de dizer "mamãe", manteve a classe até o fim!

terça-feira, 5 de maio de 2009

Pré-evento

No sábado passado fomos ao casamento de um casal amigo desde os tempos do Brasil, Diogo e Bárbara disseram o "sim" em uma bela igreja em Guimarães e isto nos fez ter de ultrapassar certos desafios para estarmos lá.

Desafio #1
No convite veio escrito "Traje: Fraque". Fraque? Como assim, fraque? Aquele que os maestros e os pinguins usam? Mas o Filipe não tem fraque!
Solução: Alugar um fraque. Fora isso ele teve de comprar camisa social branca, gravata e sapatos sociais (pelo menos na loja onde alugamos, estes complementos não vinham incluídos), quem conhece o Filipe sabe que o estilo dele tá mais pra cantor de rock em festival alternativo do que pra frequentador das páginas de Caras.
No final das contas: O Filipe amou usar o tal fraque. Voltou da loja de aluguel de roupas empolgadíssimo, dizendo que o fraque é muito mais bonito e alternativo que um fato normal e passou os dias que faltavam pro casamento ansioso para vesti-lo. No dia, ficou tão ou mais nervoso que o noivo (eu acho) e só relaxou quando chegou na igreja e viu todos os outros "fraqueados" juntos. Ele já decidiu que no futuro vai mandar fazer um fraque sob medida para ele e de agora em diante, espera receber vários convites de casamento que peçam fraque como traje.

Desafio #2
Eu não tenho vestido social aqui em Portugal! E onde vou arranjar dinheiro para comprar um agora? As *amigas do trabalho se mobilizaram para me ajudar e até me ofereceram vestidos delas para eu experimentar, mas já que ainda temos 2 casamentos para ir até o fim do ano, decidi que era melhor comprar um que coubesse direitinho em mim e que eu ainda possa usar muito.
Solução: A minha fada-madrinha estava aqui na semana que antecedia o casamento e como toda fada-madrinha que se preze, ela me proporcionou o traje para eu ir bela como a Cinderela à festa.
No final das contas: Eu e algumas amigas do trabalho tivemos umas tardes a la Sex and The City (versão genérica) em lojas de marca com aquele lance de coleções passadas que ficam pela metade do preço. Encontrei o vestido ideal logo na primeira loja. A mãe da Dani ajustou o comprimento do vestido e eu me senti realmente muito elegante, digna de acompanhar o senhor fraqueado ao evento. Na festa o que eu mais ouvia era "gaja, estás muito gira!" traduzindo "garota, estás muito bonita!".

Desafios #3 e 4
Não temos carro pra ir e vir de Guimarães e mesmo se tivéssemos eu não ia deixar de beber para depois dirigir de volta ao Porto. Temos que dormir lá. "Dormir lá? Lá tem parque de campismo?" "Filipe, como é que a gente vai se vestir a rigor numa tenda de campismo?" Descartada esta hipótese, partimos para outras mais realistas.
Solução: Fomos e voltamos de comboio e tivemos de ficar num hotel 3 estrelas porque foi o único que tinha vaga para aquele fim de semana e que aceitava reserva pelo telefone sem ter que fornecer número de cartão de crédito, pois o meu cartão internacional o Bradesco resolveu cancelar por furto sem ele nem ter sido furtado e o cartão que solicitei do meu novo banco aqui em Portugal ainda não chegou.
No final das contas: O hotel era bem confortável, em frente à estação de comboio, o que nos facilitou muito a vida, e relativamente perto da igreja e do local da festa, aliás, em Guimarães tudo é perto.

Desafio #5
O nó da gravata. Quando compramos a gravata do Filipe a senhora que nos atendeu ensinou a dar o nó e nós acreditamos que tínhamos aprendido. Enquanto eu me maquiava pra festa ouvia o Filipe quase dando um nó em si mesmo, menos na gravata. Resolvi dar uma forçinha e depois de duas tentativas, desisti.
Solução: "Filipe, vai lá na recepção do hotel e pede pro recepcionista te ajudar. Ele usa gravata pra trabalhar e vai fazer isso de olhos fechados." E o Filipe: "Achas mesmo?" "Acho! Vai lá amoreco, não perde mais tempo com isso." Uns minutos depois, entra o Filipe no quarto dizendo: "Amoreca, ele também não sabe. Ninguém sabe dar nó em gravata aqui neste hotel. Ele até que teve boa vontade, ligou pra todos os colegas dele e pras camareiras e ninguém sabe. Ele disse que aquele nó da gravata dele já veio feito e ele nunca mais desfez, só faz afrouxá-lo e apertá-lo, mas eu vou dar um jeito...
No final das contas: Eu me maquiando na casa de banho e o Filipe lutando com a gravata no quarto. Já estava 10 a 0 pra gravata quando ouvir o Filipe dizer: "Isso tem que ter lógica matemática! É uma questão 'booleana'... e foi assim, com a ajuda da matemática que o Filipe deu o seu primeiro nó de gravata e nós seguimos lindos, perfumados e endividados até à terceira geração pro casamento do ano!

(Não perca a continuação desta história com fotos da festa na próxima postagem)

* Amigas do trabalho que me deram a maior força: Patrícia, Dani, Mônica, Martíssima, Dri, Gabi, Aninha, Carolina e Olímpia. Muitos beijos e um grande obrigada a todas!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Fada-madrinha

Portão de desembarque do aeroporto Francisco Sá Carneiro, um dos meus lugares preferidos no Porto.

Não sei se ela é fada porque é minha madrinha ou se é minha madrinha por ser uma fada. O que importa é que ela tem todos os requisitos para ser literalmente minha fada-madrinha. É elegante, generosa, sabe aconselhar e sempre, sempre chora nas chegadas e nas partidas (e não duvido nada que vai chegar ao fim desta postagem chorando, hehehe).

A tia Yone é a única irmã do papai (além dela, ele tem dois irmãos) e por eles serem muito parecidos e eu ter nascido com a cara dele consequentemente sou parecida com ela. Cresci com as pessoas perguntando se eu era filha dela e ela dizia "não, a Larissa é filha do Sérgio, meu irmão, mas é a minha cara, não é?"

Quando meus pais decidiram ir morar em Fortaleza eu fiquei 1 ano morando na casa dela enquanto tentava transferir a faculdade para lá e naquela época ela dava aulas de inglês no CCBEU. No fim do dia, costumava trazer dois brigadeiros pra casa, um pra Rafa e outro pra mim. Quando finalmente fui morar com meus pais, ela me ligou chorando porque naquele dia só tinha um brigadeiro no prato e a partir dali seria assim, a família espalhada pelo Brasil.

Já perdi as contas de quantas vezes chorei de saudade ao abraçar a tia Yone, seja nos encontros ou nas despedidas… isso é tão certo que a gente já até chora e ri ao mesmo tempo porque é sempre a mesma coisa.

No fim de semana passado, tivemos o prazer de chorar juntas novamente. Ela aproveitou a oportunidade de ir à Paris e deu uma "esticadinha" até o Porto pra me ver. Foi maravilhoso! Eu e Filipe a recebemos com toda a honra que ela merece, com direito a bacalhau com natas na chegada e scones com geléia na saída. Tudo feito pelo Filipe!

Na sexta a tarde fomos visitar as Ribeiras de Gaia e do Porto e fizemos uma deliciosa visita à cave de vinho do porto Sandman, depois a levamos na Confeitaria Petúlia pra fechar o dia de forma bem doce. No sábado fizemos o tour pelo Porto naqueles autocarros turísticos de dois andares. O dia estava bonito e deu pra apreciar bem a cidade. Fizemos uma parada no Museu de Serralves e ela sendo a talentosa pintora e grande apreciadora de arte que é, aproveitou para ver todas as exposições em cartaz naquele belíssimo museu. Mesmo com uma chuvinha fina no fim do dia ainda conseguimos passear e fotografar o Jardim de Serralves. No domingo os pais do Filipe vieram conhecê-la e nos levaram à Fátima. Tia Yone ficou encantada com o Santuário, rezamos, acendemos vela em nome dos nossos queridos e ela ainda teve a sorte de assistir à missa de domingo por lá. Na segunda fomos resolver a parte "burocrática" da viagem (compras, compras e mais compras) e o resultado foram 3 kg a mais na bagagem.

Acho que ela gostou muito do Filipe, do Porto e de ter estado comigo. Espero que a canseira que demos nela não a tenha traumatizado e que ela volte por cá com mais calma. Ainda ficou muita coisa por ver, comer e sentir.

Muito obrigada minha tia linda por ter trazido mais um pouquinho de mim pro meu novo lugar!

Visita à Cave

Cheers!

Passeio turístico pelo Porto.

E mais passeio!

No Museu de Serralves

Nos Jardins do Museu.

No Santuário de Fátima.