segunda-feira, 25 de agosto de 2008

O fim de semana

Este final de semana começou com preguiça e tédio no sábado, mas nada como jantar num bom restaurante pra acabar com o tédio de um casal tão comilão como eu e Filipe e de sobremesa encontramos com a querida amiga Rita que passou que nem o cometa Halley aqui por Portugal, mas deu pra matar um pouquinho da saudade.
No domingo já estávamos totalmente imbuídos do espírito desbravador novamente e botamos o pé na estrada, quer dizer, nos trilhos. Fomos de metrô visitar Póvoa de Varzim e Vila do Conde.
Cometemos o sacrilégio de almoçar em Póvoa e seguir para uma feira gastronômica em Vila do Conde. A feira estava maravilhosa, degustação de tudo pra incentivar as vendas; restaurante brasileiro vendendo feijoada, escondidinho de charque, coxinha de galinha e ainda tiveram o desaforo de por uma moça vestida de baiana vendendo acarajé à dois euros e meio bem na porta do restaurante, pode?! Eu naquele momento queria que meu estômago fosse um saco sem fundo, mas infelizmente não é e fiquei lá, babando com tudo, sem conseguir degustar uma azeitoninha... eu olhava pro Filipe e o via triste, abatido e prometi pra ele que só sairíamos de lá depois de termos degustado alguma coisa. Lá pras oito e meia da noite começamos os trabalhos: comi bolo prestígio do restaurante brazuca, tomamos licor de ginja no copinho de chocolate, o Filipe degustou o queijo da Serra da Estrela, provamos umas geléinhas, umas fatias de paio do lombo de porco da raça Bísara (carésimo) e enfim, estávamos prontos pra voltar pra casa. A feira Gastronômica de Vila do Conde acontece anualmente, tem todas as áreas de Portugal representadas e um país convidado (este ano o Brasil), tem entrada livre e vale também pelo passeio à Vila do Conde.

Monumento em homenagem aos professores. Amei!


Colméia exposta na feira gastronômica. Foto tirada em homenagem ao meu cunhadinho Marquinhos.


Os pescadores locais apostaram quem contava a maior mentira. Eu ganhei, hehehe.


O Aqueduto de Vila do Conde é famoso. Levava água do Rio Ave até o Convento de Santa Clara. Tinha 999 arcos inicialmente, hoje há ainda vários cortando a cidade. Deu saudade da Lapa, no Rio, mas estes arcos são bem mais imponentes.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

E de quebra... Vigo!

Saímos das Islas Cíes no barco de meio-dia e nosso autocarro de Vigo para o Porto só saía às 23:15, como era de se esperar, isso não foi problema para nós porque aproveitamos para conhecer Vigo. Valeu muito a pena, adoramos Vigo e vamos começar a frequentar esta charmosa cidade. Vigo tem aproximadamente 300 mil habitantes, é super limpinha, organizada, seus prédios de arquitetura antiga clássica se misturam com barzinhos (taperias) super descolados e vários têm estilo bem contemporâneo, as pessoas são simpaticíssimas e o idioma galego é uma mistura de português com espanhol que entende-se com muita facilidade. Fora isso, andar de taxi lá é barato e até os domingos são animados, pelo menos na zona do porto, que é a zona turística de lá.

Marina de Vigo. Lá você pode alugar um barco e sair explorando as praias e ilhotas ao redor.

Pedimos uma Sangria e pra nossa surpresa veio acompanhada deste pratinho de petiscos que eles chamam de Pinchos. No bate-papo com uma moça na mesa ao lado, ela me disse: "Se no hay pinchos, nosotros no sentamos!" Me disse ainda que há bares onde eles ficam servindo vários tipos de pinchos enquanto você toma sua bebida, como num rodízio de petiscos, e você só paga o que beber. Entenderam porque vamos passar a frequentar mais esta cidade? :-)


Nós e o Zé bebendo vinho de uma forma tradicional por lá: na tigelinha.


Na praçinha em frente à Marina, o Filipe saboreia uma cerveja já pensando na Sangria.


Esta é a Praza da Constituicion, na verdade é um largo, cheio desses barzinhos com mesinhas do lado de fora. Um ambiente delicioso pra passar a tarde de domingo.


Praza de Espanha.


Eu não disse que o moderno se mistura com o clássico?


Vejam a simpatia do povo de Vigo estampada no rosto da Ana. Ela é uma guia turística que nos atendeu nesta cabine de informações. Nos deu todas as dicas sobre como deixarmos as mochilas guardadas na "Estacion de Autobus", nos deu mapas e até o telefone dela caso quiséssemos participar de uma trilha que ela ia guiar no fim da tarde. Nós já não tínhamos pernas pra trilha, mas me senti no Brasil com a simpatia dela e o prazer em nos orientar. Espero encontrar muito mais Anas pela estrada afora.


Este monumento está no Porto de Vigo. Eu o achei intrigante.


O forte da culinária de Vigo são os mariscos. Estas senhoras preparavam as ostras com tanto capricho que eu até tive vontade de provar, e olha que já morei em Fortaleza e via ostras sendo vendidas e devoradas na Praia do Futuro como quem via alguém comendo chuchu. Desisti das ostras quando soube que o prato era 12 euros. Em fim de viagem, já não há verbas para certas estrepolias.


Uma ruela do centro de Vigo. Se nossa tenda fosse de 2 quartos, o Filipe já ficava entalado por lá.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Islas Cíes

  • Trajeto Porto-Vigo: 1h (carro) / 2:30h (autocarro) - 24 Euros (ida/volta)
  • Trajeto Vigo-Islas Cíes: 45min (barco) - 18,50 Euros (ida/volta)
  • Cartão de Campista: 10 Euros (reembolsado no pagamento do camping)
  • Diária no camping: 7,50 Euros (P/pessoa) + 7,50 Euros (tenda tipo iglu/dia)
  • Cerveja no bar do camping: Varia de 2,20 à 3,00 Euros a long neck
  • Funcionamento do camping: Somente no verão (Julho/Agosto/Setembro)
  • Estrutura oferecida: Banheiros; Chuveiros (água quente paga variando de 0,20 à 1,00 euro); Máquinas de lavar roupas; Pias p/ lavar louça; Mini-mercado; Bar; Restaurante.
Difícil foi decidir qual foto publicar aqui. As Ilhas Cíes ficam numa reserva natural com trilhas, praias, um parque de campismo, uma floresta linda de eucaliptos e um ambiente super descontraído. Nós amamos acampar lá porque o clima era mesmo de gente que ama a natureza e que estava lá pra curtir os amigos, a família e o meio ambiente. Por falar em família, tinha lá famílias inteiras acampando, desde a avó ao bebê e a estrutura que eles levam é impressionante. Eu e Filipe vamos tentar voltar lá ainda neste verão, mesmo a ilha sendo pequena, ainda ficou muita coisa por ser vista e, falando honestamente, quem pode se cansar de um paraíso como esse?

Na água cristalina da Praia das Rodas.
Alguém notou eu tentando esconder a barriga? Não, né?


Assim que saimos do barco, esta é a vista de boas vindas que temos. Praia das Rodas.

A área pro campismo é ampla, arborizada e ao mesmo tempo bem iluminada. A vista é perfeita!

Filipe e Zé (amigo que foi conosco), tentando adivinhar onde estava a trilha que íamos fazer pra chegar no topo daquele morro. Melhor que a adivinhar, foi fazê-la.

Foto tirada especialmente pros leitores deste blog. No fim da trilha, no topo da montanha!

Este é o barco que faz a travessia pras Ilhas. Primo rico das barcas Rio-Niterói.

Se essa água não fosse salgada, eu bebia. Aliás, bebi sem querer. Coloquei os óculos de mergulho e na hora de puxar o ar pra mergulhar, não notei que já estava mergulhando, hihihi.

Mapa das Ilhas com suas quatro trilhas. Destas, só fizemos uma. Temos mesmo que voltar lá.

A trilha é quase uma estrada e a floresta de eucaliptos é linda e perfumadíssima. O Filipe também é lindo. ;-)

Ah! Detalhe importantíssimo: Lá não há cobras. E se houver, não me contem.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Parabéns Pro Filipe!!!

E por falar em envelhecer, hoje o Filipe completa 27 anos e para nós, isto é motivo de muita comemoração. Resolvemos aproveitar que sexta passada foi feriado aqui em Portugal e celebrar da maneira que mais gostamos: Pé na estrada, casa nas costas e um local novo para desbravar. Desta vez, o local escolhido foi literalmente um achado. Pesquisando no Google as praias da Galiza, achamos as Islas Cíes, duas ilhas interligadas na costa de Vigo. Movidos pelo desejo de comemorar o aniversário do Filipe num lugar especial e de escolha dele, lá fomos nós descobrir se as Islas Cíes eram aquilo tudo que prometiam pelas imagens do Google e eu lhes digo que nossas expectativas foram superadas. Fiz várias fotos e alguns videozinhos para compartilhar com vocês, mas isto fica para a próxima postagem, com todas as dicas para quem desejar ir lá.
Por agora, o que eu queria dizer mesmo é que este é o primeiro aniversário do Filipe que passo ao lado dele e mesmo não tendo bolo e nem "Parabéns Pra Você," não poderia ter sido melhor. Ele ganhou alguns presentes de mim, mas quem ganhou o maior presente fui eu, porque a cada viagem que fazemos, fica mais claro o quanto a gente ama fazer as mesmas coisas e o quanto o nosso senso de companheirismo e cumplicidade está cada vez mais afinado. Hoje, exaustos da viagem ainda fomos comer um Calzone e ao final do jantar, ele olhou nos meus olhos e disse todo emocionado: "Amorequinha, és mesmo a minha melhor amiga". E isso apesar de não ser propaganda do Mastercard, também não tem preço.

PARABÉNS AMOR DA MINHA VIDA POR SERES QUEM ÉS HOJE E SEMPRE!

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

E que o tempo passe!


Um grande amigo fez 30 anos ontem e me perguntou como era fazer 30 porque ele estava em crise. E eu respondi:

Não dói.

Se tem uma coisa que eu não entendo é a ambivalência dos humanos. Por um lado querem vida longa, cantam “muitos anos de vida” nos Parabéns à Você, mas fazem de tudo para não demonstrar sinais de envelhecimento e temem cada década virada no seu calendário. É claro que no fundo, este temor todo se deve à lógica de que quanto mais envelhecemos, mais perto estamos da morte, mas quem disse que a vida tem lógica? Quantos avós já não enterraram seus netos?

Não faz sentido.

Para mim, chegamos a um ponto em que o medo da morte assumiu proporções maiores que a do amor pela vida. Apesar de toda a facilidade da comunicação virtual que confirma através de pesquisas que todo ser humano está a sete intermediários de distância de qualquer pessoa de qualquer ponto do globo, as pessoas se relacionam cada vez menos na vida real, se deformam em cirurgias plásticas agressivas, castigam seus organismos tomando remédios para emagrecer, cápsulas para energizar pela manhã e pílulas para conseguirem dormir a noite.

Eu não entendo.

Tem gente que entra em crise ao fazer 30 e quando chega aos 40 pensa: "Onde eu estava com a cabeça em achar que aos 30 estava ficando velha? Agora é que estou ficando velha!" e sem tirar nem por, repete a mesma questão ao fazer 50 e assim por diante... Isto só comprova que a gente passa a vida temendo o que não deve temer e achando que somos o que não somos. Eu tenho 33 anos, faço 34 em novembro e simplesmente não penso nisso, a não ser quando lembro que o relógio biológico tem uma certa validade no quesito reprodução. No geral, me sinto hoje como me sentia aos 30, aos 20, aos 15 com diferença de que agora possuo o discernimento para saber como deveria me comportar perante o mundo aos 30, aos 20 e aos 15.

Excesso de bagagem.

Na progressão da minha vida aprendi o que é amor e recentemente aprendi o que é dor. O amor gera o início e a dor é a consequência do fim. Posso lhes garantir que depois de ter perdido meu pai, nem dor de braço quebrado, nem dor de parto serão maiores do que a dor que ainda se faz presente em mim. Sei que o tempo atenua tudo, mas eu tenho a impressão (quase certeza) de que esta perda vai ser sempre dolorosa. Não importa quanto tempo passe, a lembrança do meu pai vivo é sempre maravilhosa, mas a lembrança dos últimos momentos, do hospital, da nossa esperança frustrada, dos nossos planos que ficaram por fazer, das coisas que ainda vou viver e não vou poder correr para contar para ele...

Isso sim dói.

Esta postagem é dedicada a todos aqueles que têm medo de envelhecer. Por favor, envelheçam…


terça-feira, 12 de agosto de 2008

Música Portuguesa Com Certeza

Vejo (e ouço) a paixão dos portugueses pela música brasileira e fico envergonhada ao lembrar que a maioria dos brasileiros pensa que a música portuguesa se limita ao fado, por isso resolvi divulgar aqui minhas mais recentes descobertas (e mais novas paixões) na música contemporânea portuguesa. Recomendo overdose dos três e garanto que não têm efeito colateral.

David Fonseca
Música pop romântica e dançante. Ele compõe e canta em inglês e tem uma voz atípica que me faz lembrar o Elvis Presley.
Este disco "Dreams in Colour" é um dos mais tocados no meu MP3 atualmente.


Clã
Imaginem uma banda cujas músicas lembrem as do Patu Fu e a vocalista tenha um visual parecido ao da Karen O (Yeah Yeah Yeahs). Isto é o Clã. Aliás, posso dizer que eles são uma "banda-cumadre" do Pato Fu porque tem participação da Fernanda Takai num álbum deles e ambas as bandas tocaram na mesma noite no Rock in Rio Lisboa deste ano.


The Gift
Foi amor à primeira audição. Eles fazem um som que me lembra o Hooverphonic e é uma delícia de se ouvir. Easy listening de primeira, cantado por vocal masculino e feminino, em inglês e português, com letras e melodias interessantes. No meu MP3 escuto diariamente o álbum duplo AM-FM, o mais recente projeto deles.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Tudo é festa!

Este local chama-se Piscinas de Leça. Trata-se de 2 piscinas (adulto e infantil) cravadas no meio das pedras na praia de Leça da Palmeira. Durante a semana o bilhete de entrada custa 4,00 euros/pessoa e nos fins-de-semana e feriados custa 5,00. Eles alugam espreguiçadeira, pára-vento e guarda-sol (1,50 euro cada) e apesar de lá ter bar, você pode entrar com seu isopor de cerveja, sanduiche de atum, batata Ruffles, água e o que mais couber nele.

Gente, quem quiser conhecer a vida em Portugal, tem que vir pra cá no verão, de preferência em julho, quando há mil coisas acontecendo ao mesmo tempo. Estive aqui de férias em agosto de 2006 e me assustei com vários estabelecimentos (padarias, farmácias, talhos e até bares) fechados para férias. Aqui ainda prevalece aquele esquema de férias coletivas no comércio junto com as férias escolares e todo mundo debanda. Mas em junho e em julho, rola tudo que não é vivido no inverno, no outono e na primavera, ou seja, no resto do ano.

Desde que o verão deu as caras, já perdi as contas de quantos festivais musicais já rolaram, concertos gratuitos alimentam nossas almas para alimentarmos nossos bolsos. Os músicos brasileiros se mudam pra cá (eu acho). Já fizeram os portugueses cantar: Marcelo D2, Martinho da Vila, Milton Nascimento e Jobim Trio, Vanessa da Matta, Maria Rita, Ivete Sangalo, Pato Fu, Arnaldo Antunes... e esses são os que me lembro neste momento.

Fora a música, há festival de cinema ao ar livre e de graça com projeções espalhadas pela cidade, festas nas praias, feira medieval, exposições de arte, feiras de artesanato, bares borbulhando de gente a noite toda e pra acompanhar tudo isso, se você não estiver de férias como eu, tem que selecionar o que realmente lhe interessa e se convencer que as horas a menos de sono serão compensadas no inverno.

Portanto, se você visitou Portugal no inverno e ficou com a impressão que as pessoas são depressivas, que a vida aqui é devagar, quase parando... você definitivamente tem que mudar de opinião vindo pra cá no verão!

Ps: Se alguém conhecer o dono das Piscinas de Leça, avisa pra ele que mereço um bilhete de graça pela propaganda feita gentilmente e gratuitamente neste blog. :-)

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Sempre turista

Já fui professora de inglês, sou psicóloga, tradutora, mas acho que minha grande vocação mesmo é ser turista. Ainda há muita coisa para conhecer aqui no Porto e em Portugal então, nem se fala. Num sábado de sol, após almoçar um "leve" Kebab, decidimos visitar a Torre dos Clérigos. Depois de muito incentivo do Filipe ("Nosso autocarro ainda vai levar 20 minutos para chegar; Vamos ficar aqui parados?; Tá um dia lindo!; Já estamos aqui do lado; É um passeio baratinho..."), respirei fundo, criei um ambiente psicológico de quem almoçou apenas salada verde e já que estava de tênis, respirei fundo e decidi subir os 225 degrausitos. Vejam os filminhos que fizemos.
No final das contas, a subida é fácil, a vista é linda e o passeio esta época do ano (verão, alta estação) é mais caro do que no resto do ano, mesmo assim, é bem acessível: 2 euros/pessoa.








Ps: Eu sei que tenho que comprar uma filmadora de verdade. A que uso é um recurso que a minha câmera fotográfica tem, mas deixa a desejar no quesito "listras horrorosas de variação de luminosidade na imagem" e o pior defeito dela é o microfone não ser à prova da ventania portuense constante. Como ela também não possui o recurso de inserir legendas na tela e eu e o Filipe ainda não aprendemos a linguagem dos sinais, vocês ficam sem saber tudo o que a gente diz nos videozinhos, mas acho que é até melhor assim, hehehe.

Dois anos de uma parceria de sucesso

Dia 28 de julho esta dupla inseparável comemorou 2 anos de União e escrevo União com letra maiúscula porque de fato, depois de meus pais, ainda não vi parceria assim. Pelo menos eu nunca tinha vivido essa cumplicidade e dedicação (recíproca) total antes e estou muito feliz que o tempo começou a passar pra nós e vamos fazendo nossa história.

Esta foi a mesa linda que o Filipe preparou de surpresa pro nosso jantar de 2 anos. Cheguei em casa do trabalho e achei estranho ele não estar em lugar nenhum, mas o som estava ligado. De repente, ele sai do quartinho de hóspedes, com mesa posta, velas acesas e tudo mais. Foi muito engraçado e muito romântico também. Detalhe: Ele que cortou o Sashimi e decorou os pratos. E todos nós perguntamos: Que raios esse menino faz em engenharia eletrotécnica?!