sábado, 31 de maio de 2008

Classificados de cabeçeira


Deixando passeios e viagens um pouco de lado, segunda-feira (02/06) tenho uma entrevista de emprego pela manhã. Dedos cruzados tá? É muito chato ter os classificados dos jornais como leitura de cabeçeira.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Salve o Algarve!

O Algarve é a região no extremo sul de Portugal formada por praias de uma ponta à outra. É conhecido aqui como o paraíso dos britânicos. Pra mim, é o paraíso de quem quer que ame praia e more na Europa, onde é comum se "fazer praia nas pedras" e em águas congelantes. Após quatro horas de carro, cruzamos o país a convite dos sogrinhos e chegamos à Praia da Rocha, onde eles têm um apêzinho num apart-hotel.

Minha prima Maíla uma vez me disse: "O mundo é uma ervilha!"

A Maíla também me apresentou a Nadine, uma fofa do País de Gales. Ficamos amigas no Rio de Janeiro. Ela voltou pra sua terra e eu vim pra Portugal. Já não tínhamos contato a um ano, nem por e-mail. A primeira cara que vi mal pisei na recepção do apart-hotel? NADINE! Quase não acreditamos quando nos vimos! Eu chegando e ela indo embora. Com tanta praia no Algarve, tantos hotéis na Praia da Rocha, tantos blocos diferentes no nosso apart-hotel, ela estava justo no saguão do nosso bloco! Foi muito bom ver uma pessoa querida, um rosto familiar, num lugar totalmente novo, mesmo que por pouco tempo.

Detalhe psicodélico: Duas noites antes deste encontro inusitado sonhei com ela e ela, no dia anterior ao encontro, havia mostrado fotos minhas e do Filipe no meu orkut pro Isaac. Ele nos reconheceu das fotos. E ainda há quem diga que não existe energia conectando os seres humanos?!

Filipe, eu, Nadine e Isaac, namorado dela há um ano. Ele tem origem indiana, mora no País de Gales e adora o Brasil, mesmo sem nunca ter ido lá. Já marcamos umas caipirinhas para o nosso próximo encontro que poderá ser em terras portuguesas ou britânicas, vai depender das promoções da Ryanair.


Nós com seu Manoel, meu querido sogrinho. Ele queria jogar no Cassino (aqui é Casino), mas nós não queríamos perder dinheiro, he he he.


A noite do Algarve é bem iluminda, cheia de pubs irlandeses, discotecas e bares com karaokê. Fomos ao bar preferido do Filipe, onde é óbvio, só toca rock e rock de primeira! É frequentado pelos locais e o mais legal é o fato dos funcionários do bar oferecerem shots de graça pros clientes que eles vão com a cara. Casal simpático que somos, ganhamos shots de dois funcionários. Sem mais nem menos, o primeiro foi à nossa mesa e perguntou se aceitávamos tomar um shot com ele, e o segundo, nos chamou no bar e serviu pra nós três. Detalhe: Eles perguntam do que a gente quer o shot e bebem com a gente. Adorei! Virou meu bar favorito no Algarve também.


Eu e a sogrinha na Praia da Rocha. Tava chuvoso, mas quem em sã consciência vai dispensar pisar na areia e sentir o cheiro do mar sendo louca por praia como eu sou?


No terceiro dia, São Pedro resolveu colaborar e aí sim, invadimos a praia, com direito a banho de mar, jogo com bola de vôlei e protetor solar. Delícia!


A areia é fininha, branquinha e limpa. O mar é verdinho e quase sem ondas. A temperatura da água é igual a do Rio de Janeiro, só o vento frio é que ainda atrapalha um pouco nesta época. Não importa, eu tava na praia, fiz a festa! Em julho e agosto é que o Algarve pega fogo, em todos os sentidos.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Aveiro - PT

Era sábado, fazia sol e nós decidimos ir passear em Aveiro, a "Veneza Portuguesa". Fica a uma hora de trem do Porto e a viagem até lá custa 2,05 eur. É uma cidadezinha bem cuidada, cheia de turistas e jovens estudantes. Há canais que atravessam a cidade toda e neles fizemos um passeio de gôndola delicioso por 5,00 eur cada um (1 hora de duração). Aos que já foram à Veneza, posso adiantar que os canais de Aveiro não tem mau cheiro.






Tradição gastronômica: Ovos Moles D'Aveiro. Confesso que não gostei muito. É literalmente uma óstia em forma de concha recheada de gema de ovo com açúcar. No início é bom, mas depois fica aquele gostinho de ovo na boca...

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Sintra - PT

Quarta parada: Sintra. Após uma hora de comboio de Lisboa pra lá entramos num conto de fadas. Sintra é uma cidadezinha ao pé de uma serra, cheia de museus, palácios e palacetes. Vários estão abertos a visitação, mas se você tem pouco dinheiro e tem que escolher um só pra visitar, vá ao imperdível Palácio da Pena. É deslumbrante, com seu mobiliário original totalmente conservado e um tour interno que nos leva a percorrer todos os aposentos do palácio, fazendo-nos sentir na pele o que é ter sangue azul.

O Palácio da Pena fica no topo da serra. Autocarro da estação de comboio até lá: 4,00 eur (ida e volta). Entrada no Palácio: 11,00 eur. É caro, mas vale a pena.


Sir Filipe de Vila Real e Lady Larissa de Belém do Pará.


Em cada detalhe meio sem noção do Palácio eu dizia: Isso deve ter sido feito pra acomodar o tédio das princesas e rainhas. Não resisti e incorporei a princesa entediada num dos pátios do jardim.


A cidade é toda assim, cada casa parece um castelinho.


As Queijadas de Sintra, especialidade de lá. Ma-ra-vi-lho-sas!

terça-feira, 20 de maio de 2008

Lisboa - PT

Terceira parada: Lisboa. A capital Portuguesa é uma cidade de arquitetura clássica e população cosmopolita. Vê-se de tudo nas ruas, desde senhores de terno oferecendo haxixe pra quem passa em plena luz do dia (em Lisboa os traficante são chiques), até imigrantes peruanos tocando suas flautas. É uma cidade linda seja dia ou noite. Dá pra entender porque todos os brasileiros que passam por lá e depois seguem seus destinos pela Europa, quando voltam ao Brasil dizem que se surpreenderam com Lisboa. Esta cidade sempre supera as expectativas de quem vem cheio de expectativas.

Rua típica da baixa (como se chama o centro em Portugal).


Elevador de Santa Justa (ou do Carmo). Lá em cima tem um café de onde a vista é linda! Vê-se a cidade toda e pra minha surpresa, quer dizer, nem tanta surpresa assim, tinha lá um rapaz ao violão tocando MPB! Na minha opinião, tinha que ser Fado, mas tudo bem, é sempre bom matar saudades de casa.


Estação de comboios e metrôs Oriente. Agora que aprendi a viajar de trem não quero outra coisa! O problema é que aqui na Europa é mais barato viajar de avião se for longa distância. No trem não tem turbulência, não tem atrasos, tem bar, dá pra ficar de pé e passear pelos vagões, dá pra admirar a paisagem... queria um trem que ligasse Portugal ao Brasil!!!


Na famosa Praça do Comércio. Todo mundo que vai a Lisboa deve ter uma foto aqui.


No Mosteiro dos Jerônimos, em Belém. Pegamos o final da missa de sábado. É emocionante e imponente. Depois fomos comer os famosos pastéis de Belém e lhes digo, só indo lá pra saber o que é o verdadeiro pastel de belém, não tem igual em nenhuma outra parte de Portugal.


Praça do Rossio vista do café do Elevador de Santa Justa.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Óbidos - PT

Segunda parada: Óbidos. Uma vila medieval que se mantém até hoje dentro das muralhas do castelo. Lindo de morrer! É pequenininha, em uma tarde conhecemos tudo. Quem vier a Portugal, não pode deixar de ir lá!

Vista da geral Vila de Óbidos do ponto mais alto que se tem lá e o Filipe teve coragem de subir pra fazer o registro.


Todas as ruas são assim, algumas são bem mais estreitas e noutras até passa carro.


Pausa numa autêntica taverna pra tomar a bebida típica de lá: Licor de Ginja, carinhosamente chamado de Ginjinha. Gostamos tanto que trouxemos uma garrafa pra casa. Já tá acabando... sninf!

Uma visão legal da muralha rodeando a vila.


O castelo visto por trás. Hoje em dia é uma pousada chiquérrima, por isso não entramos, mas só de estar lá, já deu vontade de ter uma coroa de diamantes e um vestido esvoaçante.

domingo, 18 de maio de 2008

Peniche - PT

O Filipe teve uma semana sem aulas, eu ainda sem emprego, tínhamos o mínimo de grana suficiente pra visitar alguns locais em Portugal com a barraca de camping e as mochilas nas costas. Lua-de-mel pelo nosso reencontro e uma boa forma de distrair minha mente, dentro do possível. Caimos na estrada. Primeira parada: Peniche, no litoral-centro de Portugal. Cidadezinha conhecida pelos campeonatos mundiais de surf devido às suas praias com ondas tubulares perfeitas. O vento frio vence o sol brilhante, por isso "não fizemos praia", como se diz aqui.


Nossa casinha, heroicamente armada contra um vento frio incessante.


Gente coisa é outra fina! Nosso camping era duas estrelas! Já viram isso? Camping com estrelas sem que fossem as do céu? Na Zooropa tem.


Vista de tirar o fôlego bem na frente do camping.


Na praçinha do centro da cidade.


Peniche é uma península bem charmosinha. Os mariscos dominam a gastronomia local.



No forte da cidade que é também museu. Aliás, qual forte hoje não é museu?

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Nossa finitude


Quando de repente alguém que amamos com todas as nossas forças some das nossas vistas, entramos primeiro naquela fase da não-aceitação e lentamente, passamos a aceitar o fato, melhor dizendo, a nos resignar, mas nesta hora surgem as clássicas perguntas: Pra onde ele foi? Será que me vê? Será que me ouve? É pra lá que vou também?
O fato é que por mais dolorosa que esta experiência possa ser, ela nos dá aquela chacoalhada que nos faz sair daquele estado de letargia, nos faz acordar daquela sensação de pseudo-imortalidade em que vivemos. É esta a sensação que tenho agora, de que vivemos adormecidos. Vivemos aqui com aquela confortável idéia de que tudo sempre acontece com os outros, com os vizinhos, com os amigos, mas nunca com a gente e chegamos mesmo até a crer que pra gente a vida nunca vai ter fim. Pensando desta forma cuidamos de tudo, somos hiper-ocupados, nos preocupamos com o corpo, com a inteligência, com o trabalho, com a ecologia, com a descoberta de novos planetas, com nossas relações no dia-a-dia, até rezamos e vamos à missa... só não nos preocupamos em nos preparar de verdade para deixar tudo isto um dia.
Quando estes pensamentos nos vêm à mente simplesmente os afastamos como se fossem pesadelos que não queremos ter e voltamos a adormecer. Não prestamos atenção nem mesmo ao que dizemos quando rezamos "Seja feita a Vossa vontade, assim na terra como no céu".
Nem sempre a vontade de Deus é igual à nossa e aceitemos ou não, como papai sempre me disse "cada um tem a sua hora".
Estou sofrendo a separação do meu pai e sei que cada um que teve o privilégio de conhecê-lo também está, mas quando olho pra trás, pra vida do meu pai, só lembro dele sorrindo, festejando tudo, bebericando sua cervejinha na sexta a tardinha com ou sem dinheiro no banco, fazendo voz de criança pra falar conosco, chamando minha mãe de "minha namorada", celebrando um pratão de feijoada, tocando e cantando no violão e entre uma música e outra minhas frases preferidas: "Ninguém morre mais!" ou "Pausoffi of biritoffi!" (Tradução: Pausa para a bebida).
Estas lembranças me fazem enxugar as lágrimas e me fazem ter certeza de que a vida do meu pai aqui conosco foi plena, feliz e valeu 100% a pena. Foi tão boa que nos serve de consolo quando choramos por não estar mais com ele. E esta é apenas uma das lições que meu pai me ensinou, a vida tem que ser vivida hoje, agora, já! Temos que nos cercar das pessoas que amamos, temos que dizer "Eu te amo" sempre que der vontade, temos que finalmente aprender a tocar aquele instrumento que queremos ou estudar aquela língua que admiramos, temos que nos abraçar mais, temos que festejar mais, temos que ir aonde ainda não fomos e temos que fazer uma lista do que ainda queremos fazer pra que nada passe em branco, pra que nada fique pra depois, porque não há mesmo o depois. Temos que acordar, viver a vida despertos dessa sensação de imortalidade. Se olharmos pro outro sabendo que um dia esta pessoa não vai mais estar aqui, o veremos de forma bem diferente. Seremos mais tolerantes e desfrutaremos muito mais desta companhia. Se vivenciarmos algo sabendo que um dia não mais estaremos aqui, valorizaremos mil vezes mais este momento.
Mesmo que isto possa levar quase um século, que a certeza da nossa finitude nos proporcione momentos inesquecíveis, pois quando não há mais corpo, ficamos apenas com as lembranças, e que sejam para sempre boas lembranças.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Um Anjo de Pai

Paião, demorei pra voltar a escrever neste blog porque você é meu leitor mais assíduo, mas hoje criei coragem e resolvi passar por aqui pra te contar que você vai continuar recebendo notícias minhas e que agora você não precisa se preocupar em acessar a internet pra saber de mim porque nossa conexão é direta e viaja com a força dos nossos pensamentos.
Assim como a Camila disse, nego a me referir a você no passado porque você é e sempre será meu paião, meu Serjão, meu amigão, meu herói, meu protetor, meu conselheiro, meu incentivador e meu maior exemplo de dignidade, força e amor.
Você sempre foi precoce, encontrou o amor da sua vida aos 14, com ela se casou aos 20 e me teve aos 21, aos 30 já tinhas nos proporcionado nossos outros tesouros, Camila e João Paulo e assim seguimos juntos estes anos, neste ninho de amor, música e alegria em que você e mamãe nos criaram.
Este ninho não se desfez porque sei que o elo que nos une transcende esta existência material que compartilhamos. Mais uma vez foste precoce e sendo o pai e marido protetor e zeloso que és já partiste para preparar o ninho na nossa próxima morada.
Pai, cuida de ti, da tua evolução, do teu crescimento e eu te prometo que continuarei cuidando de mim e da nossa família. Continuarás tendo notícias boas nossas e ainda te daremos muitos motivos de alegria. Se te for possível, vem de vez em quando nos meus sonhos dar notícias tuas também. Seguimos juntos, firmes, fortes, unidos, e em breve estaremos reunidos, continuaremos rindo, fazendo festa, cantando e celebrando a vida.
Te amo, até logo,
Tua neném.