segunda-feira, 30 de março de 2009

Dia de passeios históricos

Sábado passado comemorou-se aqui em Portugal o Dia Nacional dos Centros Históricos e eu Filipe, que não somos bobos nem nada, não ficamos de fora desta. Durante o dia todo, a visitação a pontos históricos e turísticos do Porto foi gratuita e vários comerciantes e prestadores de serviços aderiram ao evento dando generosos descontos em seus produtos e serviços. O programa oficial de atividades gratuitas permitia que cada pessoa se inscrevesse em apenas dois eventos e sem perder tempo, no primeiro dia de inscrição o Filipe conseguiu vaga em duas atividades super legais.

Avenida dos Aliados.

A primeira, foi uma visita guiada ao Centro Histórico do Porto com uma duração de 3hs, onde as duas primeiras horas foram de caminhada e muita história pelas ruas da baixa portuense e a última hora foi uma visita à cave de vinho do porto Ferreira, no Cais de Gaia. A informação que mais chamou minha atenção durante a visita guiada foi a de que o coração de Dom Pedro I (aqui chamado de Pedro IV), foi a pedido dele, enviado para cá e está na Igreja da Lapa aqui no Porto, enquanto seu corpo foi enterrado no Brasil.

Uma das salas da Cave de Vinho do Porto Ferreira.

Na visita à cave de vinho do Porto, nos lembramos várias vezes do Marquinhos e da Camila e lamentamos o fato deles não terem feito este passeio. Como grandes apreciadores de vinho que são, fica a deixa para que eles voltem a nos visitar aqui no Porto. Dentre as várias explicações sobre vinho do porto, a que mais chamou a minha atenção foi a de que os vinhos do tipo Vintage, não são filtrados ao serem engarrafados e portanto, antes de serem abertos e tomados, devem ser decantados, ou seja, a garrafa deve ficar na vertical durante 24 horas para que os resíduos assentem no fundo da mesma, depois o líquido deve ser transferido para uma outra garrafa (sem os resíduos, é claro) e aí sim, apreciado em no máximo 48 horas, pois como este é um tipo de vinho que continua amadurecendo na garrafa, após aberto, rapidamente oxida e perde suas características. Garanto que se um dia tivermos uma garrafa de Porto Vintage em casa, a trataremos como manda o figurino e não será grande sacrifício reunir a família e os amigos queridos para que ela seja consumida dentro do prazo máximo recomendado.

A parte mais gostosa da visita, degustação de vinho do Porto.

A segunda atividade em que nos inscrevemos foi o passeio fluvial das 6 pontes, e já que o embarque no barco Douro Azul seria na Ribeira de Gaia, onde ficam as caves de vinho, decidimos fazer hora por lá mesmo e almoçar numa tasca um prato típico, a Francesinha (que já foi tema de uma postagem aqui no Duas Terrinhas). A Francesinha que comemos não estava lá essas coisas, mas a animação de um grupo de "maduros" turistas alemães valeu o almoço e nos garantiu muitas risadas pelo resto do dia, pois eles estavam se embebedando de vinho do porto, cantando e brindando desde às 11:00 da manhã, segundo nos disse a garçonete que nos atendeu (e já era quase 13:30 quando chegamos lá).

O barco que nos levou a deslizar pelo Douro.

Depois deste almoço alegre o passeio de barco foi tranquilinho e muito bonito. Recomendo àqueles que nunca fizeram uma visita guiada por suas cidades que a façam, a gente nem imagina a riqueza que existe na história das estátuas e monumentos pelos quais passamos apressados diariamente. Desde sábado, eu passei a olhar para eles com outros olhos.

O Porto visto do barco.

quarta-feira, 25 de março de 2009

De trem

O Dia dos Pais em Portugal é comemorado em 19 de março (dia de São José) e neste ano caiu numa quinta-feira. Tirei a sexta-feira de férias e fomos a Vila Real jantar com os pais do Filipe. O jantar foi tranquilo, em casa, regado a vinhos maravilhosos (alguns sequestrados por nós e estão sob nossa custódia, mas não por muito tempo).
Como o Dia dos Pais no Brasil é comemorado no segundo domingo de agosto, todo o simbolismo e o afeto ligados a esta data só me atingem nesta época, então eu passei o dia 19 contente porque o Filipe pôde (ainda não me conformei que este acento diferencial tenha saído de uso com o Acordo Ortográfico) estar com o pai dele.

No dia seguinte voltamos pro Porto de uma forma diferente. Decidimos vir de trem pra apreciar as paisagens da viagem. Pegamos um trem de Vila Real para a Régua e esta viagem foi bem engraçada. O trem era composto de apenas um vagão, não havia mais lugares sentados quando entramos e tivemos que ir em pé, nos equilibrando entre as várias sacolas e mochilas dos estudantes que vão e vêm entre as aldeias onde moram suas famílias e as cidades maiores onde estudam. Um fato carcaterístico nos percursos por onde viajam estudantes é o cheiro de comida que domina o ambiente, pois suas zelosas mães lhes entopem de comida pronta pra sobreviverem à semana sem terem que recorrer aos congelados e enlatados dos supermercados, mais valia mesmo era ensinarem seus pupilos a cozinhar e nos livrar de chegar aos nossos destinos cheirando a chouriço, mas mãe é mãe...

No trem iam também muitos idosos, aqueles característicos das aldeias, e o Filipe comentou: "Larissa, isto é o mais trasmontano que tu podes ver, parece que entramos numa máquina do tempo, não parece? Aproveita pra observar." E foi o que eu fiz por uns instantes, mas logo depois a paisagem começou a chamar mais atenção que as pessoas e eu fiquei encantada com as encostas do Douro. Em 50 minutos chegamos à Régua e pegamos um trem bem maior, mas também de estilo antigo, rumo ao Porto. Esta viagem eu recomendo a todos que apreciam paisagens naturais de tirar o fôlego. Durante a metade do trajeto a linha do trem vai lado a lado com o rio, e vê-se as vinhas já esverdeadas pela primavera e as amendoeiras com suas flores branquinhas. A viagem toda (Vila Real - Régua - Porto) sai por nove euros e pouco e apesar de lenta, não cansa por causa do visual atraente durante quase o tempo todo. Só já no Grande Porto é que a linha do trem deixa a margem do rio Douro e passa por dentro das cidades, perde um pouco a graça, mas já estamos quase chegando. Esta viagem deve ser linda também no outono, mas aí é outra história e eu conto pra vocês se vier a fazê-la.







domingo, 22 de março de 2009

Parabéns pra você!

Hoje tem festa no céu com certeza! Na Terra, ele faria 56 anos. Em seu mundo espiritual, não imagino quantas mil velas ele teve que soprar, mas números são o que menos importa. O melhor mesmo é imaginar que trajetória linda este ser vem percorrendo. Em sua última vida ele foi meu pai e executou sua tarefa com tal perfeição que garanto que marcou milhões de pontos positivos com o nosso Pai maior e deve estar colhendo os frutos desta missão de amor tão bem sucedida.

O papai adora festa e eu hoje tive um dia festivo em sua homenagem. O sol brilhou forte e nós, eu e Filipe, levamos uma toalha de praia, pistaches, bolachas e chá pros jardins do Palácio de Cristal, deitamos na grama, ouvindo um grupo que tocava Didgeridoo ao nosso lado e depois de uma tarde quentinha e tranquila fizemos uma oração linda pra ele e eu tenho certeza que ele ouviu. Eu senti tanta felicidade no meu coração que tenho certeza que esta felicidade era um pouco dele, estávamos compartilhando emoções e sempre que consigo enviar boas vibrações pro papai, eu fico imensamente feliz. O dia estava tão lindo que eu até achei que foi um presente dos céus. As flores nas árvores dos jardins do palácio estão lindas e abundantes, e o mais incrível é que elas exalam perfume no ar. Eu nunca tinha andado por um jardim perfumado e hoje eu tive esta experiência. Pra fechar com chave de ouro, quando estávamos indo embora encontramos um pavão com sua bela cauda aberta. Parecia que ele sabia que estava sendo observado e durante longos minutos se exibiu por ali, girando lentamente, em 360 graus, sem sair do lugar, para que todos pudessem fotografá-lo e filmá-lo a vontade. Foi o que eu fiz. Enfim, o dia 22 de março, sempre foi de alegria para mim e continuará sendo, e cada vez mais, pretendo substituir a dor no coração por causa da separação temporária, pela alegria dos momentos que já vivemos, pelos que compartilhamos atualmente em sensações e pensamentos, e pelos que futuramente iremos compartilhar.

Parabéns paião por tudo que você foi, é, e sempre será! Eu te amo muito e te admiro cada vez mais.

E a gente vai continuar apagando as velinhas juntos, sempre com muita alegria no coração.

Solar do Vinho do Porto

Obs: Para que esta postagem faça mais sentido, leia primeiro a postagem abaixo desta caso ainda não o tenha feito.



O lugar especial a que o Filipe me levou naquela tarde foi o Solar do Vinho do Porto, muito mais que especial, foi uma grande descoberta bem ao lado de nossa casa. Trata-se de um bar instalado numa casa linda do século XIX cujo objetivo é divulgar e incentivar o consumo do vinho do porto. Em sua ementa há centenas de tipos e marcas de vinho do porto, alguns raros, outros mais populares. Pode-se pedir a garrafa ou a taça e o atendimento impecável e hospitaleiro nos faz conviver com naturalidade com a austeridade do local. Há outras bebidas disponíveis dentre as opções do cardápio, mas a estrela é o vinho do Porto e mesmo ainda assustada com o valor da nossa conta de energia, achei o preço das taças bem democrático, tem pra todos os gostos e bolsos.

Tomamos uma taça de vinho do porto Romariz tinto, semi-seco, 10 anos, por 1,80 euros. Bem justo. Além da delícia do vinho, o local contribui para a magia do momento e faz você esquecer qualquer conta astronômica que tenha recebido recentemente. A casa tem um jardim bem cuidado, onde sentamos de frente para o Rio Douro e avistamos o por-do-sol bem em direção da Ponte da Arrábida. O verde do jardim, o dourado do por-do-sol e o vermelho-rubi do vinho fazem uma combinação de cores e sensações perfeitas aliadas ao silêncio discreto do local. Num fim de tarde estressante, nada melhor que uma boa taça de vinho do porto num local paradisíaco pra você esquecer que é um simples mortal com mil contas a pagar.

Serviço: Solar do Vinho do Porto
Rua de Entre Quintas, 220 - Quinta da Macieirinha, Porto.
Aberto de Segunda a Sábado das 14:00 às 24:00.
Ao lado dos Jardins do Palácio de Cristal.







sábado, 21 de março de 2009

O susto do mês

Um dia eu cheguei do trabalho disposta a aproveitar o finalzinho do dia que ainda me restava, pois o sol voltou a brilhar pelas bandas de cá, graças a Deus! Mal entro em casa, encontro o Filipe com ar abalado, sentado no sofá, com a conta de energia nas mãos: "Não tenho boas notícias, amoreca".
E não tinha mesmo, nossa conta de energia deste mês veio nada mais, nada menos que 227,30 euros! Esses números em Reais seriam pesados, imaginem em Euros! Após a tal notícia, imediatamente minha vontade de aproveitar o fim do dia se dissipou, aliás, minha vontade de aproveitar o que quer que fosse neste mês se dissipou. O Filipe, notando meu abatimento disse: "Não pensa nisso agora amoreca, só temos que pagar dia 18 e eu quero te levar num lugar especial antes que o sol se ponha."
E eu disse: "Como não vou pensar nisso? Não faz diferença se só vamos pagar no dia 18! Eu só recebo uma vez por mês e o dinheiro já é curto com nossas contas regulares, imagina com esse absurdo!"
Mas ele me convenceu a sair porque numa coisa ele tinha razão, ficar arrasada em casa ou ir passear não ia mudar a situação, nós teríamos que pagar a conta no dia 18 e pronto.
Vocês devem estar se perguntando: "Mas o que esses dois fizeram pra receber esta conta?"
E eu lhes respondo: "Sobrevivemos o inverno com o aquecedor ligado."
Mas o pior não é isso, a média do nosso consumo sempre ficou em torno dos 50 euros e nós já achávamos caro porque somos só 2 pessoas vivendo num apartamento de 1 quarto. O problema é que tudo nesta casa é elétrico: O fogão, o aquecimento da água para o chuveiro e torneiras, fora a luz, é óbvio, e sabendo disso, sempre tentamos manter o controle não ligando muita coisa ao mesmo tempo, por exemplo.
A caminho do local especial que o Filipe queria me levar, fui questionando o que poderia ter acontecido: "Será que há fuga de energia em algum lugar em casa?; Será que usamos demais a máquina de lavar roupa mês passado?; Será que eles erraram na leitura do nosso contador?"
E o Filipe disse calmamente: "Eu acho que não é nada disso, acho que é apenas o ajuste das contas passadas e vamos ter que pagar e pronto."
E eu: "Ajuste? Como assim?"
Aí veio a explicação do que aconteceu realmente e que depois foi confirmado pelas suspeitas das minhas amigas no trabalho e pela EDP quando o Filipe ligou pra lá pra questionar e eu só decidi escrever esta postagem pra alertar os que são novatos e desavisados vivendo num país diferente como eu.
Aqui em Portugal, muitos contadores de energia ficam dentro das casas e dependem de ter alguém em casa pra abrir a porta ao funcionário que vem fazer a leitura, caso contrário, eles enviam a conta por estimativa pra sua casa. Estudam o seu consumo dos últimos meses e lhe cobram a média disso, mas aí, sem mais nem menos, um mês eles resolvem fazer a leitura exata do seu consumo e se você consumiu menos do que foi cobrado nos meses anteriores, eles abatem na conta daquele mês, mas se você consumiu mais do que o cobrado anteriormente, eles mandam sem dó nem piedade a conta do mês em questão mais todos os extras que você deixou de pagar nos meses passados porque eles não leram com exatidão o seu contador, pode?! E não pensem que é como no Brasil que você pode parcelar o pagamento do que deve, é tudo de uma vez!
Depois deste susto enorme e desfalque no nosso bolso, descobrimos que temos como evitar isso. Se não quisermos mais fortes emoções ao abrir as contas, temos que todo mês, mandar um email ou telefonar pra EDP informando a leitura do nosso contador e assim, eles mandam a conta exata daquele mês e é o que nós vamos passar a fazer, porque sinceramente, pagar mais caro do que uma viagem de ida e volta à Barcelona numa conta de energia é simplesmente desolador, sem contar que eu voltaria muito mais iluminada de Barcelona.

Tá aí a prova do crime.

Ps: O lugar especial pra onde o Filipe me levou neste dia, vocês conhecerão na próxima postagem. Fiquem ligados!

segunda-feira, 16 de março de 2009

Chá de Bebê

Comentei com minhas amigas do trabalho que deveríamos organizar o chá de bebê ou baby shower, da Dani, nossa querida colega do departamento de francês. Pra minha surpresa, descobri que aqui em Portugal não existe a tradição dos chás (chá de bebê, chá de panela e etc). Expliquei a elas como funciona e elas adoraram a ideia e o resultado disso foi que sábado passado (14/03) tivemos uma tarde bem divertida no primeiro chá de bebê da vida de todas elas!
A Adriana ofereceu sua casa para receber as 26 mulheres que confirmaram presença, cada uma levou alguma coisa (comida, bebida, descartáveis) e nos organizamos para levar presentes lindos pra Dani e pra Darina (filhinha dela que vem a caminho daqui a 6 semanas). Decoramos a sala com bonecas e bichinhos de pelúcia e pedi a cada uma que levasse uma foto sua de quando era criança pra tentarmos adivinhar quem era quem durante o chá. São Pedro colaborou e o dia estava lindo, quente e ensolarado como se já fosse verão e ver a curtição de todas elas e a felicidade da Dani tornou a minha tarde de sábado perfeita!
Elas gostaram da brincadeira e já estamos inciando os planos pro próximo evento que deve acontecer em maio e será o chá de panela da nossa colega Cláudia, que irá casar em junho.
Brasileiro que é brasileiro só que um motivinho bobo pra fazer festa, e como boa brasileira e festeira que sou, vou tentar trazer pra cá a nossa extensa lista de festas, até porque eu não consigo viver sem elas.

A mesa! Tinha tanta coisa que nem conseguimos servir tudo. Hoje foi o "enterro dos ossos" na Jaba.

A homenageada Dani, sua mãe e sua irmã com seu princepezinho Xandoca.


A brincadeira do "Advinha quem era?"

Daniela, Darina e seus presentes.

O presente do nosso grupinho sendo entregue.

A mulherada toda, depois de comer tanto, ainda conseguimos nos apertar pra cabermos na foto.

As flores lindas que a Dani levou pra nos oferecer.

A festa terminou na cozinha e com a ajuda de todas, o marido da Adriana nem acreditou que havia tido uma festa lá quando ele voltou pra casa.

sábado, 14 de março de 2009

Guimarães

Domingo passado, fomos de comboio (trem) à Guimarães. A viagem dura uma hora e dezoito minutos e custa 2,15 euros (cada trecho). A paisagem é muito bonita e o comboio urbano é bem confortável.
Guimarães é considerada o berço de Portugal, pois o primeiro rei de Portugal, Afonso Henriques, estabeleceu a sede de seu reinado lá após conquistar a independência portuguesa do Reinado de Leão e Castela (Espanha). Eu que cresci celebrando o dia da independência do Brasil em relação à Portugal, acho engraçado agora viver a história da independência de Portugal em relação à Espanha e isso me faz pensar que o mundo é um só, foi criado sem divisões, para todos, e essa tal de Raça Humana é que complicou tudo com sua megalomania traçando pontinhos num mapa e chamando os espaços entre eles de seus. Deu no que deu e até hoje tem gente brigando por terra, por cidades, por países. Ô raça!
Mas, vamos ao que interessa e neste caso é Guimarães. A cidade é lindinha e o seu centro histórico é considerado Patrimônio Mundial pela UNESCO. Se for à Guimarães, vá com um bom par de tênis e muita disposição porque a melhor forma de conhecer a cidade é andando por suas ruelas.
Como saímos do Porto no comboio das 14:15, não tivemos uma tarde toda pra passar por lá e muita coisa ainda ficou por ser vista. Melhor assim, temos motivos pra voltar.

Foto típica no local típico para fotos.

Praça da Oliveira com seus barzinhos, não é um charme?

Praça da Oliveira.

Juro que tentei tirar um foto deste lugar sem carro na frente, mas como aqui em Portugal a proporção é de 1 carro por pessoa (menos eu), não deu.

Dom Afonso Henriques, olha a pose de mau, tu te metias com ele?

Dom Filipe dos Santos. Esse sim, é nobre.

Tá aí, o primeiro castelo de Portugal.

Centro Cultural de Guimarães. Vista do jardim.

Gamei nesta árvore no jardim do Centro Cultural. Ah, se eu fosse "herbívora", mas não sou, sou "filipina".

domingo, 8 de março de 2009

Chocolate!

Nossos amigos Leca e Ricardo nos fizeram mais um convite irrecusável: Almoçar na casa deles e depois irmos ao Festival do Chocolate em Óbidos. Pergunta se macaco quer banana? Lá fomos nós e o sábado foi saborosérrimo! Óbidos já é uma paixão minha e do Filipe, só faltava termos ótima companhia e um mundo de chocolate ao nosso redor pra tudo ficar perfeito. Este Festival ocorre anualmente. Este ano a entrada custa 5 euros e dá direito a uma barra de chocolate. Lá dentro, além das várias barraquinhas com todo tipo de gostosura feita com chocolate, há também um concurso de esculturas de chocolate que estão expostas para a visitação e votos do público, há brinquedos para as crianças (só imaginava o Pedrinho ali) e há também uma Casa de Chocolate onde só as crianças podem entrar e comer o chocolate das paredes da casa!

Vista geral das lojinhas de guloseimas.

Escultura Titanic. Imaginem afundar num mar de chocolate...

Ir à Óbidos e tomar licor de ginja no copinho de chocolate é obrigatório em qualquer época do ano!

O grupo de gulosos: Ricardo, Leca, Paulinho, Susana, Ana, eu e Filipe.

A Igreja de Notre Dame todinha em chocolate. Assim é fácil gostar de igreja, hehehe.

Reprodução do túmulo da Inez de Castro em chocolate branco.

Dia Internacional da Mulher!

Madre Teresa de Calcutá, uma pequena-grande mulher.

Desejo que todas as grandes mulheres da minha vida tenham tido um ótimo Dia Internacional da Mulher. São tantas que não dá pra citar aqui o nome de todas, mas elas sabem quem são e eu sei quem sou por que elas existem.

Beijos pra todas.

terça-feira, 3 de março de 2009

S.E.F = Senta, Espera e Faz Figa

Enquanto eu ainda era turista em tempo integral aqui em Portugal, a Jaba Translations me pediu em casamento antes mesmo do Filipe, e eu assinei os papéis com eles. Gosto de viver certo pra que o mundo gire certo ao meu redor e imediatamente me dirigi ao SEF com o contrato de trabalho na mão na expectativa de conseguir uma autorização para permanecer e trabalhar em Portugal. Lá eles me informaram que isso era possível, mas que eu tinha que fazer a solicitação no site deles na Internet e após isso, receberia uma chave de acesso pra acompanhar o meu processo pelo site. A princípio pensei: Isso é que é primeiro mundo! Você digita seus dados e os da empresa num formulário online, envia, recebe a confirmação e a senha pra acompanhar tudo e nem precisa sair de casa! Fiz a solicitação antes do dia 26 de julho (quando expirava meu prazo como turista aqui)e a partir daí comecei a ler no site "Situação em análise" a cada dois ou três dias. Finalmente em 18 de agosto, vislumbro a frase "Parecer emitido". Comemorei duplamente porque tudo aparentemente tinha se resolvido rápido e naquele dia também era aniversário do Filipe. Mais uma vez pensei: "Isso é que é primeiro mundo!".
O tempo foi passando, eu sempre de olho no meu telemóvel, aguardando ansiosamente a ligação do SEF para que eu fosse lá apresentar meus documentos e o que posso lhes dizer é que esta história ainda não chegou ao fim. Estamos em março de 2009, o meu parecer está emitido e eu continuo sem saber se tenho ou não permissão para permanecer e trabalhar em Portugal. Não entendo como a análise do processo foi feita em menos de um mês e para me dar o resultado levam uma eternidade. Tentei inclusive atualizar meu endereço temendo que eles me convocassem por carta, mas ouvi da simpática atendente do call center, que diga-se de passagem, aqui só tem a vantagem de não ser viciada no gerundismo:
"O vosso processo já está encerrado, não é mais possível fazer alterações."
E eu: "Mas não dá pra pelo menos me informar se meu pedido foi aceito ou não?"
E ela: "Não. A senhora tem que aguardar o contato do SEF. Agora em novembro estamos convocando as pessoas que fizeram esta solicitação até 15 de fevereiro, a vossa foi feita em julho... vamos ter os feriados de fim de ano... vai ser no ano que vem com certeza."
E eu: "E isso significa que enquanto isso, eu não posso sair de Portugal porque não tenho nenhum documento que garanta minha permanência aqui."
E ouvi a bela resposta: "Sair a senhora pode, não garanto é que possa entrar de volta."
E eu: "Ah tá... (sua #%@&!)" O xingamento eu ainda tive a consideração de só pensar, tá?

Que primeiro mundo o quê?! Digamos que a eficiência e a veia burocrática dos serviços públicos no Brasil foi também herdada dos portugueses e nessas horas a gente sente que quase não existe diferença entre os mundos, estes conceitos "PRIMEIRO MUNDO" e "TERCEIRO MUNDO" não podem ser aplicados na comparação entre Brasil e Portugal porque ambos têm maravilhas, mas ambos sabem como enlouquecer uma pessoa que quer levar uma vida correta e que precisa ter as coisas resolvidas ainda nesta vida.
Fazer o quê, né? SENTAR, ESPERAR E FAZER FIGA.

domingo, 1 de março de 2009

Shawarma!

Ontem eu, as meninas do trabalho e nossos respectivos nos reunimos na casa da Adriana pra fazer o que a gente mais gosta: comer e beber; beber e comer; comer e comer; beber e beber (não necessariamente nesta ordem). A Adriana fez um Shawarma luso-brasileiro delicioso e demos graças a Deus por não sermos top models e podermos cair de boca no sanduíche originário do meio-oriente árabe. Pena que no meu estômago só couberam dois (ainda tinha que guardar espaço pras sobremesas, fora o que já tinha preenchido com as entradas). Abaixo, as fotos da farra gastronômica vivida em Mindelo.

Foto Bíblica: pão e vinho.

As comilonas.

Comportados? Não, tristes de tanto comer.

O casal anfitrião: Pedro e Adriana.

Os respectivos.

Após umas taças de vinho, as experiências fotográficas começam.